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Enquanto esperam uma alta considerável nos juros norte-americanos, os fundos de investimento abandonam títulos de países emergentes e especulam no mercado petrolífero por ser de baixo risco, explica analista.
com agênciasApesar da cotação do petróleo WTI ter atingido o recorde de US$ 59,70 nesta terça-feira (21/06), o economista Alex Agostini, da GRC Visão acredita que "o barril de não deve romper a barreira dos US$ 60 tão cedo". E, segundo o analista, se o fizer será por pouco tempo e com pouca força, voltando rapidamente para cerca US$ 57". Apesar da alta histórica, o barril fechou em queda, a US$ 58,65. na Nymex.
O cenário apresentado pelo economista é aplicado ao curto prazo, em um contexto afetado por turbulências políticas na Nigéria, pela continuada guerra do Iraque, por fatores financeiros referentes ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e pela realização de lucros decorrente das grandes elevações.
Segundo Agostini, os fatores técnicos são suficientes para manter o barril WTI no patamar de US$ 45. "Este valor é sustentado pela relação de mercado atual, onde o consumo corresponte a 96% da produção. Mais do que isso é especulação", afirma.
O economista acredita que grande parte do preço do barril de petróleo está relacionada com expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos. "Os fundos de investimento reduziram suas participações em países emergentes, transferiram para o mercado de petróleo que tem risco praticamente zero e estão esperando a alta dos juros norte-americanos. Essa forte atuação dos fundos é que justifica os preços atuais", explica.
Agostini também recorda que a guerra do Iraque ainda não acabou, não está resolvida e continua provocando o medo da falta de abastecimento. Além disso, as recentes manifestações contra embaixadas na Nigéria dão mais fôlego para a alta de preços, uma vez que a Nigéria é um grande produtor petrolífero.
O economista recorda que a mesma reação do mercado foi percebida durante a guerra do Golfo, quando os preços do barril dobraram de US$ 10 para US$ 20. "Passado o conflito, os preços voltaram ao nível mais baixo, com uma pequena tendência de alta", analisa.
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