Navegação

Alta dos combustíveis e redução do frete devem piorar desempenho de armadores

A alta no preço dos combustíveis e a redução no valor do frete marítimo devem piorar o desempenho das empresas de navegação no segundo trimestre de 2011, com manutenção da tendência de queda nas tarifas mesmo em época de fo

A Tribuna
25/05/2011 07:33
Visualizações: 1423
A alta no preço dos combustíveis e a redução no valor do frete marítimo devem piorar o desempenho das empresas de navegação no segundo trimestre de 2011, com manutenção da tendência de queda nas tarifas mesmo em época de forte contratação. A conclusão é da consultoria marítima Alphaliner, com base em informações de alguns dos principais armadores em operação no mundo. 
 

O relatório semanal da consultoria mostra que o cenário atual obrigou as empresas a adiarem para junho os planos de aumento nas tarifas de US$ 200 a US$ 300 por TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no Extremo Oriente e no Norte da Europa. E que, a despeito de alguma recuperação no mercado à vista, os contratos para o período 2011/2012, em vigor a partir de maio, devem ser fechados com valores abaixo dos negociados no ano passado. 
 

Para o diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação (Centronave), Elias Gedeon, é natural que o cenário externo no setor tenha reflexos também na navegação de longo curso no Brasil, operada por grandes armadores internacionais. “O fato é que o setor de navegação ainda não se recuperou totalmente da crise financeira de 2008/2009, quando as quedas nos valores do frete chegaram a ser de 60% no segmento de contêineres, de acordo com consultorias internacionais especializadas, como Drewry e Alphaliner. Naquele período, o volume de embarques chegou a cair 30%”, analisa Gedeon. 
 

O dirigente lembra que a partir de 2010 ocorreu leve recuperação, “ainda não suficiente para retornar aos patamares pré-crise global”, o que contribuiu para estreitar a margem de lucro das empresas de navegação. No último trimestre do ano passado, o valor médio do frete caiu 13% em todo o mundo, segundo a Alphaliner.  
 
 
Criado há mais de um século no Brasil, o Centronave representa cerca de 30 empresas de navegação marítima que operam no segmento de contêineres e são responsáveis por aproximadamente 75% do comércio exterior brasileiro. Gedeon destaca que essas empresas atuam tanto no Brasil quanto no exterior em ambiente de forte competição, e oferecem os mesmos serviços e linhas de transporte marítimo aos clientes. 
 

“Isso, na verdade, tem reflexos positivos para os usuários dos serviços em termos de redução de custos e qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas de navegação. Mas impõe também ao setor um esforço redobrado na busca da produtividade e lucratividade”, argumenta o diretor da instituição. Ele conta que, em razão da concorrência, o valor do frete vive um processo de redução anterior à crise internacional de 2008/2009 e é atualmente 20% mais baixo que na década de 1980. 
 

Elias Gedeon acredita que algumas medidas são necessárias para reduzir o custo da cadeia produtiva e ampliar as exportações no setor. Entre elas investimentos em infraestrutura logística, redução da tributação e da burocracia, segurança jurídica e modernização das leis trabalhistas.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Mão de Obra
Censo 2026 vai mapear perfil socioeconômico de trabalhad...
07/05/26
Internacional
ANP e PPSA realizam evento exclusivo em Houston para pro...
07/05/26
Workshop
ANP faz workshop para dinamizar a exploração de petróleo...
07/05/26
Parceria
Halliburton e Shape Digital firmam colaboração estratégi...
06/05/26
ROG.e
ROG.e 2026 reunirá CEOs de TotalEnergies, Galp, TGS e Ry...
06/05/26
Oportunidade
CNPU 2025: ANP convoca candidatos de nível superior a se...
06/05/26
Combustíveis
Atualização: Extensão do prazo de flexibilização excepci...
06/05/26
Gestão
ANP publica Relatório de Gestão 2025
06/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI SESI expande atuação s...
06/05/26
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
04/05/26
Pré-Sal
PPSA encerra 2025 com lucro líquido de R$ 30,1 milhões
04/05/26
Resultado
Com 5,531 milhões boe/d, Brasil segue com produção recor...
04/05/26
Sustentabilidade
Ipiranga lança Relatório de Sustentabilidade 2025 com av...
02/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23