Porto de Santos

A espera de reparos, navio prejudica operações no cais

<P>A permanência do navio Rio Blanco, que pegou fogo no último dia 16, no cais do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), tem causado problemas às armadoras no Porto de Santos. Pelo menos três navios não puderam atracar no local porque a embarcação danificada permanece em reparos — um ...

A Tribuna
25/02/2008 21:00
Visualizações: 735

A permanência do navio Rio Blanco, que pegou fogo no último dia 16, no cais do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), tem causado problemas às armadoras no Porto de Santos. Pelo menos três navios não puderam atracar no local porque a embarcação danificada permanece em reparos — um deles, o Rio Bueno, já desistiu e deixou a Barra de Santos no final de semana.

O Rio Blanco completa hoje dez dias atracado no cais do TEV. Com isso, nenhum outro navio pode ocupar a vaga, o que provoca espera de embarcações ou até, em último caso, a desistência de operar no complexo. O cais do TEV é público e, portanto, qualquer operador pode utilizá-lo para movimentar cargas, desde que sejam veículos, maquinários ou contêineres.

O problema foi confirmado pelo vice-presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque. Entretanto, segundo ele, trata-se de uma situação excepcional, pois o Rio Blanco precisa ter condições de navegação para deixar o cais do TEV.

Na tarde ontem, a Capitania dos Portos de São Paulo realizou uma reunião da qual participaram a armadora do Rio Blanco, a CSAV, a Santos-Brasil (arrendatária do TEV) e a Codesp, além do capitão da embarcação, Alexis Dionisio Thieme Espinosa, conforme apurou A Tribuna. A pauta era traçar uma estratégia para retirar a embarcação do cais do terminal. Até o fechamento desta edição a reunião ainda não havia terminado.

Atualmente, o cargueiro não tem qualquer tipo de fornecimento de energia e, consequemente, de propulsão. Sua praça de máquinas foi destruída pela ação do fogo, que durou cerca de cinco horas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Santos-Brasil, os navios Pacific Leader, Rio Bueno e Grand Buenos Aires não puderam atracar no local nos últimos dias. À exceção do Rio Bueno, que desistiu, os outros dois estão à espera de vaga na Barra de Santos, o que acarreta prejuízos às armadoras. Por dia, estima-se que cada embarcação custe US$ 40 mil (R$ 68 mil).

Juntos, os três navios têm para carregar aproximadamente 2.500 veículos e máquinas agrícolas. A Santos-Brasil disse, ainda, que o pátio do TEV está lotado e que tem recebido reclamações de montadoras e exportadores pela impossibilidade de operar.

Hoje, mais um navio deverá se juntar à fila de embarcações, pois está prevista a chegada do Arcadia Highway. Amanhã, é a vez do Grand Hamburgo.

Em entrevista a A Tribuna, o capitão dos portos de São Paulo, Afrânio de Paiva Júnior, explicou: ‘‘A armadora tem que nos apresentar um cronograma (para a retirada do cargueiro) porque existem muitas coisas envolvidas. A atmosfera interna do navio ainda está carregada, tem que tirar o acúmulo de gás, a água de combate a incêndio que se misturou com óleo e tem que ter um gerador para que o navio possa ser rebocado’’, exemplificou o oficial.

Para Paiva Júnior, a sociedade classificadora do navio também deverá fornecer um laudo à Capitania informando que todos os problemas citados foram solucionados. ‘‘Se a classificadora disser que pode passar o navio para outro berço, o pessoal da Capitania vai analisar e autorizar que haja a remoção’’, disse.

O capitão dos portos paulistas ainda estimou que a conclusão do inquérito administrativo sobre o acidente não deve ultrapassar 90 dias, prazo inicial que pode ser renovado.

Segundo Paiva Júnior, já houve uma perícia a bordo e a coleta de depoimentos. Mas, há necessidade de que equipes voltem a bordo para uma nova análise. ‘‘Quando a iluminação retornar, a perícia vai lá de novo. Mas não tem data para isso’’, concluiu.

Fonte: A Tribuna

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23