BOGE 2026

Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura do Oil & Gas Energy 2026

Redação TN Petróleo
28/05/2026 12:00
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura do Oil & Gas Energy 2026 Imagem: TN Petróleo Visualizações: 1544

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O Centro de Convenções de Salvador se transformou, nesta quarta-feira (27), em um dos principais pontos de encontro do setor energético brasileiro com a abertura do Bahia Oil & Gas Energy 2026. Reunindo representantes da indústria, investidores, especialistas, universidades e agentes públicos, o evento começou com debates voltados ao futuro da cadeia de petróleo, gás e energia no Norte e Nordeste do país.

Logo no primeiro dia, o encontro evidenciou um movimento cada vez mais forte de transformação do setor, impulsionado pelo avanço das operações offshore, pela busca por inovação tecnológica e pela necessidade de integração entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade e formação profissional.
 

Durante a cerimônia de abertura, o diretor do Bahia Oil & Gas Energy, Nicolás Honorato, destacou o momento de expansão vivido pelo segmento energético na região. “Estamos diante de uma nova etapa para o mercado do Norte e Nordeste. O Bahia Oil & Gas Energy existe justamente para conectar empresas, conhecimento técnico e oportunidades reais de negócios em um cenário de crescimento da atividade offshore”, afirmou.

Honorato também ressaltou a importância da aproximação entre indústria e produção científica. “O setor precisa de pesquisa, capacitação e diálogo técnico para crescer de forma competitiva”, declarou ao comentar a participação de universidades, pesquisadores e profissionais especializados na programação desta edição.

A abertura reuniu representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), entidades empresariais e integrantes do Governo da Bahia, reforçando o peso institucional do encontro. A presença do poder público e de lideranças do setor energético sinalizou o interesse em ampliar investimentos, fortalecer a cadeia produtiva e consolidar a Bahia como um dos principais polos energéticos do Brasil.

Ao longo do dia, painéis técnicos, rodadas de negócios e conferências discutiram temas como geopolítica internacional, desafios do upstream, transição energética, inovação industrial e novas oportunidades para fornecedores nacionais. Entre os destaques da programação esteve a plenária sobre os impactos da geopolítica mundial no Upstream Norte e Nordeste brasileiro, que reuniu representantes de grandes empresas e especialistas do mercado energético.

Durante o debate, Anabal Santos, CEO da Solução Energia, chamou atenção para os desafios estratégicos do setor petrolífero brasileiro diante do cenário internacional. “Porque afinal de contas o petróleo é a principal fonte da pauta de exportação e tem uma condição de gerar bem-estar social muito grande, principalmente aqui no Nordeste. Então nós precisamos retomar essa pauta para que o Brasil faça o seu dever de casa e não venha, num cenário curto, a perspectiva é até 2030, se não for feito nada, nós vamos voltar a importar petróleo”, pontuou.

Na Arena ESG, o foco foi o impacto social da indústria, com debates sobre saúde mental, bem-estar e desenvolvimento territorial nas regiões produtoras. Durante um dos painéis, Artur Aiello, gerente de segurança de sondas e serviços da PetroReconcavo, destacou a importância de ampliar o olhar sobre saúde emocional dentro do ambiente corporativo da indústria energética.

“Ao implementar fundamentos de saúde mental, você começa a desvendar essa dureza e essa aspereza que a gente tem tradicionalmente na indústria. Para um autoconhecimento mais estruturado, para que as pessoas consigam gerar o valor nelas primeiramente e como elas fazem para gerar esse valor e como elas vão descobrindo-se como indivíduos, elas conseguem irradiar isso para o coletivo”, analisou.

A psicóloga e consultora em saúde mental Juliana Gomes também reforçou a importância de iniciativas voltadas ao cuidado emocional dos trabalhadores do setor. “Diante disso, pensar na saúde, em programas de promoção à saúde, bem-estar, saúde mental desses trabalhadores é uma maneira que a gente consiga garantir alta performance numa indústria que precisa de resultado e também com que essa alta performance seja sustentável”, destacou.

A Arena de Inovação trouxe para o centro do debate do Bahia Oil & Gas Energy 2026 a transformação digital e o avanço da inteligência artificial nas operações do setor de óleo e gás.

“A transformação e aceleração que está acontecendo com o uso de IA no cenário de óleo e gás é bem grande, porque a gente está conseguindo fazer coisas que demoravam muito mais tempo para fazer no passado, dados pelo processo e toda a experimentação que precisava ser executada, de forma muito mais rápida com esse recurso tecnológico. Mas precisa ser utilizado com muita responsabilidade, porque quando a gente fala em transformação digital e uso de IA, a gente traz alguns aceleradores, mas a gente acaba abrindo também portas para determinados riscos de segurança”, afirmou Ivan de Oliveira, Head de óleo e gás da TIVIT.

A programação também ampliou espaço para formação profissional, com cursos técnicos e atividades voltadas à qualificação de mão de obra para o setor.

Além da movimentação econômica, o Bahia Oil & Gas Energy 2026 abriu espaço para debates sobre o futuro energético brasileiro em um contexto global marcado por transformações tecnológicas e mudanças no mercado internacional de energia.

Com representantes de diferentes países e empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, o evento começou reforçando a capacidade da Bahia de reunir negócios, conhecimento e articulação estratégica em torno de um dos setores mais relevantes da economia nacional.

O Bahia Oil & Gas Energy segue durante esta quinta e sexta-feira, dias 28 e 29 de maio, reunindo empresas, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades do setor energético no Brasil.

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