Efeitos da crise

Siderúrgicas mundiais revêem seus planos de expansão

<P>A ArcelorMittal está reconsiderando a ordem de prioridade de seus projetos, disse Haroon Hassan, porta-voz da empresa em Londres. Sua estratégia de expansão continua inalterada, acrescentou ele. A Anglo, a quarta maior mineradora diversificada mundial, disse que está reexaminando todos os seu...

Gazeta Mercantil
23/10/2008 22:00
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A ArcelorMittal está reconsiderando a ordem de prioridade de seus projetos, disse Haroon Hassan, porta-voz da empresa em Londres. Sua estratégia de expansão continua inalterada, acrescentou ele. A Anglo, a quarta maior mineradora diversificada mundial, disse que está reexaminando todos os seus gastos.

Aço, cobre, platina e outras commodities despencaram depois de serem negociadas a seus níveis recorde no primeiro semestre, diante da intensificação do temor em torno de uma recessão mundial.

O principal executivo da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, já reduziu a produção em alguns altos-fornos. A fabricante finlandesa de aço inoxidável Outokumpu Oyj disse ontem que está reestudando seus planos de investimentos de € 2 bilhões (US$ 2,6 bilhões).

O mundo mudou drasticamente, e a Mittal está se ajustando a isso, escreveu Michael Shillaker, analista do Credit Suisse Group de Londres, em nota divulgada ontem. Vamos presenciar empresas de aço e mineração abandonarem planos de investimentos em bens de capital por um ano, talvez dois, dizia o comunicado.

A fragilização das perspectivas levou a ArcelorMittal, sediada em Luxemburgo, a dizer em 17 de setembro que conseguiria reduzir a produção da Europa e dos Estados Unidos em 15%, se necessário, para sustentar os preços do aço.

A empresa pretende se expandir em economias emergentes como as de China, Índia e Brasil, aumentando, ao mesmo tempo, seu controle sobre matérias-primas como minério de ferro e coque siderúrgico, a fim de reduzir os custos.

A ArcelorMittal, formada em 2006 por meio da compra da Arcelor pela Mittal Steel Co., por US$ 38,3 bilhões, planeja promover US$ 4 bilhões em economia de custos nos próximos cinco anos.

O Rio Tinto Group, a segunda maior produtora mundial de alumínio, disse na semana passada que está reduzindo a parcela de maior custo de sua produção. A Freeport-McMoRan Copper & Gold Inc., a maior produtora mundial de cobre com ações negociadas em bolsa, disse que deverá adiar projetos como medida de economia.

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