Tecnologia

USP lança programa de estímulo à inovação

Programa é apoiado pela Fapesp.

Agência Fapesp
25/01/2013 15:43
Visualizações: 1514

 

Desde que foi criada, em 2005, a Agência USP de Inovação costuma ser acionada por professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo quando eles precisam de apoio para proteger os resultados de pesquisa, identificar parceiros e para intermediar projetos inovadores realizados no âmbito da instituição com o setor privado.
Já nos últimos anos, a Agência, que funciona como Núcleo de Inovação Tecnológica da USP, também começou a receber uma demanda inversa: a de inventores, empreendedores e empresas sem vínculos com a universidade, interessados em receber auxílio em questões relacionadas à inovação - como formas e procedimentos para proteção de tecnologias e identificação de fonte de financiamento -, ou identificar possibilidades de projetos científicos e tecnológicos em conjunto com pesquisadores da instituição.
Para atender a essa nova procura e ajudar a suprir essa carência de informações, a Agência USP de Inovação lançou no início de janeiro o programa “Vocação para Inovação”.
Voltado para a comunidade externa da USP, o objetivo do programa, apoiado pela Fapesp, é orientar inventores, empreendedores, pesquisadores e microempresários na condução de projetos de inovação tecnológica e, se necessário, auxiliar na identificação de parceiros na própria universidade que possam ajudar a realizá-los.
“A USP tem cerca de 6 mil pesquisadores, em todas as áreas do conhecimento, e 80 mil alunos, distribuídos pelos campi da universidade no estado de São Paulo”, ressaltou Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da Agência USP de Inovação.
“Com certeza, inventores, empreendedores, pesquisadores e empresas podem encontrar na universidade parceiros para auxiliá-los no desenvolvimento de seus projetos de inovação tecnológica”, disse Souza, durante o workshop “Diálogo sobre apoio para inovação na pequena empresa”, realizado no dia 20 de dezembro, na Fapesp.
Feito em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o objetivo do evento foi esclarecer dúvidas dos representantes das empresas que apresentaram ou têm interesse em submeter projetos ao Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) antes do dia 1º de fevereiro - o prazo final para apresentar propostas para o primeiro ciclo de análise do programa em 2013.
Criado em 1997, o PIPE apoia projetos de pesquisa para inovação em microempresas e empresas de pequeno porte, com até 250 empregados, sediadas no estado de São Paulo. Os projetos de pesquisa selecionados para o programa, em qualquer área do conhecimento, deverão ser desenvolvidos por pesquisadores que tenham vínculo empregatício com essas empresas ou que estejam associados a elas para sua realização.
Um dos principais objetivos do PIPE hoje é estimular a aproximação e a cooperação entre empresas e universidades para o desenvolvimento de projetos de pesquisa que possam resultar em inovações e novos negócios.
“Há desenvolvimentos científicos e tecnológicos dentro das universidades que nem sempre são acessíveis para as pequenas empresas”, avaliou João Furtado, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da Fapesp.
“Estamos estimulando a cooperação entre empresas, que buscam conhecimento científico, e as universidades, onde esse conhecimento científico existe ou pode ser desenvolvido, e pedindo a ajuda das instituições para que esta questão seja equacionada de uma forma aceitável tanto para a Fapesp como pelas universidades e pelas empresas. O novo programa da Agência USP de Inovação representa uma grande contribuição nesse sentido”, afirmou Furtado.
Tipos de auxílio
Para definir quais tipos de auxílio o programa “Vocação para Inovação” pode oferecer para a comunidade externa da USP, a equipe de profissionais da Agência USP de Inovação levantou os principais problemas enfrentados pelos inventores, empreendedores e empresas na realização de projetos de inovação, observados no serviço de atendimento da instituição.
Entre os gargalos, está a carência de informações sobre formas e procedimentos de proteção às tecnologias. A Agência de Inovação orientará os inventores, empreendedores e empresas independentes sobre os procedimentos para realizar a proteção de suas invenções junto a órgãos como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e sobre a utilização de bases de patentes para verificar se o que pretendem proteger é realmente inédito.
“As bases de patentes permitem o uso para pesquisa e podem servir de fonte para conhecer tecnologias já existentes e ter novas ideias de projetos de inovação que podem ser desenvolvidos”, indicou Souza.
Outro serviço que o programa oferecerá é o auxílio na identificação e indicação de linhas de fomento disponibilizadas pelas agências nacionais de financiamento à pesquisa para apoiar projetos de inovação realizados entre empresas e universidades.
De acordo com Souza, é bastante comum no dia a dia da Agência USP de Inovação receberem solicitações de auxílio de inventores, empreendedores e empresas que têm uma ideia, mas não sabem em que linha de fomento das agências de financiamento à pesquisa ela se enquadra. “Queremos ajudar os empreendedores também nesse sentido”, afirmou.

