Brasil

ABIMAQ espera crescimento de 2,4% na receita do setor em 2023

Redação TN Petróleo/Assessoria
02/02/2023 08:25
ABIMAQ espera crescimento de 2,4% na receita do setor em 2023 Imagem: Divulgação Visualizações: 2446

Apesar de fechar o ano de 2022 com queda de 5,9% na receita em relação ao ano anterior, o setor de máquinas e equipamentos, de acordo com Maria Cristina Zanella (foto), diretora de competitividade, economia e estatística da ABIMAQ projeta crescimento de 2,4% na receita líquida dos fabricantes.

O desempenho negativo interrompe o ciclo de 4 anos consecutivos de crescimento, que gerou a recuperação de 38,1% nas vendas em relação a 2017.Desde meados do ano passado o setor de máquinas e equipamentos tem sido fortemente afetado pelo custo do capital que, diante dos juros elevados, inibe a demanda e, consequentemente, reduz o valor a ser investido pela indústria na produção.

Quanto aos investimentos previstos, o desempenho negativo das vendas do setor no ano passado, especialmente dos últimos três meses, faz com os R$ 12 bilhões esperados para este ano sejam 21,6% inferiores ao que havia sido anunciado no início de 2022, R$ 15,4 bilhões, e 26,5% menores do que os R$ 16,5 bilhões concretizados.

Segundo Zanella, a injeção de recursos para modernizar os equipamentos e deixar o parque fabril mais tecnológico impulsionou a consolidação de investimento maior do que o esperado no ano passado – até porque não se esperava aumento dos juros no meio do caminho. Com isto houve alta de 6,7% frente aos aportes de 2021.

A dirigente avaliou que durante todo o primeiro semestre deste ano a questão do crédito escasso, caro e de difícil acesso deverá continuar prejudicando o setor, mas a expectativa é a de que a situação melhore no segundo semestre. Alivia também o fato de que, apesar do aumento de 10% no preço do aço anunciado na virada do ano, insumo crucial para o setor e para a indústria automobilística, nos últimos doze meses os custos para a produção diminuíram.

“Por ora isso não é um problema para o setor produtivo”, contou Zanella. “Não temos recebido críticas acerca disso. Recebemos no ápice da pandemia, em 2021, quando houve forte incremento das matérias-primas. Mas ao longo do ano passado vimos a pressão sobre os custos diminuir.”

Os aumentos dos custos de produção e a escassez de créditos, somados às incertezas políticas que marcaram o último semestre de 2022, e mais intensamente o último trimestre do ano, explicam a queda de 5,9% na receita líquida de vendas do setor em comparação com 2021. 

Apesar do momento negativo, 2022 ficou marcado pelo aumento das exportações de quase todos os tipos de máquinas, atingindo US$ 12,2 bilhões, um crescimento de 21% sobre o ano de 2021, mais de 20% da receita total do setor. O destaque ficou para o setor de máquinas para agricultura, que registrou crescimento de 32% no período, passando de uma participação de 14% para 16% no total das exportações de máquinas.

 

NUCI, PEDIDOS e EMPREGOS

No mês de dezembro, o nível de ocupação da capacidade instalada (NUCI) da indústria de máquinas e equipamentos recuou 2,6 p.p; 4,0% abaixo no nível registrado em dezembro de 2021. Em média, o setor fabricante de máquinas e equipamentos, atuou em 2022, com 78,6% da sua capacidade instalada. A carteira de pedido, medida em número de semanas para atendimento, registrou alta de 3,3%, anulando parte da queda observada ao longo de 2022. Mas no ano, ficou 3,4% abaixo do nível observado no ano anterior (11,5 semanas contra 11,9 em 2021).

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda no quadro de funcionários do mês de dezembro de 2022 em relação ao mês de novembro (-1,6%), mas encerrou o ano com saldo positivo na mão de obra, com aproximadamente de 391 mil pessoas empregadas. Um aumento de 7.649 pessoas empregadas em comparação a 2021.

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