Artigo

Setor sucroalcooleiro é opção para sistema energético

Mas ainda é pouco defendida por especialistas.

Redação com Assessoria
14/10/2013 10:56
Visualizações: 875

 

Mesmo em época de grande avanço tecnológico, ainda vivemos a preocupação com o racionamento de energia e, o pior, com grandes apagões, como o que atingiu boa parte da região Nordeste no último mês de agosto. A questão é que um país como o Brasil precisa tanto de fontes previsíveis de energia, como carvão e gás, quanto de fontes sustentáveis, como vento, luz solar e etanol. E isso, obviamente, ainda não ocorre da maneira correta.
Embora muito abundantes nas regiões Centro-Oeste e Norte e no interior de São Paulo, insumos como etanol e bioenergia elétrica são ainda duas das opções menos defendidas por especialistas, enquanto é muito comum ouvirmos sobre as energias eólica e solar. De alguns anos para cá, no entanto, o setor sucroalcooleiro tem se tornado uma excelente alternativa aos problemas em nosso sistema energético.
Desde o início da década, o bagaço da cana de açúcar tem sido utilizado como fonte para a produção de energia, tanto térmica quanto elétrica, e impulsionado a economia dos estados em que marca maior presença. Ao produzirem energia elétrica como subproduto, as usinas de açúcar e álcool se tornam autossuficientes e ainda conseguem fornecer parte da eletricidade que gera para comercialização no mercado livre com outros geradores ou comercializadoras. Ou seja, elas não só deixam de gastar com conta de luz, como conseguem lucrar com a venda do insumo.
A maior vantagem da utilização das usinas sucroalcooleiras para a geração de energia é que elas complementam perfeitamente o sistema hidrelétrico nacional. Coincidência ou não, o período mais forte da safra de cana de açúcar é entre abril e novembro, justamente a época mais seca na região Sudeste, onde está localizada a maior parte de nossos reservatórios de água.
Além de ser uma opção nos períodos de menor nível de água nas hidrelétricas, as usinas sucroalcooleiras atendem perfeitamente às preocupações com a natureza, pois produzem energia a partir de fontes renováveis que praticamente não oferecem danos ao meio ambiente. É fundamental que as precauções ambientais existam, porém a falta de energia em nossos lares e indústrias também é uma questão importantíssima. Por conta disso, é necessário voltarmos as atenções às mais diversas fontes disponíveis em nosso sistema energético.
Mikio Kawai Jr. é economista pela FEA-USP (1995), mestre em economia pela Unicamp (1999 - dissertação sobre gestão de riscos) e Advanced Executive Management pela IESE Business School (Espanha 2011). Iniciou a carreira no mercado financeiro em bancos de investimentos, tanto nacional como estrangeiro, migrou para o mercado de energia na sua genese, em 1998, tendo trabalhado na CPFL Energia ate 2004, atuou como gerente de suprimento de energia na AES Brasil, gerente de operações na Openlink (Nova York e SP). Desde 2008 ocupa o cargo de diretor executivo do Grupo Safira, companhia que atua na comercialização de energia, além de consultoria e prestação de serviços em representação de entidades no âmbito da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Mesmo em época de grande avanço tecnológico, ainda vivemos a preocupação com o racionamento de energia e, o pior, com grandes apagões, como o que atingiu boa parte da região Nordeste no último mês de agosto. A questão é que um país como o Brasil precisa tanto de fontes previsíveis de energia, como carvão e gás, quanto de fontes sustentáveis, como vento, luz solar e etanol. E isso, obviamente, ainda não ocorre da maneira correta.

Embora muito abundantes nas regiões Centro-Oeste e Norte e no interior de São Paulo, insumos como etanol e bioenergia elétrica são ainda duas das opções menos defendidas por especialistas, enquanto é muito comum ouvirmos sobre as energias eólica e solar. De alguns anos para cá, no entanto, o setor sucroalcooleiro tem se tornado uma excelente alternativa aos problemas em nosso sistema energético.

Desde o início da década, o bagaço da cana de açúcar tem sido utilizado como fonte para a produção de energia, tanto térmica quanto elétrica, e impulsionado a economia dos estados em que marca maior presença. Ao produzirem energia elétrica como subproduto, as usinas de açúcar e álcool se tornam autossuficientes e ainda conseguem fornecer parte da eletricidade que gera para comercialização no mercado livre com outros geradores ou comercializadoras. Ou seja, elas não só deixam de gastar com conta de luz, como conseguem lucrar com a venda do insumo.

A maior vantagem da utilização das usinas sucroalcooleiras para a geração de energia é que elas complementam perfeitamente o sistema hidrelétrico nacional. Coincidência ou não, o período mais forte da safra de cana de açúcar é entre abril e novembro, justamente a época mais seca na região Sudeste, onde está localizada a maior parte de nossos reservatórios de água.

Além de ser uma opção nos períodos de menor nível de água nas hidrelétricas, as usinas sucroalcooleiras atendem perfeitamente às preocupações com a natureza, pois produzem energia a partir de fontes renováveis que praticamente não oferecem danos ao meio ambiente. É fundamental que as precauções ambientais existam, porém a falta de energia em nossos lares e indústrias também é uma questão importantíssima. Por conta disso, é necessário voltarmos as atenções às mais diversas fontes disponíveis em nosso sistema energético.


*Mikio Kawai Jr. é economista pela FEA-USP (1995), mestre em economia pela Unicamp (1999 - dissertação sobre gestão de riscos) e Advanced Executive Management pela IESE Business School (Espanha 2011). Iniciou a carreira no mercado financeiro em bancos de investimentos, tanto nacional como estrangeiro, migrou para o mercado de energia na sua genese, em 1998, tendo trabalhado na CPFL Energia ate 2004, atuou como gerente de suprimento de energia na AES Brasil, gerente de operações na Openlink (Nova York e SP). Desde 2008 ocupa o cargo de diretor executivo do Grupo Safira, companhia que atua na comercialização de energia, além de consultoria e prestação de serviços em representação de entidades no âmbito da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
TBG lança consulta ao mercado para fornecimento de gás d...
10/09/26
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Evento
ExpoPostos & Conveniência confirma Amyr Klink, Mark Wohl...
04/09/26
ESG
Petrobras lidera ranking ESG no segmento de Petróleo, Gá...
04/09/26
ANP
Aprovada a indicação de 24 blocos na Bacia Potiguar para...
04/09/26
Combustíveis
ANP realizará consulta e audiência públicas sobre novas ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
ANP
Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores...
04/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25