Etanol

Usinas terão linha com taxa atrelada à pegada de carbono

Redação/Boletim SCA
29/10/2020 10:19
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está preparando uma nova linha de financiamento com taxas atreladas à melhora da "pegada de carbono" das usinas produtoras de etanol, e poderá lançá-la até o fim deste ano. Foi o que afirmou ontem Mauro Mattoso, chefe do Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do banco, durante uma apresentação em evento virtual da consultoria Datagro.

Segundo Mattoso, o banco de fomento deverá financiar produtores com o objetivo de melhorar a nota de eficiência energético-ambiental das usinas credenciadas no programa RenovaBio, que entrou em vigor neste ano.

O banco está considerando oferecer um custo inicial atrelado à TLP, à Selic ou a um custo fixo.

No momento da contratação de recursos da linha, o BNDES deverá estabelecer metas para a evolução da nota - e, caso essa meta seja alcançada, o produtor terá um desconto na taxa de juros. Por outro lado, a usina que sair do RenovaBio ao não renovar sua certificação para o programa, que precisa ser feito obrigatoriamente ao menos a cada três anos, deverá ser punida com um aumento de custos, disse.

De acordo com Mattoso, a instituição não deverá fazer uma avaliação dos projetos da usina para a melhoria de sua nota. Dessa forma, a usina poderá utilizar o recurso inclusive para a produção de matéria-prima se isso de fato influenciar na melhoria de sua nota de eficiência.

A nova linha do BNDES deverá ser acessada por unidade produtora, e terá limite por planta e por grupo econômico controlador. O desembolso deverá ocorrer de uma vez, logo na entrada.

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