Artigo

O caminho para a produtividade tecnológica da Indústria 4.0, por Angela Gheller Telles

Angela Gheller Telles
27/08/2019 10:15
Visualizações: 1222

Você já deve saber que o conceito de Indústria 4.0 envolve novas tecnologias e modelo de negócios. O termo não se refere apenas a uma tecnologia específica, mas há uma base que reflete em várias mudanças que acontecem na indústria e tudo isso é capaz de fazer uma grande diferença na operação das empresas. A coleta de dados, por exemplo, permite melhorar todo o processo de produtividade, tornando-o mais prático e eficiente para os gestores e colaboradores. E, nesse mercado altamente competitivo, só sobrevive quem tem uma gestão da produção ágil e eficaz.

Apesar da corrida para transformação digital, um estudo encomendado pela TOTVS e realizado pela H2R Pesquisas Avançadas, chamado de IPT (Índice de Produtividade Tecnológica), mostrou que as empresas brasileiras estão pouco preparadas para a Indústria 4.0. De acordo com a pesquisa, as indústrias consultadas tiveram uma média 0,52 pontos (em uma escala de 0 a 1) demonstrando que o desafio está na utilização correta das ferramentas já implementadas.

Esse estudo nos faz concluir que, apesar das constantes mudanças do mercado e informações disponíveis, o Brasil ainda está muito aquém da quarta Revolução Industrial. Grande parte desse resultado se deve à falta de cultura dentro das empresas na transformação para o digital. A manufatura no Brasil precisa aumentar sua produtividade e avaliar o investimento correto para ter uma integração completa de todos os processos para efetivamente alcançar o melhor potencial das ferramentas tecnológicas.

O fato é que grande parte das empresas já possuem um ERP instalado, mas a questão está na forma como essa tecnologia é utilizada. Quando analisada a utilização dessas ferramentas - consideradas essenciais para a performance e o sucesso dos negócios -, o índice IPT revela que há uma alta adoção do ERP na área financeira, mas o uso da solução ainda é disperso para as demais áreas das empresas. Como exemplo, apenas 42% das indústrias consultadas têm a utilização do sistema completo instalado nas áreas de produção e de manutenção.

A matemática do ERP é simples. Ele serve para suprir algumas das necessidades da companhia, por meio de tecnologia que apoia o controle de processos de praticamente todas as áreas da empresa. Ou seja, a integração desses sistemas permite a troca de dados em tempo real, evitando ruídos e falhas na comunicação. O resultado disso? Com maior controle das máquinas, áreas e procedimentos é possível gerar uma alta redução de custos – e economia de insumos.

As possibilidades e oportunidades são inúmeras. A integração pode ser feita tanto no chão de fábrica, quanto verticalmente, cruzando os dados de backoffice, produção e manutenção. Compilando esse tipo de informação, os gestores possuem dados valiosos para melhorar a performance dos negócios e, assim, poder investir em novas tecnologias que garantirão a competitividade no mercado. Esse é o objetivo da manufatura avançada: revolucionar os negócios por meio de uma tecnologia de ponta, com fábricas conectadas e capazes de se autocontrolarem.

A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De nada adianta as empresas realizarem investimentos nas melhores tecnologias disponíveis sem ter cuidado com treinamento. Ele é crucial para que se tenha a percepção real do negócio e performance, além de alcançar todo potencial das tecnologias adotadas.

Os tomadores de decisões das empresas, precisam ter este olhar e preocupação, para que a digitalização realmente aconteça. Hoje ela ainda está longe de se tornar realidade.

Avalie a maturidade tecnológica da sua empresa e saiba como usar a tecnologia a seu favor: diagnostico-de-tecnologia.totvs.com/

Sobre a autora: Angela Gheller Telles, diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
ANP
Prorrogado para 21/9 o prazo para inscrições no Prêmio A...
03/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25