Recorde

Vale registra recorde de produção de ferro e cobre

87,5 milhões de toneladas entre julho e setembro deste ano.

Valor Econômico
27/10/2014 10:33
Visualizações: 1568

 

A Vale anunciou ontem recorde histórico de produção de minério de ferro para um trimestre, com 87,5 milhões de toneladas entre julho e setembro deste ano. O número representou alta de 3,1% sobre igual período do ano passado. Projeções de analistas indicam, no entanto, que o volume de vendas de minério de ferro pela empresa pode ter ficado abaixo do esperado pelo mercado para o terceiro trimestre. A previsão se apoia na interdição da Estrada de Ferro de Carajás (EFC), no fim de setembro, que impediu embarques. Assim, os estoques da commodity nos centros de distribuição da Vale aumentaram em 9,3 milhões de toneladas no fim de setembro.
Dessa forma, o avanço na produção de minério de ferro da Vale em relação ao terceiro trimestre de 2013 pode não se traduzir nos volumes de venda esperados pelo mercado para a companhia, resultado que só se tornará público na quinta-feira com a divulgação do balanço do terceiro trimestre. O Itaú BBA, por exemplo, estima em 83 milhões de toneladas as vendas de minério de ferro no terceiro trimestre, o que significaria uma queda de 1,4% frente a igual período do ano passado. O Goldman Sachs, projeta vendas ainda menores, de 81 milhões de toneladas.
Se isso se confirmar, e levando em conta o cenário de forte queda nos preços do minério de ferro, pode significar redução no faturamento, no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e no lucro líquido em relação ao terceiro trimestre de 2013. O Itaú BBA prevê um Ebitda ajustado de US$ 3,5 bilhões, queda de 39,6% em relação ao terceiro trimestre de 2013.
A corretora considera ainda a possibilidade de que a Vale tenha prejuízo de quase US$ 700 milhões no terceiro trimestre, impactada por resultados financeiros negativos dado o efeito da depreciação do real na dívida da mineradora denominada em dólares. Mas há também estimativas de lucro para o terceiro trimestre, como a da Goldman Sachs, de US$ 242 milhões, e do GBM (Grupo Bursátil Mexicano), que prevê ganho de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre.
Mesmo com os atuais patamares de preço do minério de ferro ao redor de US$ 80 por tonelada para o minério com teor de ferro de 62%, analistas estimam em cerca de US$ 30 por tonelada o ganho da mineradora, uma vez que as projeções são de um custo de US$ 50 por tonelada para a produção da Vale, da mina até o principal mercado consumidor, a China.
A produção não mostrou robustez apenas no minério de ferro. Vale destacar ainda o crescimento da produção de níquel no negócio de metais básicos. A produção do insumo atingiu 72,1 mil toneladas, com alta de 16,4% em relação ao terceiro trimestre de 2013. O cobre também apresentou recorde de produção, com 104,8 mil toneladas, 10,8% maior que no terceiro trimestre de 2013.
Há analistas que avaliam que o bom desempenho no níquel, produto que tem apresentado alta nos preços no mercado internacional, vai ajudar a Vale a compensar, em parte, a queda nas cotações do minério de ferro. Mas um analista lembrou que o níquel ainda representa uma fatia relativamente pequena do Ebitda da companhia.
O desempenho operacional da companhia entre julho e setembro agradou ao mercado e as ações ordinárias da empresa avançaram 1,83% no pregão de ontem, enquanto as PNA subiram 1,89%.
Para o analista de mineração da consultoria Tendências, Felipe Beraldi, o fato de a produção da emp resa ter sido tão expressiva, no terceiro trimestre, tem a ver com a estratégia para lidar com o atual contexto desfavorável. O especialista comentou que, em um cenário de preço baixo de produto, o que uma companhia tenta fazer é elevar produção para avançar em escala; e tentar ganhar margem por meio de maior quantidade vendida. "E o custo de produção da vale ainda é um dos mais competitivos do mercado", afirmou.
Para Beraldi, esse movimento de ampliação de oferta deve continuar. Ele explicou que a Tendências não trabalha com reversão para cima, a médio prazo, no preço de tonelada do minério. "Nosso cenário para preço de minério leva em conta fechamento de minas menos eficientes no mundo todo".

