Opinião

Venda da Gaspetro é novo capítulo na série de maus negócios da Petrobras

Fiesp
10/09/2015 13:17
Venda da Gaspetro é novo capítulo na série de maus negócios da Petrobras Imagem: Divulgação / Paulo Skaf, presidente da Fiesp Visualizações: 921

 

A Petrobras está para fazer mais um mau negócio. Está para ser anunciada a venda de 49% da Gaspetro, o braço de gás natural da empresa. Feita de forma apressada e sem transparência, a operação vai agravar a brutal falta de concorrência no setor.
O negócio não é apenas ruim. É o pior possível. Da forma como está sendo encaminhado, com todas as distribuidoras da Petrobras sob a holding Gaspetro, a alienação conseguirá preço mais baixo na venda dos 49% das ações do que se fosse oferecido, em leilões sucessivos, cada distribuidora de gás separadamente ou em blocos regionais. Este modelo seria capaz de gerar concorrência entre os compradores interessados, despertando o apetite dos investidores, aumentando os ganhos da empresa.
A Petrobras negociou com nove empresas, mas sete já se desinteressaram pelo negócio.  "Do jeito que foi noticiado, é claro que pouca gente vai querer comprar", avalia Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Petrobras manteria o controle da empresa, cabendo aos novos acionistas apenas o papel de coadjuvantes. "É como comprar um carro novo e não poder dirigi-lo.
A Fiesp propõe que a Petrobras atue na área de exploração e produção e deixe a operação da malha de gasodutos e a distribuição de gás natural. "Obviamente, o resultado seria mais efetivo se a Petrobras vendesse, neste momento, 100% de sua participação nas distribuidoras, concentrando-se na produção de petróleo e gás, que é sua atividade-fim", diz Skaf.
A Fiesp, em total alinhamento com a sociedade brasileira e com o momento político, advoga transparência irrestrita nos negócios envolvendo a Petrobras, para evitar a repetição dos episódios da história recente da empresa. O processo de venda da Gaspetro, bem como o programa de desinvestimento da estatal, precisam ser interrompidos imediatamente para ser retomado depois de uma ampla discussão com a sociedade. Orgulho e patrimônio do Brasil, a Petrobras precisa dialogar com os brasileiros. "Não dá para a discussão ser feita a portas fechadas, por instâncias internas da empresa", afirma Skaf.
A Fiesp recorrerá aos órgãos de controle da administração pública, ao Poder Legislativo e, caso necessário, à própria Justiça, para garantir a satisfação dos interesses da sociedade brasileira.

A Petrobras está para fazer mais um mau negócio. Está para ser anunciada a venda de 49% da Gaspetro, o braço de gás natural da empresa. Feita de forma apressada e sem transparência, a operação vai agravar a brutal falta de concorrência no setor.

O negócio não é apenas ruim. É o pior possível. Da forma como está sendo encaminhado, com todas as distribuidoras da Petrobras sob a holding Gaspetro, a alienação conseguirá preço mais baixo na venda dos 49% das ações do que se fosse oferecido, em leilões sucessivos, cada distribuidora de gás separadamente ou em blocos regionais. Este modelo seria capaz de gerar concorrência entre os compradores interessados, despertando o apetite dos investidores, aumentando os ganhos da empresa.

A Petrobras negociou com nove empresas, mas sete já se desinteressaram pelo negócio.  "Do jeito que foi noticiado, é claro que pouca gente vai querer comprar", avalia Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Petrobras manteria o controle da empresa, cabendo aos novos acionistas apenas o papel de coadjuvantes. "É como comprar um carro novo e não poder dirigi-lo.

A Fiesp propõe que a Petrobras atue na área de exploração e produção e deixe a operação da malha de gasodutos e a distribuição de gás natural. "Obviamente, o resultado seria mais efetivo se a Petrobras vendesse, neste momento, 100% de sua participação nas distribuidoras, concentrando-se na produção de petróleo e gás, que é sua atividade-fim", diz Skaf.

A Fiesp, em total alinhamento com a sociedade brasileira e com o momento político, advoga transparência irrestrita nos negócios envolvendo a Petrobras, para evitar a repetição dos episódios da história recente da empresa. O processo de venda da Gaspetro, bem como o programa de desinvestimento da estatal, precisam ser interrompidos imediatamente para ser retomado depois de uma ampla discussão com a sociedade. Orgulho e patrimônio do Brasil, a Petrobras precisa dialogar com os brasileiros. "Não dá para a discussão ser feita a portas fechadas, por instâncias internas da empresa", afirma Skaf.

A Fiesp recorrerá aos órgãos de controle da administração pública, ao Poder Legislativo e, caso necessário, à própria Justiça, para garantir a satisfação dos interesses da sociedade brasileira.

 

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