Competição

Shell Eco-marathon Brasil: inspeção técnica define carros liberados para a pista

No primeiro dia da competição, veículos enfrentam mais de 100 itens de verificação antes de ir em busca da eficiência energética; equipes podem corrigir falhas e voltar à inspeção até conquistar a aprovação.

Redação TN Petróleo/Assessoria Shell
26/08/2026 12:48
Shell Eco-marathon Brasil: inspeção técnica define carros liberados para a pista Imagem: Divulgação Visualizações: 78

Antes de buscar a melhor marca de eficiência energética na pista, os estudantes das 47 equipes presentes na Shell Eco-marathon Brasil 2026 precisam vencer um primeiro desafio: provar que os veículos estão seguros e dentro das regras determinadas. Na terça-feira (25), primeiro dos três dias de evento, as equipes enfrentaram as inspeções técnicas e de segurança que antecedem a entrada na pista. A décima edição da competição acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, e reúne mais de 500 estudantes de quatro países latino-americanos: Brasil, Peru, México e Colômbia.

Cada veículo passa por cerca de 120 itens de verificação, em um processo minucioso de inspeção que pode levar aproximadamente duas horas. Entre os pontos analisados estão o funcionamento dos freios, a estabilidade e a estrutura do veículo, os sistemas elétricos, a instalação correta de fusíveis, eventuais elementos que possam oferecer risco ao piloto, entre outros. Além da segurança, os inspetores verificam se os projetos estão de acordo com o regulamento da competição.

Não passar em uma das etapas, porém, não significa o fim da competição. As equipes podem retornar aos boxes, identificar o problema, fazer os ajustes necessários e apresentar novamente o veículo aos inspetores. A rotina de testar, diagnosticar e corrigir faz parte do próprio desafio de engenharia da Shell Eco-marathon Brasil. Para Norman Koch, gerente geral global da Shell Eco-marathon, a inspeção aproxima os estudantes de situações que encontrarão também fora da universidade.

“É aqui que a realidade se impõe para as equipes. Elas precisam identificar problemas, fazer os ajustes necessários e trabalhar com o tempo e os recursos que têm. Esse processo faz parte do aprendizado e é muito parecido com os desafios que encontrarão na vida profissional”, afirma Koch.

A Drop Team, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é um exemplo de como a preparação para essa etapa começa muito antes da chegada ao Rio. Atual detentora do recorde nacional, de 716 km/l, alcançado em 2023, a equipe foi aprovada na inspeção técnica logo no primeiro dia de atividades. Segundo Marcelo Santos, capitão da equipe, o resultado é fruto de um trabalho contínuo para manter o veículo dentro das exigências da competição.

“A gente tenta sempre vir o mais certo possível. Construímos o carro dentro das normas e, mesmo com as alterações que fazemos durante o ano, buscamos mantê-lo preparado para passar pela inspeção o mais rápido possível. Agora queremos melhorar nossa marca. É para isso que estamos aqui de novo: sempre melhorar, sempre nos tornar mais eficientes”, afirma Santos.

Da oficina para a pista

A inspeção coloca à prova projetos com diferentes soluções para um mesmo desafio: ir mais longe, gastando a menor quantidade de energia. As equipes competem com veículos movidos a bateria elétrica, motores a combustão interna e célula a combustível de hidrogênio, divididos entre as categorias Protótipo e Conceito Urbano. Os protótipos são focados em maximizar a eficiência, com veículos geralmente baixos e leves, nos quais aerodinâmica e resistência ao movimento são levadas ao limite. Já os conceitos urbanos combinam eficiência energética com características mais próximas às de um automóvel urbano, como quatro rodas, portas, iluminação e espaço para bagagem.

Com a aprovação na inspeção, as equipes liberadas passam a concentrar seus esforços na pista, onde poderão colocar em prática meses de desenvolvimento e buscar sua melhor marca de eficiência energética. Nesta quarta-feira (26), começam as tentativas oficiais. Depois de superar o primeiro desafio nos boxes, será na pista que as equipes colocarão seus projetos à prova em busca da melhor marca da edição de dez anos da Shell Eco-marathon Brasil.

Sobre a Shell Eco-marathon - A Shell Eco-marathon é uma competição global que reúne estudantes universitários para projetar, construir e operar veículos com alta eficiência energética. Há mais de 40 anos, o programa incentiva soluções energéticas mais limpas, promovendo colaboração e inovação com foco na redução de emissões de carbono.

A competição conta com três categorias de energia: combustão interna (gasolina e etanol), bateria elétrica e hidrogênio, cada uma dividida em duas classes de veículos: protótipo e conceito urbano. Os veículos passam por inspeção técnica e percorrem um circuito buscando o menor consumo de energia possível. Vence a equipe que alcançar a maior distância com a menor quantidade de energia.

Serviço:

Evento: Shell Eco-marathon Brasil 2026
Data: 25 a 27 de agosto de 2026, de 9h às 17h
Local: Armazém 4, Píer Mauá – Rio de Janeiro
Entrada para o público: gratuita, mediante inscrição pelo site oficial

Sobre a Shell - Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

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