Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e aumenta a complexidade da mobilidade corporativa no Rio de Janeiro
Redação TN Petróleo/Assessoria Copastur
Os gastos com viagens corporativas de empresas do segmento de Óleo & Gás no Sudeste cresceram 91,6% entre janeiro e junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados fazem parte do levantamento da Biosfera Copastur com sua base de clientes e coloca o segmento entre os que mais avançaram no período analisado pela agência que tem mais de 50 anos de experiência em gestão de viagens no Brasil e atuação em mais de 20 países da América Latina e do Caribe.
O resultado ganha relevância no Rio de Janeiro, principal polo da indústria petrolífera do país. Em 2025, o estado respondeu por 87,8% da produção nacional de petróleo e 75% da produção de gás natural, enquanto o setor representou 79% das exportações fluminenses, movimentando US$ 37,9 bilhões, segundo dados da Firjan. A perspectiva permanece de expansão ao longo deste ano, impulsionada por novos projetos e pela maior utilização das unidades produtivas.
Nesse cenário, o avanço das viagens corporativas acompanha uma característica própria do setor: operações que envolvem diferentes cidades, unidades produtivas, bases operacionais, fornecedores e equipes especializadas. Na prática, o crescimento da atividade pode representar não apenas mais deslocamentos, mas também uma operação de mobilidade mais complexa, que exige maior capacidade de planejamento, controle e resposta a mudanças.
De acordo com Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, o crescimento das viagens em um setor como óleo e gás precisa ser analisado pelo grau de complexidade. “Não estamos falando apenas de aumentar o número de deslocamentos, mas de operações distribuídas entre diferentes projetos, localidades e equipes. Quanto maior essa complexidade, maior a necessidade de transformar dados em planejamento, controle e capacidade de resposta”, explica o executivo.

Falta de antecedência pode elevar custos em até 136%
A pesquisa da Copastur revela uma relação direta entre o planejamento prévio e a redução de custos no segmento. Na base analisada, passagens corporativas compradas com mais de 30 dias de antecedência apresentaram um ticket médio de R$ 919,53. Em contrapartida, os bilhetes emitidos em cima da hora, entre zero e nove dias antes do embarque, alcançaram uma média de R$ 2.171,64, representando um aumento de 136% no valor pago.
O impacto financeiro torna-se ainda mais expressivo em grandes operações logísticas do setor de Energia. Uma simulação realizada pela Copastur indica que elevar a antecedência média de compra de 17 para 25 dias poderia reduzir o ticket médio de R$ 1.804,61 para R$ 1.363,02, gerando uma economia estimada de R$ 1,19 milhão para a empresa.
Segundo Mendoza, a gestão de viagens corporativas em operações complexas precisa deixar de ser vista apenas como uma tarefa operacional. “Entender os padrões de deslocamento e antecipar decisões permite identificar onde estão os maiores custos e quais viagens são recorrentes. Isso transforma uma informação operacional em uma decisão de gestão mais estratégica.” , destaca.
Brasil lidera ritmo de crescimento no mercado global de viagens
O aumento da demanda no setor de energia converge com um momento positivo para o mercado global de turismo de negócios. Dados da Global Business Travel Association (GBTA) indicam que os gastos com viagens corporativas no Brasil devem crescer 13,8% em 2026, atingindo US$ 35,8 bilhões. Trata-se da maior taxa de expansão projetada entre os 15 maiores mercados do mundo. Em nível global, os investimentos devem alcançar US$ 1,71 trilhão, registrando alta de 7,2%.
O CEO da Biosfera Copastur reforça que a eficiência não está na tentativa de antecipar todas as viagens, já que demandas emergenciais são inerentes ao setor. O ganho real está em identificar o que pode ser planejado, mapear o comportamento de consumo e utilizar tecnologia e inteligência de dados para agir de forma estratégica. “A eficiência não está necessariamente em tentar antecipar todas as viagens. Em uma operação complexa, algumas demandas são naturalmente emergenciais. O ganho está em entender os padrões de comportamento e usar tecnologia para ganhar agilidade, sem abrir mão de controle e previsibilidade onde eles são possíveis”, conclui Mendoza.
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