Empresas

Terminais privados buscam garantias

As empresas que operam terminais portuários nos portos organizados estão interessadas em que lhe seja assegurado o direito de requerer o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de arrendamento. O pedido foi inserido no conjunto de propostas que o setor empresarial,

Valor Econômico
13/03/2013 08:28
Visualizações: 575
As empresas que operam terminais portuários nos portos organizados estão interessadas em que lhe seja assegurado o direito de requerer o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de arrendamento. O pedido foi inserido no conjunto de propostas que o setor empresarial, capitaneado pela Ação Empresarial, movimento liderado por Jorge Gerdau, entregou à Casa Civil. As propostas levadas ao governo foram fruto de negociações envolvendo diferentes entidades empresariais. Depois de três reuniões, os empresários fecharam, na semana passada, um conjunto de propostas que deve servir de sugestão para as discussões da Medida Provisória 595, em discussão no Congresso e que muda as regras para exploração nos portos.

O 'Valor' apurou que os empresários querem incluir na MP 595 um artigo nos seguintes termos: "Será assegurado ao interessado requerer o reequilíbrio econômico-financeiro e a revisão das condições futuras dos contratos de arrendamento das instalações existentes nos portos organizados, situados na mesma área de influência".

O conceito que embasa o pedido é a chamada "assimetria" entre terminais portuários ocorrida nos últimos anos e que resulta de alterações em regras do setor, dizem os empresários. As mudanças nas regras para futuras licitações contidas na MP 595 também pesaram para a proposta, que interessa sobretudo à Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec). A entidade reúne os terminais privatizados na década de 1990 nas áreas dos portos organizados.

Um exemplo das mudanças, segundo a classe empresarial, está na chamada modicidade tarifária pretendida pelo governo, que alterou a forma de participação e remuneração dos contratos de arrendamento, que passaram a ser baseados na menor tarifa e na maior movimentação. As licitações anteriores à MP 595 tinham como um dos principais critérios para definir os ganhadores o pagamento da maior outorga.

A proposta entregue à Casa Civil diz ainda que é "imperioso" o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos em vigor. Os terminais ligados à Abratec veem com apreensão a abertura do setor de portos a privados, que não pagam tarifas à União e nem estão submetidos ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), entidade encarregada de gerir os trabalhadores avulsos nos portos. Já os terminais da Abratec têm de pagar diversos encargos e tarifas ao governo.

No documento, os empresários dizem que os arrendatários terão diferentes composições de custos, o que torna desigual a competição no mesmo ambiente concorrencial. E concluem: "Em face das substanciais alterações dessas condições ocorre o desequilíbrio econômico-financeiro entre os terminais, o que determina a necessária recomposição das condições contratuais".

A Abratec vem batalhando pela prorrogação dos contratos de arrendamento posteriores a 1993, quando foi editada a Lei dos Portos. Esse é outra das propostas do documento. O pleito é que os contratos de arrendamento em vigor na data da publicação da MP sejam prorrogados até completarem o prazo total de 50 anos de vigência (25 anos +25). A contrapartida é que o arrendatário promova os investimentos necessários para expansão e modernização das instalações portuárias.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
03/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23