Infraestrutura

Vale amplia transporte de produtos siderúrgicos para Gerdau Açominas

Por meio da infraestrutura da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e do Terminal de Praia Mole (TPM), a Vale aumentará, nos próximos dois anos e meio, o volume de carga que transportará para a Gerdau Açominas de 4,5 milhões de toneladas por ano para 6,

A Gazeta (ES)
31/08/2010 06:44
Visualizações: 557
Por meio da infraestrutura da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e do Terminal de Praia Mole (TPM), a Vale aumentará, nos próximos dois anos e meio, o volume de carga que transportará para a Gerdau Açominas de 4,5 milhões de toneladas por ano para 6,2 milhões de toneladas por ano. Os produtos serão carvão mineral até Ouro Branco (MG), onde está a siderúrgica da empresa, e aço até o terminal de embarque de produtos siderúrgicos, no Porto de Praia Mole.
 
 
Conforme informações do gerente-geral comercial de logística da Vale, Élton Pássaro, será o maior volume a ser feito para a Gerdau Açominas, uma das três maiores siderúrgicas clientes da empresa. Os produtos siderúrgicos, principalmente o aço, seguirão da Usina de Ouro Branco (MG) pela EFVM, em direção ao Porto de Praia Mole. Neste fluxo, serão movimentadas cerca de 2 milhões de toneladas por ano.
No sentido contrário, de Praia Mole até o interior de Minas, onde funciona a unidade de produção de aço da Gerdau Açominas, a Vale fará o transporte, também pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, de carvão mineral, que é um dos insumos utilizados na fabricação de placas e tarugos de aço. Este contrato deverá atingir movimentação de 3,2 milhões de toneladas anuais em 2012.
 
 
Hoje, 30% do volume total transportado pela logística da Vale pertence à Gerdau “e o aumento de carga nos próximos dois anos e meio é muito importante para a companhia”, ressaltou Pássaro.
 
 
O contrato prevê a garantia do nível de serviço entre as partes, ou seja, qualidade na entrega, com prazos definidos. A assinatura dos contratos com a Gerdau Açominas é um marco importante na estratégia da área de logística da Vale, segundo o executivo. “Formalizar compromissos de longo prazo com as grandes siderúrgicas e os serviços de logística que estamos fornecendo vão aumentar a competitividade dos produtos da Gerdau Açominas", explica o gerente-geral comercial de logística da Vale, Élton Pássaro.
 
 
Eike: Vale desafia China ao impor guerra de preços
 

O presidente do grupo EBX, Eike Batista, declarou ontem durante gravação do programa Roda Viva, da TV cultura, que a Vale desafiou os chineses para a guerra ao aumentar os preços do minério de ferro em meados do ano. “Não se pode declarar guerra de preços com a China”, disse, destacando que os chineses são grandes investidores no Brasil.
 
 
O empresário se referiu à Vale como a única empresa que pode dizer para a China “vou te dar um contrato enorme de suprimento de matéria-prima e cumprir”. Segundo ele, os chineses “gostam de falar com a Vale porque é como falar com o governo”.
 
 
Sem citar o nome do presidente da Vale, Roger Agnelli, Eike afirmou que “mais da metade do CEO - Chief Executive Officer - está no lugar errado”. “Se somarmos as participações de fundos de pensão na Vale, a participação majoritária é do governo, mas o Roger opera aquilo da cabeça dele”, disse.
 
 
Questionado sobre quem colocaria à frente da Vale no lugar de Agnelli, Eike respondeu que teria de pensar e, quando perguntado se o presidente da Vale é um de seus adversários, negou. “Não é. Minha meta hoje é passar os que estão na minha frente. Sou competitivo mesmo. Vejo uma possibilidade gigantesca de consertar coisas no Brasil”, disse.
 
 
Conforme Eike, o que Agnelli “fez de certo” diz respeito à atuação da Vale no setor de fertilizantes. O presidente do grupo EBX é filho de Eliezer Batista, que foi presidente da Vale e ministro de Minas e Energia. Há quem questione se Eliezer teria entregado a Eike o mapa do subsolo brasileiro. “Sou um dos sete filhos. Meu pai não deixou nenhum filho chegar nem perto de nenhuma subsidiária da mineradora”. “A Vale ajudou o Japão a se industrializar. Eu estou tendo a chance com a China, que é dez vezes maior, de fazer o mesmo”, disse.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
IBEM26
iBEM 2026 reúne especialistas e discute futuro da energia
23/03/26
Crise
Conflito entre EUA e Irã: alta do petróleo pressiona cus...
20/03/26
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23