Energia elétrica

AES investirá R$ 536,9 milhões em suas subsidiárias

Valor Econômico
23/02/2005 00:00
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As empresas do grupo AES no Brasil planejam investir juntas R$ 536,9 milhões em 2005, volume recorde desde 1998, quando a companhia americana chegou ao país. O valor supera em 39% os investimentos realizados por essas empresas em 2004.
A Eletropaulo ficará com a maior parte dos investimentos programados: R$ 428 milhões, contra os R$ 272,5 milhões do ano passado. Ao contrário de outras empresas de distribuição que terão em 2005 os volumes de investimentos impulsionados pelo programa Luz Para Todos, de universalização de energia com recursos do governo federal e governos estaduais, a Eletropaulo investirá basicamente na melhoria e modernização das redes existentes.
O dinheiro aplicado, segundo o presidente do grupo AES no Brasil e de suas controladas, Eduardo Bernini, será proveniente de capital próprio. Ele disse que a empresa ainda avalia se será necessário fazer alguma captação para atingir a meta.
Do montante total previsto para a Eletropaulo, R$ 77 milhões serão destinados à expansão do sistema, além de R$ 54 milhões para a modernização das redes existentes. Outros R$ 57 milhões serão investidos no atendimento ao cliente e R$ 26 milhões serão empregados no programa de recuperação de perdas comerciais.
A Eletropaulo espera em breve a liberação de recursos de até R$ 771 milhões do programa de capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), depois de ter concluído a fase de apresentação de documentos. Mas esses recursos serão usados para o pré-pagamento da dívida renegociada pela empresa com 28 bancos credores no ano passado, e não farão parte do volume disponível para investimentos.
Outra distribuidora do grupo, a AES Sul, receberá R$ 65,5 milhões, contra os R$ 50,35 milhões de 2004. Deste total, R$ 25,7 milhões serão aplicados no atendimento ao cliente, R$ 22,3 milhões irão para a qualidade do serviço prestado e R$ 11,1 milhões serão destinados ao sistema de transmissão.
Na geradora AES Tietê, que tem dez usinas hidrelétricas no Estado de São Paulo, os investimentos somarão R$ 35,9 milhões neste ano. No ano passado, a geradora recebeu R$ 50,34 milhões. Na termoelétrica gaúcha AES Uruguaiana os aportes totalizarão R$ 7,5 milhões neste exercício, valor bem superior aos R$ 2,4 milhões aplicados ano passado.
Quanto à necessidade contratual de a Tietê aumentar em 15% o seu parque gerador até dezembro de 2008, Bernini disse que duas opções estão sob avaliação: ou a construção em breve de uma nova usina ou a aquisição, por parte da empresa, da energia de terceiros em igual montante. "Estamos conversando com o governo paulista. Uma dilatação do prazo pode também ser a solução", disse Bernini.
Ele disse que os investimentos serão destinados fundamentalmente para fortalecer as operações de distribuição e de geração do grupo no país, e descartou o interesse em aquisições. "Esses assuntos são decisões da matriz, nos Estados Unidos. Mas, pelas informações que temos esse assunto não está na ordem do dia. A AES Internacional tem procurado expandir-se, mas o foco no Brasil é consolidar operacionalmente os investimentos já feitos", afirmou ele.

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