Porto de Itajaí

Apresentado o projeto da nova bacia de evolução

O projeto viabiliza a manobra de navios maiores nos terminais do empreendimento. A previsão é de uma nova bacia de 530 metros de diâmetro nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu, em frente ao Saco da Fazenda. Orçada em R$ 300 milh&otilde

Ascom Porto de Itajaí
19/08/2013 12:44
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O Complexo Portuário de Itajaí apresentou na semana passada o projeto da nova bacia de evolução, necessária para que navios maiores manobrem e atraquem nos terminais do empreendimento. O projeto prevê uma nova bacia de 530 metros de diâmetro nas proximidades da foz do rio Itajaí-Açu, em frente ao Saco da Fazenda.

A atual bacia, com 400 metros de diâmetro, permite que apenas navios de até 294 metros alcancem os terminais locais. Com a obra, o Complexo, que inclui o Porto Público, mais as empresas APM Terminals Itajaí, Portonave Terminais Portuários Navegantes e demais terminais instalados a montante, poderá receber as maiores embarcações que circulam na costa brasileira, com 366 metros.

A proposta de localização da nova bacia de evolução levou em consideração a segurança da operação, os estudos da engenharia, o baixíssimo impacto social e a possibilidade de redução do prazo de execução da obra. Os estudos para a definição do projeto devem ser concluídos até outubro.

“Vários estudos estão sendo analisados há meses e esse projeto é o que menos impacta na comunidade”, afirma Antônio Ayres dos Santos Júnior, superintendente do Porto de Itajaí. A empresa holandesa Arcadis realizou uma série de estudos para definição do melhor local para a nova bacia de evolução. O local escolhido agora é o que apresenta o menor impacto social. A alternativa só pode ser apresentada após o aval dos práticos. Para eles, que atuam no Complexo, a localização da nova bacia é considerada segura para a realização da manobra dos navios. A posição da praticagem foi informada ao Complexo Portuário após treinamentos e simulações realizados pelos práticos.

Orçada em R$ 300 milhões, a obra vai garantir a competitividade do Complexo Portuário, segundo maior movimentador de contêineres do país, e todas as atividades econômicas relacionadas ao segmento - despachantes, portos secos, transportadoras, além dos negócios comuns, como farmácias, mercados e serviços em geral, que são impulsionados pela força econômica gerada da movimentação de cargas.
Risco de redução de movimentação.

O impacto da não realização da obra será brutal para toda a região que envolve o Complexo Portuário. Estima-se a perda de R$ 30 milhões mensais a partir do próximo ano, com a queda de aproximadamente 75% no movimento de entrada e saída de navios e a debandada dos armadores para outros portos que comportem embarcações maiores.
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