Porto de Santos

União estuda instalar pátio regulador de caminhões em área da Ecovias

Medida ajudaria no escoamento da safra.

A Tribuna
18/02/2014 15:55
Visualizações: 1145

 

O Governo Federal estuda utilizar uma área da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o principal acesso rodoviário ao Porto de Santos, como pátio regulador para caminhões. A informação foi transmitida por técnicos da Secretaria de Portos (SEP) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em uma reunião com entidades que reúnem caminhoneiros e transportadores de carga que atuam no complexo marítimo santista.
Questionadas, a Ecovias e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) não confirmam a informação.
Na reunião, realizada em Brasília, os representantes dos órgãos federais prometeram ainda apresentar o plano completo para o escoamento da safra agrícola pelo cais santista às entidades. A estratégia será revelada em um novo encontro, a ser marcado para as próximas semanas.
Por enquanto, o planejamento das autoridades federais para a safra envolve três medidas principais. A primeira é a necessidade do agendamento de todos os veículos que seguem para a descarga no Porto de Santos. A segunda é o monitoramento nas estradas que dão acesso à Cidade para verificar a documentação e o horário marcado para o recebimento das cargas nos terminais.
A terceira medida é a implantação de pátios reguladores próximos às rodovias que dão acesso ao cais santista. Esta medida serve para que os caminhoneiros aguardem em segurança e só desçam a Serra no momento do exato da recepção na instalação portuária.
De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro de Vasconcelos Freitas, o Governo informou, na reunião, que estuda a implantação de um pátio regulador na Rodovia Anchieta.
De acordo com o plano apresentado, a área, que pertence à Ecovias, seria administrada pela Codesp. Mas o projeto ainda está em fase de negociação. “O Governo está preocupado e nos pediu alguns dias para equacionar algumas pendências que ainda existem e uma delas é a implantação desse pátio na Anchieta”, afirmou o sindicalista.
Conforme já anunciado por representantes da SEP em visita a Santos, dois pátios reguladores já foram escolhidos pelo Governo como bolsões de estacionamento. Um deles fica na Cidade e o outro em Sumaré, na região de Campinas.
Pendência
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha, que participou do encontro em Brasília, os preparativos para o escoamento da safra agrícola deste ano é um marco, já que o problema foi se arrastando ao longo de anos sem investimento público.
Mas não há uma definição sobre quem arcará com os custos dos pátios. “Quem vai pagar a conta? Isso precisa ser definido, mas ainda não se pronunciaram sobre isso. Tem que haver alguma forma de cobrar isso do embarcador ou do operador portuário e não do caminhoneiro ou da transportadora”, disse o presidente do Sindisan.
Questionada, a Ecovias informou, através de sua assessoria de imprensa, que a concessionária não tem conhecimento da negociação para a implantação de um pátio para caminhões em uma de suas áreas. A Codesp também desconhece qualquer tratativa neste sentido.
A Autoridade Portuária afirma ainda que sua atuação se resume a credenciar os pátios, não em administrá-los, como foi dito às entidades durante a reunião em Brasília.

O Governo Federal estuda utilizar uma área da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o principal acesso rodoviário ao Porto de Santos, como pátio regulador para caminhões. A informação foi transmitida por técnicos da Secretaria de Portos (SEP) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em uma reunião com entidades que reúnem caminhoneiros e transportadores de carga que atuam no complexo marítimo santista.

Questionadas, a Ecovias e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) não confirmam a informação.

Na reunião, realizada em Brasília, os representantes dos órgãos federais prometeram ainda apresentar o plano completo para o escoamento da safra agrícola pelo cais santista às entidades. A estratégia será revelada em um novo encontro, a ser marcado para as próximas semanas.

Por enquanto, o planejamento das autoridades federais para a safra envolve três medidas principais. A primeira é a necessidade do agendamento de todos os veículos que seguem para a descarga no Porto de Santos. A segunda é o monitoramento nas estradas que dão acesso à Cidade para verificar a documentação e o horário marcado para o recebimento das cargas nos terminais.

A terceira medida é a implantação de pátios reguladores próximos às rodovias que dão acesso ao cais santista. Esta medida serve para que os caminhoneiros aguardem em segurança e só desçam a Serra no momento do exato da recepção na instalação portuária.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro de Vasconcelos Freitas, o Governo informou, na reunião, que estuda a implantação de um pátio regulador na Rodovia Anchieta.

De acordo com o plano apresentado, a área, que pertence à Ecovias, seria administrada pela Codesp. Mas o projeto ainda está em fase de negociação. “O Governo está preocupado e nos pediu alguns dias para equacionar algumas pendências que ainda existem e uma delas é a implantação desse pátio na Anchieta”, afirmou o sindicalista.

Conforme já anunciado por representantes da SEP em visita a Santos, dois pátios reguladores já foram escolhidos pelo Governo como bolsões de estacionamento. Um deles fica na Cidade e o outro em Sumaré, na região de Campinas.


Pendência

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha, que participou do encontro em Brasília, os preparativos para o escoamento da safra agrícola deste ano é um marco, já que o problema foi se arrastando ao longo de anos sem investimento público.

Mas não há uma definição sobre quem arcará com os custos dos pátios. “Quem vai pagar a conta? Isso precisa ser definido, mas ainda não se pronunciaram sobre isso. Tem que haver alguma forma de cobrar isso do embarcador ou do operador portuário e não do caminhoneiro ou da transportadora”, disse o presidente do Sindisan.

Questionada, a Ecovias informou, através de sua assessoria de imprensa, que a concessionária não tem conhecimento da negociação para a implantação de um pátio para caminhões em uma de suas áreas. A Codesp também desconhece qualquer tratativa neste sentido.

A Autoridade Portuária afirma ainda que sua atuação se resume a credenciar os pátios, não em administrá-los, como foi dito às entidades durante a reunião em Brasília.

 

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