Energias Renováveis

2018:Fontes renováveis sobem 2,3 pontos percentuais na matriz energética brasileira

Redação/MME
24/05/2019 12:42
2018:Fontes renováveis sobem 2,3 pontos percentuais na matriz energética brasileira Imagem: Divulgação Visualizações: 1995

 

O Brasil dá passos largos e positivos em relação às fontes renováveis na demanda de energia no país. Com uma elevação de 3,4% em 2018, estas fontes atingiram uma participação de 45,3% na matriz energética do Brasil, superando em 2,3 pontos percentuais o indicador de 2017. Os números são animadores e mostram que a energia solar obteve crescimento da ordem de 298%, ficando, portanto, com a maior taxa de elevação na matriz energética de 2018. A eólica cresceu 14,4%, seguida pela hidráulica, com 4,1% e, na sequência, a bioenergia, com 2,4%. Os indicadores foram elaborados com base nas estatísticas do Balanço Energético Nacional, ciclo 2019, recentemente concluídas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME) e suas entidades vinculadas.
O documento confirma ainda que, em volume, a expansão das fontes renováveis foi de 4,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), ficando a energia hidráulica com 33%. Na matriz de oferta de energia elétrica, as fontes renováveis avançaram 2,8 pontos percentuais na participação, passando de 80,5% em 2017 para 83,3% em 2018.  No indicador das renováveis de 2018, a hidráulica ficou com 66,7%, bioenergia (8,5%), eólica (7,6%) e solar (0,5%).   
A busca por uma energia limpa e sustentável também está demonstrada nos resultados do Balanço Energético Nacional. Em 2018, o Brasil consumiu 2% da energia mundial (288,4 milhões TEP) e emitiu 410,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o que significa uma emissão de CO2 39% inferior à média mundial e 36% inferior ao do bloco dos países desenvolvidos. A conclusão é a de que são excelentes as vantagens comparativas do Brasil em relação ao mundo em termos de emissões de partículas pelo uso de energia, consequência de uma matriz energética com alta proporção de energia limpa.
Pela primeira vez o Brasil tem superávit de energia
Outra boa notícia é que, pela primeira vez na história, a produção de energia supera a demanda, gerando superávit de 1,6% da demanda total de energia (4,65 milhões tep), em 2018. A energia equivalente ao superávit de 53% em petróleo, superou a energia equivalente aos déficits de 11% nos derivados de petróleo, de 84% em carvão mineral, de 29% em gás natural e de 6% em energia elétrica.
O balanço demonstra também que, em termos de uso setorial de energia, o consumo industrial teve forte recuo em 2018, de 4,8%, seguido de um recuo de 0,8% em transportes. Tiveram aumentos, o consumo do setor energético (10,3%) - em razão do aumento de 20% na produção de etanol-, o consumo residencial (1,1%), serviços (1%), e agropecuário (0,1%).
Já em termos de consumo de energia por fonte, tiveram recuos: os derivados de petróleo, com -6,1% e a bioenergia sólida (-1,9%) - forte recuo no uso de bagaço de cana para produção de açúcar. Tiveram aumentos: o biodiesel, com 26%; o etanol (13,5%); o gás natural (6,4%); o carvão mineral e derivados (2,2%); e a eletricidade (1,5%).
Em decorrência dos recuos no consumo de energia nos setores industrial e de transportes, a demanda total de energia do Brasil de 2018, aí incluídas as perdas, recuou 1,7% em relação a 2017, contrapondo com um aumento de 1,1% da economia. Uma maior expansão de setores menos intensivos em energia proporcionou a redução de 2,8% na relação entre energia e o PIB, melhorando a eficiência energética da economia como um todo.
O Balanço Energético Nacional pode ser acessado na íntegra através do Sistema de Informações Energéticas do Brasil – SIE Brasil. O link de acesso é: https://bit.ly/2YL2Zza

O Brasil dá passos largos e positivos em relação às fontes renováveis na demanda de energia no país. Com uma elevação de 3,4% em 2018, estas fontes atingiram uma participação de 45,3% na matriz energética do Brasil, superando em 2,3 pontos percentuais o indicador de 2017. Os números são animadores e mostram que a energia solar obteve crescimento da ordem de 298%, ficando, portanto, com a maior taxa de elevação na matriz energética de 2018. A eólica cresceu 14,4%, seguida pela hidráulica, com 4,1% e, na sequência, a bioenergia, com 2,4%. Os indicadores foram elaborados com base nas estatísticas do Balanço Energético Nacional, ciclo 2019, recentemente concluídas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME) e suas entidades vinculadas.

