Porto de Santos

Acidentes devem cair pela metade na malha ferroviária

<P>O número de acidentes na malha ferroviária do Porto de Santos deverá cair pela metade ainda no primeiro trimestre deste ano, chegando a 50 ocorrências por mês a partir de março. A estimativa é da América Latina Logística (ALL), empresa que adquiriu a holding Brasil Ferrovias, cujo braço...

A Tribuna - Santos
02/01/2007 22:00
Visualizações: 577

O número de acidentes na malha ferroviária do Porto de Santos deverá cair pela metade ainda no primeiro trimestre deste ano, chegando a 50 ocorrências por mês a partir de março. A estimativa é da América Latina Logística (ALL), empresa que adquiriu a holding Brasil Ferrovias, cujo braço no cais santista era a empresa Portofer.

Apesar de bem distante do ideal - a média mundial é de cerca de 15 incidentes por mês ? o desafio da ALL é grande. “Pela experiência que temos em ferrovia nunca tínhamos visto nada parecido com o estado em que estavam as linhas do porto, bastante degradadas. Se no total do próximo ano tivermos metade do que nesse (cerca de 100 acidentes), já vai ser um ótimo índice”, afirmou o gerente-geral de Operações da ALL em Santos, Marcelo Tappis Dias, em recente entrevista exclusiva a A Tribuna.

Para o executivo, que chegou à Cidade em outubro com a responsabilidade de coordenar o chamado Plano de Virada Santos, os dois primeiros meses deste ano, no entanto, não devem registrar quedas relevantes no volume de acidentes - aí incluídos desde pequenos descarrilamentos até acidentes fatais.

“Quando você fica cinco anos sem colocar um real na linha ela vai se degradando. Como é uma manutenção pesada, em dois meses você começa a dar uma outra cara para a linha. Mas só em março começamos a ver o número de acidentes cair”, avalia Tappis Dias. O objetivo, no entanto, é, a médio prazo, atingir uma média mensal de 35 a 40 incidentes por mês - tarefa inglória para uma linha onde não é possível ver “100 metros sem um problema”, explica o executivo.

Segundo Tappis Dias, eis aí o problema da extensa malha férrea do porto (são quase 100 quilômetros, contando as duas margens). Será necessário intervir em praticamente 80% da malha instalada. “O estado de deterioração é tamanho que não há problema localizado”, afirma Tappis Dias. Há, no entanto, zonas críticas.

Estão localizadas no Bloco da Santa, assim denominada a região de Outeirinhos, na área de confluência dos terminais de açúcar com o Terminal de Passageiros, e no Bloco do Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, onde ficam as instalações de contêineres e de granéis. Cada qual respondeu, respectivamente, por 44% e 35% dos acidentes verificados entre janeiro e novembro últimos.

Para remodelar as linhas férreas no porto a ALL prevê um investimento de R$ 20 milhões em três anos (2007-2009), sendo cerca de R$ 7 milhões por ano. “Isso não é só manutenção, é investimento”.

A incorporação da Brasil Ferrovias pela ALL gerou a maior empresa independente de logística da América Latina. São 20 mil quilômetros de linhas, 960 locomotivas e 27 mil vagões.

No cais santista o plano de ação contempla, entre outros, troca de dormentes, de trilhos, segregação da via e reforma da estrutura da ponte ferroviária que passa sobre o Canal de Bertioga, por onde os trens acessam a Margem Esquerda (Guarujá).

Conforme planejamento divulgado no final do ano pela ALL, será contratada uma empresa ainda na primeira quinzena deste mês para reformar a estrutura, inclusive subaquática, da ponte.

“A ponte é uma questão que nos preocupa bastante, pois ela é estratégica, faz toda a ligação da Margem Direita com a Margem Esquerda”, destacou Tappis Dias, lembrando da iminente entrada em operação do Terminal de Granéis de Guarujá (TGG), que terá acesso ferroviário. Hoje, devido ao estado precário de manutenção, a velocidade máxima permitida para os trens circularem na ponte é restritiva, de 5 km/h.

Fonte: A Tribuna - Santos

Mais Lidas De Hoje
veja Também
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Economia
Firjan defende fortalecimento da credibilidade fiscal pa...
03/03/26
Dia Internacional da Mulher
Cladtek lança programas para ampliar oportunidades para ...
03/03/26
Etanol
Quedas nos preços dos etanóis ficam acima de 3% na semana
03/03/26
Pessoas
José Guilherme Nogueira assume coordenação da Comissão d...
02/03/26
Evento
ABPIP realiza 1º Workshop ABPIP + ANP 2026 sobre especif...
02/03/26
Combustível
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
02/03/26
Gasodutos
ANP fará consulta pública sobre valoração da Base Regula...
27/02/26
ANP
Combustível do Futuro: ANP aprova duas resoluções para r...
27/02/26
Evento
ONIP formaliza Comitê de Empresas em evento na Casa Firjan
27/02/26
Pessoas
Abegás elege nova composição do Conselho de Administraçã...
27/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.