Indústria naval

Adiada a missão à Venezuela, construtores navais devem continuar atentos à exportação

A viagem de empresários navais e entidades governamentais à Venezuela foi adiada para 26 e 27 abril. O objetivo é atrair para o Brasil a construção de 40 petroleiros demandados pela PDVSA. Segundo secretário de fomento do Ministério dos Transportes, Sérgio Bacci, Brasil tem que estar atento


08/04/2005 00:00
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O encontro de empresários do setor naval brasileiro com representantes da petroleira estatal venezuelana, a PDVSA, foi adiado para os dias 26 e 27 de abril, em Caracas. O encontro, que inicialmente havia sido marcado para 6 a 8 de abril, tem o objetivo de atrair para o Brasil a construção dos 40 petroleiros demandados pela PDVSA.
A informação foi divulgada pelo presidente do Sinaval e sócio do estaleiro Aker Promar, Ariovaldo Rocha, durante o lançamento do PSV Asso Ventisei, nesta quinta-feira (07/03), nas instalações do estaleiro. Segundo Rocha, a organização do encontro está a encargo do Ministério das Minas e Energia, mais precisamente da secretária de petróleo e gás, Maria das Graças Foster.
A missão à Venezuela contará também com a participação do governo municipal de Niterói. O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói, Rodrigo Neves, irá à república bolivariana e pretende apresentar as credenciais do município como "importante pólo de construção naval." Segundo o secretário, o grande competidor do Brasil para estas encomendas da PDVSA é a Espanha, onde já estão sendo construídos dois navios para a estatal venezuelana.
O secretário de fomento para ações de transporte, do Ministério dos Transportes, Sérgio Bacci, comentou que a construção de navios no Brasil é uma ação estratégica porque os estaleiros da China, Coréia e Japão estão com a carteira ocupada até 2010 e os pedidos de navios são quase diários. "O Brasil tem que estar atento a este mercado de exportação, não é só a Venezuela", disse.
O secretário explicou que o financiamento para a construção dos navios da PDVSA poderia ser obtido por meio do Exim do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou com o financiamento ao estaleiro feito pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), com garantia do seguro-garantia.
Bacci foi enfático em dizer que o seguro-garantia está operativo e que ele, como presidente do comitê gestor do seguro, tem R$ 30 milhões para serem gastos este ano. O secretário criticou, inclusive, a demora dos empresários em buscar informações sobre o seguro. "Sabe quantas consultas eu recebi até hoje? Nenhuma", reclamou.
Durante seu discurso no lançamento do PSV Asso Ventisei, Bacci fez uma retrospectiva dos dois anos do governo Lula e incentivou os empresários a gastarem os recursos que são carimbados para o setor naval. "Se vocês não usarem esse dinheiro, alguém vai usar", alertou Bacci, que explicou "o país tem várias demandas sociais e de infra-estrutura, eu não posso dizer ao governo: deixa o dinheiro aí, que um dia alguém vai usar".
O secretário informou que neste dois anos foram construídas 76 embarcações, 58 lançadas ao mar e 46 estão em construção. Tudo com recursos federais, do FMM. No período, o governo investiu R$ 1,3 bilhão na indústria naval e ainda há R$ 2,5 bilhões de estoque no Tesouro Nacional. A expectativa do Ministério dos Transportes é de que este ano a arrecadação do FMM seja de R$ 1,2 bilhão e os recursos já disponíveis para serem usados este ano são de R$ 1 bilhão.

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