Empresas

SKF recebe pena do Cade por fixar preço

Empresa deverá pagar 1% do faturamento registrado em 2000.

Valor Online
31/01/2013 14:08
Visualizações: 2027

 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou, na quarta-feira (30), a fabricante de rolamentos SKF por imposição de preços de revenda de seus produtos e, com isso, indicou que essa prática não será aceita no mercado.
O julgamento foi concluído após anos de discussões no órgão antitruste. O caso teve início a partir de denúncia que foi apresentada pelo Procon de São Paulo, em 2001, acusando a empresa de infração à concorrência por ter fixado um patamar mínimo de preços para a revenda de produtos por sua rede de distribuidoras durante sete meses.
A companhia confirmou a tabela, mas alegou que a medida foi tomada de forma consensual com os próprios distribuidores e gerou ganhos de eficiência para eles, como redução de custos.
Para que a medida não fosse considerada ilícita, a empresa deveria "comprovar as eficiências" obtidas para o mercado com a fixação de preços mínimos, advertiu o presidente do Cade, Vinícius de Carvalho. O conselheiro Marcos Paulo Veríssimo ressaltou ainda que a própria SKF admitiu que os contratos tinham cláusulas de punição para as distribuidoras que não seguissem os preços mínimos.
Ao fim, por cinco votos a dois, a fixação de preços aos revendedores foi considerada irregular pelo Cade. A SKF deverá pagar 1% do faturamento registrado em 2000, ano anterior à abertura do processo administrativo. O valor exato é confidencial.
Em resposta, a SKF disse que "tem a convicção de que não violou nenhuma lei brasileira" e irá analisar as medidas cabíveis diante da decisão do órgão antitruste. Ainda cabe recurso da decisão.
Os casos de tabelas de preços são raros no Cade. Antes desse, o Conselho discutiu, nos anos 1990, a tabela de sorvetes da Kibon. A empresa não foi punida, pois o órgão considerou que a tabela era sugerida, e não uma imposição.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou, na quarta-feira (30), a fabricante de rolamentos SKF por imposição de preços de revenda de seus produtos e, com isso, indicou que essa prática não será aceita no mercado.


O julgamento foi concluído após anos de discussões no órgão antitruste. O caso teve início a partir de denúncia que foi apresentada pelo Procon de São Paulo, em 2001, acusando a empresa de infração à concorrência por ter fixado um patamar mínimo de preços para a revenda de produtos por sua rede de distribuidoras durante sete meses.


A companhia confirmou a tabela, mas alegou que a medida foi tomada de forma consensual com os próprios distribuidores e gerou ganhos de eficiência para eles, como redução de custos.


Para que a medida não fosse considerada ilícita, a empresa deveria "comprovar as eficiências" obtidas para o mercado com a fixação de preços mínimos, advertiu o presidente do Cade, Vinícius de Carvalho. O conselheiro Marcos Paulo Veríssimo ressaltou ainda que a própria SKF admitiu que os contratos tinham cláusulas de punição para as distribuidoras que não seguissem os preços mínimos.


Ao fim, por cinco votos a dois, a fixação de preços aos revendedores foi considerada irregular pelo Cade. A SKF deverá pagar 1% do faturamento registrado em 2000, ano anterior à abertura do processo administrativo. O valor exato é confidencial.


Em resposta, a SKF disse que "tem a convicção de que não violou nenhuma lei brasileira" e irá analisar as medidas cabíveis diante da decisão do órgão antitruste. Ainda cabe recurso da decisão.


Os casos de tabelas de preços são raros no Cade. Antes desse, o Conselho discutiu, nos anos 1990, a tabela de sorvetes da Kibon. A empresa não foi punida, pois o órgão considerou que a tabela era sugerida, e não uma imposição.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.