Adiamento

Atrasa entrega de 1º navio do Atlântico Sul

Quase um ano após o lançamento ao mar, em maio do ano passado, o navio João Cândido ainda passa pela fase de acabamento no cais do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape. A entrega da embarcação à Petrobras Transporte (Transpetro), prevista para oc

Diário de Pernambuco
21/03/2011 06:46
Atrasa entrega de 1º navio do Atlântico Sul   Visualizações: 269
Quase um ano após o lançamento ao mar, em maio do ano passado, o navio João Cândido ainda passa pela fase de acabamento no cais do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape. A entrega da embarcação à Petrobras Transporte (Transpetro), prevista para ocorrer entre abril e maio deste ano, teve que ser adiada para o segundo semestre. Após a conclusão do acabamento, o petroleiro ainda terá que ser docado (rebocado) de volta ao dique seco, onde será realizada a chamada docagem de entrega.



O João Cândido ainda terá de ser docado (rebocado) de volta ao dique seco. Segundo nota divulgada pelo EAS, os ajustes que estão sendo feitos atualmente no João Cândido envolvem os sistemas de vapor, água e óleo, entre outros, e também a casa de bombas. Quando essa parte for concluída, a embarcação passará por uma faxina geral no dique seco antes de receber a pintura final. O processo é necessário para remover resíduos e algas que se acumularam durante o tempo em que ficou ancorada no cais, sob pena de ter sua performance comprometida.


´Concluída essa fase, o navio passará pelas provas de mar e será entregue aoarmador`, diz a nota do estaleiro. As provas de mar são testes a que o navio é submetido antes de sua entrada em operação comercial. Com uma tripulação mínima, são testados o leme, âncoras, potência do motor etc, em cursos previamente estabelecidos. Os testes podem durar dias e tudo é anotado em planilhas. Caso algum teste não saia satisfatório, a manobra é repetida até a aprovação final.


Como esclarecimento, o EAS disse que o atraso na entrega do João Cândido se deu por diversos fatores. O principal deles teria sido a fabricação do navio paralela à construção da unidade fabril, que exigiu investimento de R$ 2 bilhões e conta ´com 160 hectares de área total e equipamentos que só encontram similares nos mais modernos estaleiros da Ásia`. Ao mesmo tempo, 3,5 mil operários tiveram de ser treinados para poder montar a embarcação.


´As dificuldades de praxe na construção do primeiro navio de um novo estaleiro tornaram ainda mais complexo esse cenário com inúmeras variáveis e imprevistos naturais num projeto dessamagnitude e pioneirismo. Como resultado, foi necessária uma nova adequação no cronograma do João Cândido, que será entregue no segundo semestre de 2011`, justifica o EAS.


O estaleiro lembra que o primeiro navio construído é uma espécie de test drive, em que todos os processos partem do zero, desde o detalhamento do projeto da embarcação até a compra e recebimento dos equipamentos, que por sua vez são encomendados a empresas localizadas em diversos países e continentes.


Procurada pela reportagem, a Transpetro disse que analisará as justificativas do EAS para o atraso ´na forma prevista no contrato celebrado entre as partes`. A Transpetro está contratando a construção de 49 embarcações dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Vinte e dois deles foram encomendados ao estaleiro pernambucano.
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