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Workshop Ideias Brilhantes para Pesquisa e Inovação aconteceu nos dias 12 e 13/02 na sede do RCGI em São Paulo

Redação
14/02/2020 16:02
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Em busca de ideias para novos projetos de pesquisa frente aos desafios relacionados à captura de carbono e à transição para uma matriz energética mais limpa, um grupo seleto pesquisadores e especialistas reuniu-se nos dias 12 e 13 de fevereiro em um workshop na sede do Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), no campus da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

O workshop Bright Ideas for Research and Innovation (Ideias Brilhantes para Pesquisa e Inovação) foi realizado em uma parceria do RCGI com a petroleira Repsol Sinopec Brasil, joint venture entre a espanhola Repsol (que detém 60% da empresa) e a chinesa Sinopec (40%). "Esperamos ajudar a Repsol a se tornar neutra na emissão de carbono em 2050", disse o professor Gustavo Assi, iretor para Difusão do Conhecimento do RCGI, na abertura do evento. No fim do ano passado, a Repsol anunciou que pretende reduzir a zero suas emissões de carbono até 2050.

"Acreditamos que a inovação seja um ponto chave para descobrir novas vias de atender essas metas", afirmou a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Repsol Sinopec Brasil, Támara García. "Temos que mudar nosso mind set para poder nos colocar em uma nova era."

As discussões no workshop, giraram em torno de três áreas temáticas: digitalização em captura e armazenamento de carbono (CCS), monetização do CO2 e captura e armazenamento de carbono. "São três áreas importantíssimas para a Repsol Sinopec Brasil, importantíssimas para nós, do centro, e ainda, acreditamos, importantíssimas para o desenvolvimento do Brasil e do mundo na transição da matriz energética em meio à mudança climática", afirmou Assi.

Divulgação

O objetivo, explicou ele, é construir um road map, um caminho para que as ideias nessas três frentes se apresentem como linhas de projeto de pesquisa e que a petrolífera possa se interessar em desenvolver essas pesquisas em parceria com os pesquisadores do centro e de outras instituições.

O RCGI é um centro mundial para estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogênio e gestão, transporte e armazenamento de emissões de CO2 e busca a aproximação com a indústria, principalmente com a ideia de transferir a tecnologia gerada e difundir o conhecimento para a sociedade. Financiado inicialmente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela multinacional petrolífera anglo-holandesa Shell, o RCGI amplia seu portfólio atraindo novos parceiros que venham desenvolver projetos de pesquisa junto ao centro.

De acordo com Gustavo Assi, o gás natural pode contribuir no Brasil para a transição para uma matriz energética mais limpa, pois ele usa a mesma infraestrutura já existente e se conecta bem e interage com a infraestrutura da matriz renovável, verde. "Não dá para virar a chave do dia para noite e exigir que toda a energia seja renovável", disse. "O que nós queremos, entre as fontes não renováveis, é diminuir a parcela daquelas que são mais sujas, mais poluentes, e aumentar a parcela dos combustíveis fósseis mais limpos."

Na abertura do workshop, o físico Fernando Nunez Sanchez, representante no Brasil do Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial (CDTI), a agência espanhola de inovação, também falou sobre cooperação tecnológica internacional e sobre os programas promovidos pelo governo da Espanha, assim como os programas europeus para pesquisa e desenvolvimento Horizon 2020 e Inno Wide.

Marcelo Andreotti, R&D Manager on Facilities, Operations and Management da Repsol Sinopec Brasil, afirmou que "os projetos desenvolvidos aqui devem trazer respostas não apenas aos problemas tecnológicos encontrados no Brasil, mas gerar conhecimento para a atuação da Repsol no mundo todo." O evento inaugura uma fase de aproximação do RCGI com novas empresas globais do setor de energia.

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