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Logística

Trens respondem por 50% da carga de grãos no Porto de São Francisco do Sul

11/10/2021 | 16h08
Trens respondem por 50% da carga de grãos no Porto de São Francisco do Sul
Cortesia Porto de São Francisco do Sul Cortesia Porto de São Francisco do Sul

A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul. Anualmente, são cerca de 700 trens que chegam ao complexo portuário, carregados de soja e milho, principalmente.

Estas composições transportam mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada pelo Porto todos os anos. O restante chega por meio de caminhões.

Origem

A maioria dos grãos é proveniente de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e alcança o Porto por meio do corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de SC, ao Porto de São Francisco, num trajeto de 170 quilômetros.

Em Corupá, a 80 quilômetros do complexo portuário, é feito o transbordo e distribuição dos vagões que seguem para São Francisco. Como as composições circulam a 25-30 quilômetros por hora, esse percurso demora cerca de 2,5 horas.

Milhares de vagões

Em média, cada trem da empresa Rumo é composto por 80 vagões, que transportam em torno de 50 toneladas cada um. Assim, todos os anos, aproximadamente 57 mil vagões são descarregados em três locais do complexo portuário: no terminal graneleiro, administrado pelo Porto, e em mais dois terminais privados, Terlogs e Bunge.

A partir daí, os grãos seguem por uma longa esteira aérea, chamada de correia transportadora, até chegar aos navios cargueiros que têm, na sua maioria, a Ásia como destino final.

Economia anual

A administração do Porto é responsável pela manutenção da estrutura ferroviária no interior do complexo.

“Temos investido prioritariamente para otimizar a descarga dos trens”, explica o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, salientando que foram disponibilizados dois funcionários exclusivamente para a conservação do espaço.

“Essa iniciativa gera uma economia aos cofres públicos de R$ 1 milhão por ano, já que não é necessário contratar um serviço externo”. Entre os trabalhos de manutenção estão a troca de dormentes, correção de anomalias nos trilhos e pintura da sinalização de segurança.

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