Artigo

Consumidores devem ter a opção de escolher seu fornecedor de energia

Medida já ocorre em outros países.

Revista TN Petróleo, Redação
06/05/2013 17:39
Visualizações: 903

 

No cenário do mercado livre de energia, a maioria dos países da América do Sul encontra-se em um estágio mais desenvolvido do que o brasileiro. Em um aspecto complementar, a elegibilidade do fornecedor de energia elétrica também é mais ampla em países da União Europeia, por conta de medidas que modernizaram o setor. Assim, desde 2007, todos os consumidores, inclusive os residenciais, são livres na escolha da empresa de energia.
Hoje, no Brasil, podem migrar para o mercado livre apenas consumidores com carga a partir de 500 kW, o que significa, em geral, contas mensais superiores a R$ 100 mil. Com o objetivo de permitir que todos, independentemente da tensão de atendimento, possam optar por seu fornecedor de energia, como ocorre no caso da telefonia, existe uma movimentação junto à Câmara de Deputados para propor uma modificação no Código de Defesa do Consumidor, apesar da legislação atual já permitir que o poder concedente, no caso o Ministério de Minas e Energia (MME), reduza os limites de tensão e potência para  elegibilidade pelo mercado livre.
Para que este projeto vigore aqui é preciso que ocorram evoluções na formatação da contabilização e liquidação das diferenças entre valores contratados, garantia física e valores medidos. A figura do comercializador varejista irá facilitar. Atualmente, os critérios relativos aos medidores aceitos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) são bastante rígidos, e dispendiosos para consumidores de menor porte. Há procedimentos alternativos que poderiam ser aplicados, principalmente, por causa da tecnologia de ponta implantada nos medidores eletrônicos e, além disso, já estão em curso as medidas regulatórias que viabilizarão a instalação destes medidores pelas concessionárias de distribuição. Mas, para se tornar realidade, a maturação destes conceitos levaria alguns anos.
É importante destacar ainda o posicionamento de importantes países no mercado livre mundial.
- Estados Unidos: 65% do mercado podem optar por seu fornecedor de energia. O Texas se destaca com o mais avançado modelo de atacado e varejo;
- Canadá: a livre escolha está disponível para 50% do mercado;
- Japão: o país busca a consolidação e o fortalecimento do mercado livre como forma de reduzir custos finais de energia;
- Oceania: todos os consumidores da Austrália e da Nova Zelândia têm condições de ser livres desde a década de 1990.

No cenário do mercado livre de energia, a maioria dos países da América do Sul encontra-se em um estágio mais desenvolvido do que o brasileiro. Em um aspecto complementar, a elegibilidade do fornecedor de energia elétrica também é mais ampla em países da União Europeia, por conta de medidas que modernizaram o setor. Assim, desde 2007, todos os consumidores, inclusive os residenciais, são livres na escolha da empresa de energia.


Hoje, no Brasil, podem migrar para o mercado livre apenas consumidores com carga a partir de 500 kW, o que significa, em geral, contas mensais superiores a R$ 100 mil. Com o objetivo de permitir que todos, independentemente da tensão de atendimento, possam optar por seu fornecedor de energia, como ocorre no caso da telefonia, existe uma movimentação junto à Câmara de Deputados para propor uma modificação no Código de Defesa do Consumidor, apesar da legislação atual já permitir que o poder concedente, no caso o Ministério de Minas e Energia (MME), reduza os limites de tensão e potência para  elegibilidade pelo mercado livre.


Para que este projeto vigore aqui é preciso que ocorram evoluções na formatação da contabilização e liquidação das diferenças entre valores contratados, garantia física e valores medidos. A figura do comercializador varejista irá facilitar. Atualmente, os critérios relativos aos medidores aceitos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) são bastante rígidos, e dispendiosos para consumidores de menor porte. Há procedimentos alternativos que poderiam ser aplicados, principalmente, por causa da tecnologia de ponta implantada nos medidores eletrônicos e, além disso, já estão em curso as medidas regulatórias que viabilizarão a instalação destes medidores pelas concessionárias de distribuição. Mas, para se tornar realidade, a maturação destes conceitos levaria alguns anos.


É importante destacar ainda o posicionamento de importantes países no mercado livre mundial.


- Estados Unidos: 65% do mercado podem optar por seu fornecedor de energia. O Texas se destaca com o mais avançado modelo de atacado e varejo;
- Canadá: a livre escolha está disponível para 50% do mercado;
- Japão: o país busca a consolidação e o fortalecimento do mercado livre como forma de reduzir custos finais de energia;
- Oceania: todos os consumidores da Austrália e da Nova Zelândia têm condições de ser livres desde a década de 1990.

 

*Luis Gameiro é diretor da Trade Energy, comercializadora independente de energia elétrica.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
TBG lança consulta ao mercado para fornecimento de gás d...
10/09/26
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25