Desde que foi criada, em 2005, a Agência USP de Inovação costuma ser acionada por professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo quando eles precisam de apoio para proteger os resultados de pesquisa, identificar parceiros e para intermediar projetos inovadores realizados no âmbito da instituição com o setor privado.


Já nos últimos anos, a Agência, que funciona como Núcleo de Inovação Tecnológica da USP, também começou a receber uma demanda inversa: a de inventores, empreendedores e empresas sem vínculos com a universidade, interessados em receber auxílio em questões relacionadas à inovação - como formas e procedimentos para proteção de tecnologias e identificação de fonte de financiamento -, ou identificar possibilidades de projetos científicos e tecnológicos em conjunto com pesquisadores da instituição.


Para atender a essa nova procura e ajudar a suprir essa carência de informações, a Agência USP de Inovação lançou no início de janeiro o programa “Vocação para Inovação”.


Voltado para a comunidade externa da USP, o objetivo do programa, apoiado pela Fapesp, é orientar inventores, empreendedores, pesquisadores e microempresários na condução de projetos de inovação tecnológica e, se necessário, auxiliar na identificação de parceiros na própria universidade que possam ajudar a realizá-los.


“A USP tem cerca de 6 mil pesquisadores, em todas as áreas do conhecimento, e 80 mil alunos, distribuídos pelos campi da universidade no estado de São Paulo”, ressaltou Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da Agência USP de Inovação.


“Com certeza, inventores, empreendedores, pesquisadores e empresas podem encontrar na universidade parceiros para auxiliá-los no desenvolvimento de seus projetos de inovação tecnológica”, disse Souza, durante o workshop “Diálogo sobre apoio para inovação na pequena empresa”, realizado no dia 20 de dezembro, na Fapesp.


Feito em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o objetivo do evento foi esclarecer dúvidas dos representantes das empresas que apresentaram ou têm interesse em submeter projetos ao Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) antes do dia 1º de fevereiro - o prazo final para apresentar propostas para o primeiro ciclo de análise do programa em 2013.


Criado em 1997, o PIPE apoia projetos de pesquisa para inovação em microempresas e empresas de pequeno porte, com até 250 empregados, sediadas no estado de São Paulo. Os projetos de pesquisa selecionados para o programa, em qualquer área do conhecimento, deverão ser desenvolvidos por pesquisadores que tenham vínculo empregatício com essas empresas ou que estejam associados a elas para sua realização.


Um dos principais objetivos do PIPE hoje é estimular a aproximação e a cooperação entre empresas e universidades para o desenvolvimento de projetos de pesquisa que possam resultar em inovações e novos negócios.


“Há desenvolvimentos científicos e tecnológicos dentro das universidades que nem sempre são acessíveis para as pequenas empresas”, avaliou João Furtado, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da Fapesp.


“Estamos estimulando a cooperação entre empresas, que buscam conhecimento científico, e as universidades, onde esse conhecimento científico existe ou pode ser desenvolvido, e pedindo a ajuda das instituições para que esta questão seja equacionada de uma forma aceitável tanto para a Fapesp como pelas universidades e pelas empresas. O novo programa da Agência USP de Inovação representa uma grande contribuição nesse sentido”, afirmou Furtado.



Tipos de auxílio


Para definir quais tipos de auxílio o programa “Vocação para Inovação” pode oferecer para a comunidade externa da USP, a equipe de profissionais da Agência USP de Inovação levantou os principais problemas enfrentados pelos inventores, empreendedores e empresas na realização de projetos de inovação, observados no serviço de atendimento da instituição.


Entre os gargalos, está a carência de informações sobre formas e procedimentos de proteção às tecnologias. A Agência de Inovação orientará os inventores, empreendedores e empresas independentes sobre os procedimentos para realizar a proteção de suas invenções junto a órgãos como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e sobre a utilização de bases de patentes para verificar se o que pretendem proteger é realmente inédito.


“As bases de patentes permitem o uso para pesquisa e podem servir de fonte para conhecer tecnologias já existentes e ter novas ideias de projetos de inovação que podem ser desenvolvidos”, indicou Souza.


Outro serviço que o programa oferecerá é o auxílio na identificação e indicação de linhas de fomento disponibilizadas pelas agências nacionais de financiamento à pesquisa para apoiar projetos de inovação realizados entre empresas e universidades.


De acordo com Souza, é bastante comum no dia a dia da Agência USP de Inovação receberem solicitações de auxílio de inventores, empreendedores e empresas que têm uma ideia, mas não sabem em que linha de fomento das agências de financiamento à pesquisa ela se enquadra. “Queremos ajudar os empreendedores também nesse sentido”, afirmou.

 

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