Indústria naval

Transpetro negocia preços com estaleiros e siderúrgicas

A redução de 30% sobre o preço brasileiro do aço oferecida pelas siderúrgicas é considerada insuficiente pelo presidente da Transpetro. Com os estaleiros, a negociação envolve a análise de cada valor da proposta para definir formas de redução de custos.


03/04/2006 00:00
Visualizações: 860

A licitação da Transpetro para a encomenda de 26 navios de grande porte encerrou a fase burocrática, com a abertura de todas as propostas de preços em 14 de março e está em plena fase negocial para adequar as propostas apresentadas por consórcios e estaleiros aos preços mais próximos dos competitivos internacionalmente.

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, admite pagar um pouco mais pelos primeiros navios construídos em cada categoria em função da necessidade de o Brasil trilhar uma curva de aprendizado tecnológico para se igualar aos estaleiros internacionais. No entanto, o executivo, informa que essa curva também tem que estar dentro de parâmetros adequados. "O objetivo é chegar ao preço internacional porque a indústria naval é mundial e precisa ser competitiva internacionalmente", argumenta.

No momento a empresa negocia com as licitantes que apresentaram as melhores propostas para contrução dos vários modelos de navios a redução dos preços oferecidos. "Estamos abrindo a caixa-preta e analisando cada preço para ver onde podemos reduzir os custos", disse Machado, que acredita que será possível chegar a um bom termo com os estaleiros. Segundo ele, as empresas de construção naval têm sido receptivas às propostas para a adequação do equilíbrio dos preços.

Além de negociar com os estaleiros, Machado também esteve em visita à Usiminas e à Cosipa, ambas de único grupo siderúrgico que produz chapas navais no Brasil. O objetivo é garantir o aço para os estaleiros ao mesmo preço praticado no mercado internacional. Na última rodada de negociações, a siderúrgica havia oferecido uma redução de 30% sobre o preço praticado no Brasil, mas Machado afirma que o valor internacional é muito mais barato do que a redução oferecida.

Machado admite que a negociação com as siderúrgicas deveria ser feita pelos próprios estaleiros, mas pondera que "como sou eu que vou pagar a conta e sou interessado em pagar menos, não custa nada ajudar".

Durante o evento realizado na Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro (Amcham-Rio), onde proferiu a palestra entitulada o "Renascimento da Indústria naval brasileira: o sucesso da licitação da Transpetro", Machado reiterou que os 26 navios, que serão encomendados na primeira fase do Promef, estarão flutuando até o final de 2006. A expectativa do executivo é de que o primeiro contrato seja assinado ainda ao final de abril.

No atual estágio da licitação, a Transpetro negocia com os consórcios:

Atlântico Sul - composto pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez,

Aker Promar, Queiróz Galvão e Samsung - que ofereceu o melhor preço para

lote 1, para a construção de 10 Suezmax.

Rio Naval - composto pelas empresas Grupo MPE, Iesa, Sermetal, Hyundai -

que ofereceu melhores preços para a construção dos lotes 2 e 3, de cinco

Aframax e quatro Panamax.

Mauá Jurong, Maric e CSSC, que foi o único licitante a oferecer proposta

para o lote 4, de quatro navios de produtos.

Estaleiro Itajaí, único a oferecer proposta para o lote 5, para a

construção de três navios gaseiros.

O estaleiro Itajaí e a Transpetro têm uma pendência jurídica, uma vez que o Itajaí havia sido desclassificado na licitação e continuou a participar por liminares judiciais. Segundo Machado, o processo judicial continua e caso a Transpetro ganhe e o Itajaí não possa continuar participando da licitação, a estatal terá o direito de convidar outros estaleiros habilitados e oferecera encomenda que seria do Itajaí. 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Petrobras e Petronect levam nova solução para compras de...
30/09/26
Segurança + IA
CTO da Oakmont é um dos representantes brasileiros no en...
29/09/26
Gás Natural
ANP realiza 2° Workshop para debater Gas Release
29/09/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de julho foram ...
29/09/26
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25