Economia

Sustentabilidade ainda é desafio para a economia mundial, destaca Unctad

Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014

Agência Brasil
10/09/2014 14:21
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Seis anos após o início da crise econômica e financeira mundial, os países ainda não encontraram um caminho de crescimento sustentável, diz o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014 divulgado, hoje (10), pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Segundo o estudo, os principais problemas no período pós-crise são a demanda agregada insuficiente - demanda total de bens e serviços - e a contínua instabilidade financeira.
O estudo considera fraco o crescimento de 2,5% a 3% da economia esperado para 2014, um pouco melhor do que o registrado em 2012 e 2013 - 2,3% -, e culpa as políticas inadequadas adotadas pelos países influentes. “O retorno às políticas de sempre não foi capaz de lidar com as causas profundas da crise,” diz o relatório. “A continuidade do domínio financeiro sobre a economia real e a persistência do declínio da participação do salário no produto são simbólicos da incapacidade de enfrentar as causas da crise e sua recuperação anômala.”
Somente o fortalecimento da demanda agregada por meio de crescimento real dos salários e a distribuição de renda mais igualitária poderão romper com o longo período de baixo crescimento econômico, defende a Unctad.
O relatório prevê que a tendência das economias em desenvolvimento é repetir o desempenho de anos anteriores, crescendo entre 4,5 e 5%. Nesse grupo, o crescimento será superior a 5,5% em países da Ásia e da África Subsaariana, mas permanecerá fraco, em torno de 2%, no Norte da África e na América Latina e no Caribe. Enquanto isso, espera-se que economias em transição desacelerem ainda mais, para cerca de 1%, após um desempenho fraco em 2013.
Segundo a Unctad, o crescimento do comércio internacional, com o crescimento da taxa ligeiramente superior a 2% em 2012, 2013 e no início de 2014, continua inferior ao da produção global, resultado da fraca demanda mundial. A instituição destaca que esse crescimento não reflete os aumentos nas barreiras comerciais ou dificuldades do lado da oferta. “Portanto, os esforços para estimular as exportações por meio de reduções de salários e desvalorização interna são autodestrutivos e contraproducentes, especialmente se vários parceiros comerciais seguirem esta estratégia simultaneamente”, alerta o estudo.
As políticas atuais das economias desenvolvidas, que combinam austeridade fiscal, contenção salarial e a expansão monetária estão deprimindo a demanda doméstica e incentivando uma expansão de liquidez que atua mais sobre os investimentos financeiros do que sobre os produtivos.
O Unctad demonstrou preocupação com o aumento das desigualdades e as bolhas especulativas nos preços dos ativos na atual política internacional, condições semelhantes as que levaram à crise financeira global em 2008.
Além das políticas de incentivo para aumentar a demanda dos consumidores, inclusive de políticas de redistribuição, o relatório aponta que alguns países devem aumentar os níveis de investimento doméstico públicos e privados, além de políticas industriais para diversificar e ampliar a capacidade produtiva. Assim será possível atender o crescimento da demanda sem excessivas pressões sobre preços domésticos ou saldos comerciais.

Seis anos após o início da crise econômica e financeira mundial, os países ainda não encontraram um caminho de crescimento sustentável, diz o Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014 divulgado, hoje (10), pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Segundo o estudo, os principais problemas no período pós-crise são a demanda agregada insuficiente - demanda total de bens e serviços - e a contínua instabilidade financeira.

O estudo considera fraco o crescimento de 2,5% a 3% da economia esperado para 2014, um pouco melhor do que o registrado em 2012 e 2013 - 2,3% -, e culpa as políticas inadequadas adotadas pelos países influentes. “O retorno às políticas de sempre não foi capaz de lidar com as causas profundas da crise,” diz o relatório. “A continuidade do domínio financeiro sobre a economia real e a persistência do declínio da participação do salário no produto são simbólicos da incapacidade de enfrentar as causas da crise e sua recuperação anômala”.

Somente o fortalecimento da demanda agregada por meio de crescimento real dos salários e a distribuição de renda mais igualitária poderão romper com o longo período de baixo crescimento econômico, defende a Unctad.

O relatório prevê que a tendência das economias em desenvolvimento é repetir o desempenho de anos anteriores, crescendo entre 4,5 e 5%. Nesse grupo, o crescimento será superior a 5,5% em países da Ásia e da África Subsaariana, mas permanecerá fraco, em torno de 2%, no Norte da África e na América Latina e no Caribe.

Enquanto isso, espera-se que economias em transição desacelerem ainda mais, para cerca de 1%, após um desempenho fraco em 2013.

Segundo a Unctad, o crescimento do comércio internacional, com o crescimento da taxa ligeiramente superior a 2% em 2012, 2013 e no início de 2014, continua inferior ao da produção global, resultado da fraca demanda mundial.

A instituição destaca que esse crescimento não reflete os aumentos nas barreiras comerciais ou dificuldades do lado da oferta. “Portanto, os esforços para estimular as exportações por meio de reduções de salários e desvalorização interna são autodestrutivos e contraproducentes, especialmente se vários parceiros comerciais seguirem esta estratégia simultaneamente”, alerta o estudo.

As políticas atuais das economias desenvolvidas, que combinam austeridade fiscal, contenção salarial e a expansão monetária estão deprimindo a demanda doméstica e incentivando uma expansão de liquidez que atua mais sobre os investimentos financeiros do que sobre os produtivos.

O Unctad demonstrou preocupação com o aumento das desigualdades e as bolhas especulativas nos preços dos ativos na atual política internacional, condições semelhantes as que levaram à crise financeira global em 2008.

Além das políticas de incentivo para aumentar a demanda dos consumidores, inclusive de políticas de redistribuição, o relatório aponta que alguns países devem aumentar os níveis de investimento doméstico públicos e privados, além de políticas industriais para diversificar e ampliar a capacidade produtiva.

Assim será possível atender o crescimento da demanda sem excessivas pressões sobre preços domésticos ou saldos comerciais.

 

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