A Vale anunciou ontem recorde histórico de produção de minério de ferro para um trimestre, com 87,5 milhões de toneladas entre julho e setembro deste ano.

O número representou alta de 3,1% sobre igual período do ano passado. Projeções de analistas indicam, no entanto, que o volume de vendas de minério de ferro pela empresa pode ter ficado abaixo do esperado pelo mercado para o terceiro trimestre.

A previsão se apoia na interdição da Estrada de Ferro de Carajás (EFC), no fim de setembro, que impediu embarques. Assim, os estoques da commodity nos centros de distribuição da Vale aumentaram em 9,3 milhões de toneladas no fim de setembro.

Dessa forma, o avanço na produção de minério de ferro da Vale em relação ao terceiro trimestre de 2013 pode não se traduzir nos volumes de venda esperados pelo mercado para a companhia, resultado que só se tornará público na quinta-feira com a divulgação do balanço do terceiro trimestre.

O Itaú BBA, por exemplo, estima em 83 milhões de toneladas as vendas de minério de ferro no terceiro trimestre, o que significaria uma queda de 1,4% frente a igual período do ano passado.

O Goldman Sachs, projeta vendas ainda menores, de 81 milhões de toneladas.

Se isso se confirmar, e levando em conta o cenário de forte queda nos preços do minério de ferro, pode significar redução no faturamento, no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e no lucro líquido em relação ao terceiro trimestre de 2013. O Itaú BBA prevê um Ebitda ajustado de US$ 3,5 bilhões, queda de 39,6% em relação ao terceiro trimestre de 2013.

A corretora considera ainda a possibilidade de que a Vale tenha prejuízo de quase US$ 700 milhões no terceiro trimestre, impactada por resultados financeiros negativos dado o efeito da depreciação do real na dívida da mineradora denominada em dólares.

Mas há também estimativas de lucro para o terceiro trimestre, como a da Goldman Sachs, de US$ 242 milhões, e do GBM (Grupo Bursátil Mexicano), que prevê ganho de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre.

Mesmo com os atuais patamares de preço do minério de ferro ao redor de US$ 80 por tonelada para o minério com teor de ferro de 62%, analistas estimam em cerca de US$ 30 por tonelada o ganho da mineradora, uma vez que as projeções são de um custo de US$ 50 por tonelada para a produção da Vale, da mina até o principal mercado consumidor, a China.

A produção não mostrou robustez apenas no minério de ferro. Vale destacar ainda o crescimento da produção de níquel no negócio de metais básicos.

A produção do insumo atingiu 72,1 mil toneladas, com alta de 16,4% em relação ao terceiro trimestre de 2013. O cobre também apresentou recorde de produção, com 104,8 mil toneladas, 10,8% maior que no terceiro trimestre de 2013.

Há analistas que avaliam que o bom desempenho no níquel, produto que tem apresentado alta nos preços no mercado internacional, vai ajudar a Vale a compensar, em parte, a queda nas cotações do minério de ferro. Mas um analista lembrou que o níquel ainda representa uma fatia relativamente pequena do Ebitda da companhia.

O desempenho operacional da companhia entre julho e setembro agradou ao mercado e as ações ordinárias da empresa avançaram 1,83% no pregão de ontem, enquanto as PNA subiram 1,89%.

Para o analista de mineração da consultoria Tendências, Felipe Beraldi, o fato de a produção da emp resa ter sido tão expressiva, no terceiro trimestre, tem a ver com a estratégia para lidar com o atual contexto desfavorável. O especialista comentou que, em um cenário de preço baixo de produto, o que uma companhia tenta fazer é elevar produção para avançar em escala; e tentar ganhar margem por meio de maior quantidade vendida. "E o custo de produção da vale ainda é um dos mais competitivos do mercado", afirmou.

Para Beraldi, esse movimento de ampliação de oferta deve continuar. Ele explicou que a Tendências não trabalha com reversão para cima, a médio prazo, no preço de tonelada do minério. "Nosso cenário para preço de minério leva em conta fechamento de minas menos eficientes no mundo todo".

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.