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ISO 50001: a norma internacional que é aliada de organizações para poupar recursos e utilizar fontes de energias alternativas, por Paulo Bertolini

Redação TN Petróleo/Assessoria
20/03/2023 12:28
ISO 50001: a norma internacional que é aliada de organizações para poupar recursos e utilizar fontes de energias alternativas, por Paulo Bertolini Imagem: Divulgação Visualizações: 1901

Em 2022, 73,6% do total da energia brasileira foi gerada por usinas hidroelétricas, 14,6% por eólicas, enquanto outras fontes como biomassa, pequenas centrais elétricas e solar somaram 11,8%, apontam dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Para driblar a dependência do país de chuvas para encher os reservatórios de usinas hidroelétricas, a ISO 50001, Sistema de Gestão de Energia, surge como aliada, incentivando a utilização de fontes de energia alternativas e renováveis.

As crises hídricas são fenômenos não previsíveis e, em 2021, trouxeram um aumento próximo a 25% na conta de energia do brasileiro, trazendo prejuízos para sociedade e para empresas de diversos setores. Com a implementação da ISO 50001 em organizações é possível reduzir custos e consumo energético sem impactar na diminuição da produção, promovendo maior eficiência energética.

A norma também traz requisitos que possibilitam a redução nos impactos ambientais, a diminuição da emissão de gases de efeito estufa (GEE) para a atmosfera, reforçando a imagem da organização em relação às preocupações climáticas e auxiliando na instituição de práticas ESG (Environmental Social, and Corporate Governance) -- em tradução, governança ambiental, social e corporativa.

É ilógico seguir contando com chuvas que podem ou não ser suficientes para o abastecimento de usinas hidrelétricas. Pensar em fontes alternativas e renováveis de energia é mais do que se preparar para o futuro, é estar pronto no presente.

A ISO 50001 é reconhecida internacionalmente, e torna possível evoluir os resultados mesmo que já sejam positivos, utilizando a metodologia Plan, Do, Check, Act (PDCA) -- planejar, fazer, checar e agir -- que instaura um processo de melhoria contínua, sem estabelecer quaisquer exigências de desempenho energético.

O primeiro passo para implementar a norma é contatar um organismo de certificação e enviar os documentos da organização, após isso, uma auditoria será realizada para identificar pontos em conformidade, ou não, com a norma. Quando os pontos em não conformidade forem corrigidos, o certificado da ISO 50001 é concedido, sendo renovável, mediante a nova auditoria, a cada dois anos.

O Brasil tem um clima propício para oferecer mais que duas opções de fontes de energia, seja solar, eólica, da força do oceano, entre outras. O ideal é aproveitar as possibilidades do país para que cada organização e pessoa escolha o melhor para sua realidade.

A ISO 50001 possui fácil integração com outras normas ISO, como a 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade), a mais utilizada do mundo, e a 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), abrindo portas para uma organização alcançar outras certificações, que melhorarão processos internos e posicionamento no mercado.

A implementação de Sistemas de Gestão da ISO dentro de uma organização, traz maior facilidade para a adoção de práticas ESG (Environmental, social, and corporate governance, em português, ambiental, social e governança), considerando que todos esses sistemas são elaborados pensando na preservação ambiental, na organização dos processos internos e na saúde, segurança e bem-estar de todos os colaboradores.

Sobre o autor: Paulo Bertolini é diretor-geral da APCER Brasil, uma empresa de origem portuguesa, reconhecida mundialmente como um dos principais prestadores de serviços de certificação, auditoria a fornecedores, auditoria interna e treinamento. A organização oferece soluções de valor a instituições de qualquer setor de atividade, permitindo que se diferenciem em um mercado cada vez mais complexo e em constante mudança.

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