O documento confirma ainda que, em volume, a expansão das fontes renováveis foi de 4,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), ficando a energia hidráulica com 33%. Na matriz de oferta de energia elétrica, as fontes renováveis avançaram 2,8 pontos percentuais na participação, passando de 80,5% em 2017 para 83,3% em 2018.  No indicador das renováveis de 2018, a hidráulica ficou com 66,7%, bioenergia (8,5%), eólica (7,6%) e solar (0,5%).  

A busca por uma energia limpa e sustentável também está demonstrada nos resultados do Balanço Energético Nacional. Em 2018, o Brasil consumiu 2% da energia mundial (288,4 milhões TEP) e emitiu 410,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o que significa uma emissão de CO2 39% inferior à média mundial e 36% inferior ao do bloco dos países desenvolvidos. A conclusão é a de que são excelentes as vantagens comparativas do Brasil em relação ao mundo em termos de emissões de partículas pelo uso de energia, consequência de uma matriz energética com alta proporção de energia limpa.

Pela primeira vez o Brasil tem superávit de energia
Outra boa notícia é que, pela primeira vez na história, a produção de energia supera a demanda, gerando superávit de 1,6% da demanda total de energia (4,65 milhões tep), em 2018. A energia equivalente ao superávit de 53% em petróleo, superou a energia equivalente aos déficits de 11% nos derivados de petróleo, de 84% em carvão mineral, de 29% em gás natural e de 6% em energia elétrica.

O balanço demonstra também que, em termos de uso setorial de energia, o consumo industrial teve forte recuo em 2018, de 4,8%, seguido de um recuo de 0,8% em transportes. Tiveram aumentos, o consumo do setor energético (10,3%) - em razão do aumento de 20% na produção de etanol-, o consumo residencial (1,1%), serviços (1%), e agropecuário (0,1%).
Já em termos de consumo de energia por fonte, tiveram recuos: os derivados de petróleo, com -6,1% e a bioenergia sólida (-1,9%) - forte recuo no uso de bagaço de cana para produção de açúcar. Tiveram aumentos: o biodiesel, com 26%; o etanol (13,5%); o gás natural (6,4%); o carvão mineral e derivados (2,2%); e a eletricidade (1,5%).

Em decorrência dos recuos no consumo de energia nos setores industrial e de transportes, a demanda total de energia do Brasil de 2018, aí incluídas as perdas, recuou 1,7% em relação a 2017, contrapondo com um aumento de 1,1% da economia. Uma maior expansão de setores menos intensivos em energia proporcionou a redução de 2,8% na relação entre energia e o PIB, melhorando a eficiência energética da economia como um todo.
O Balanço Energético Nacional pode ser acessado na íntegra através do Sistema de Informações Energéticas do Brasil – SIE Brasil. O link de acesso é: https://bit.ly/2YL2Zza

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Solar
ArcelorMittal e Atlas Renewable Energy concluem construç...
09/12/25
ANP
Audiência pública debate apresentação de dados visando a...
09/12/25
Evento
PPSA realiza nesta terça-feira Fórum Técnico para debate...
09/12/25
Firjan
PN 2026-2030 - Novo ciclo de oportunidades é apresentado...
08/12/25
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica
Projeto da Petrobras em parceria com a CERTI é vencedor ...
08/12/25
Margem Equatorial
Ineep apresenta recomendações estratégicas para início d...
08/12/25
Energia Elétrica
Primeiro complexo híbrido de energia da Equinor inicia o...
08/12/25
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica
Parceria premiada - Petrobras participa de quatro dos se...
05/12/25
Evento
Petrolíferas debatem produção mais limpa e tecnologias d...
04/12/25
Leilão
PPSA arrecada cerca de R$ 8,8 bilhões com a alienação da...
04/12/25
Firjan
Novo Manual de Licenciamento Ambiental da Firjan ressalt...
04/12/25
Transição Energética
Óleo & gás continuará essencial até 2050, dizem especial...
04/12/25
PPSA
Leilão da PPSA oferecerá participação da União em áreas...
04/12/25
Asfalto
IBP debate sustentabilidade e novas tecnologias para o f...
03/12/25
Reconhecimento
Casa dos Ventos conquista Medalha Bronze em sua primeira...
03/12/25
Bacia de Santos
PPSA adia leilão de petróleo da União de Bacalhau para o...
03/12/25
Estudo
Firjan lança a 4ª edição do estudo Petroquímica e Fertil...
03/12/25
Biocombustíveis
Porto do Açu e Van Oord anunciam primeira dragagem com b...
02/12/25
Investimento
Indústria de O&> prioriza investimento em tecnologia de ...
02/12/25
Refino
Petrobras irá investir cerca de R$12 bilhões na ampliaçã...
02/12/25
Posicionamento
Proposta de elevação da alíquota do Fundo Orçamentário T...
01/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.