Estudo

Baixa produtividade em obras de construção no setor de petróleo

Levantamento é do CE-EPC.

Valor Econômico
27/02/2014 14:02
Visualizações: 1885

 

As obras de construção e montagem para a indústria de petróleo e gás no Brasil têm índices de produtividade baixos, de apenas 30%. O percentual indica que os trabalhadores envolvidos na montagem e construção de plataformas e refinarias, por exemplo, produzem durante somente cerca de um terço do tempo. No período restante da jornada de trabalho, os funcionários estão parados à espera de ferramentas, ou se deslocando nos canteiros de obras.
O levantamento foi realizado pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), instituição sem fins lucrativos que busca melhorar as condições de competitividade do setor. O estudo levou em conta medições feitas em obras da Petrobras. Outro problema identificado é o retrabalho em tubulações aplicadas a projetos de refino. Cerca de 34% das tubulações precisam ser remontadas.
A partir do diagnóstico, o CE-EPC tem uma agenda para melhorar a competitividade da indústria de construção e montagem no Brasil. Essa agenda passa por fortalecer os projetos de engenharia, melhorar a gestão das empresas de construção e montagem industrial e focar no uso de novas tecnologias.
Renata Baruzzi, presidente do CE-EPC, disse que a entidade tem programada uma série de ações para 2014. O termo EPC usado pela entidade refere-se à sigla em inglês que representa uma modalidade de contratação que reúne engenharia, compras e construção.
Integram o centro representantes da Petrobras, Shell e Statoil, de entidades empresariais e de universidades, além de representantes de empresas da área de construção e montagem. Criado em 2008, o CE-EPC nasceu focado na indústria de petróleo e gás, mas a partir deste ano tem planos de expandir suas operações para outros segmentos, como mineração, siderurgia e petroquímica.
Renata disse que este ano serão desenvolvidos alguns projetos-piloto com base em práticas consideradas "prioritárias". A ideia é apresentar os resultados dos primeiros projetos-piloto em setembro, no Rio, em um evento promovido pelo CE-EPC em parceria com o Instituto da Indústria da Construção (CII), entidade com sede na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, formado por empresas líderes no setor de engenharia, construção e montagem industrial. Em 2013, o CE-EPC fez um acordo para representar o CII no Brasil.
Renata, que é gerente-executiva da área de engenharia da Petrobras, disse que o CII tem um conjunto de 15 melhores práticas, cuja adoção é recomendada pela entidade americana. Já há dois projetos-piloto com cronograma de trabalho definido, que vão adotar algumas dessas práticas.
Um dos projetos será desenvolvido por Petrobras, Toyo-Setal e OAS e tem como foco a adoção de metodologias de construção e logística. São avaliadas as melhores formas de construir. "Às vezes, com pequenas mudanças, é possível conseguir melhorias nos resultados", disse Renata.
Outro projeto-piloto com cronograma definido refere-se à gestão de mudança em contratos. E será desenvolvido pelas empresas Potencial, Iesa e Camargo Corrêa, disse Renata. Esse é um tema que busca reduzir o impacto negativo, como o aumento de custos, causado por mudanças nos projetos. Há ainda um terceiro projeto-piloto, ainda sem cronograma definido, que vai buscar estabelecer referências de mercado na gestão de projetos. É um tema que deverá ser desenvolvido por Petrobras e DM Construtora.
Renata disse que, a partir dos pilotos, o CE-EPC espera mostrar ao mercado a importância da adoção de melhores práticas para a obtenção de ganhos em projetos de construção e montagem.

As obras de construção e montagem para a indústria de petróleo e gás no Brasil têm índices de produtividade baixos, de apenas 30%. O percentual indica que os trabalhadores envolvidos na montagem e construção de plataformas e refinarias, por exemplo, produzem durante somente cerca de um terço do tempo. No período restante da jornada de trabalho, os funcionários estão parados à espera de ferramentas, ou se deslocando nos canteiros de obras.

O levantamento foi realizado pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), instituição sem fins lucrativos que busca melhorar as condições de competitividade do setor. O estudo levou em conta medições feitas em obras da Petrobras. Outro problema identificado é o retrabalho em tubulações aplicadas a projetos de refino. Cerca de 34% das tubulações precisam ser remontadas.

A partir do diagnóstico, o CE-EPC tem uma agenda para melhorar a competitividade da indústria de construção e montagem no Brasil. Essa agenda passa por fortalecer os projetos de engenharia, melhorar a gestão das empresas de construção e montagem industrial e focar no uso de novas tecnologias.

Renata Baruzzi, presidente do CE-EPC, disse que a entidade tem programada uma série de ações para 2014. O termo EPC usado pela entidade refere-se à sigla em inglês que representa uma modalidade de contratação que reúne engenharia, compras e construção.

Integram o centro representantes da Petrobras, Shell e Statoil, de entidades empresariais e de universidades, além de representantes de empresas da área de construção e montagem. Criado em 2008, o CE-EPC nasceu focado na indústria de petróleo e gás, mas a partir deste ano tem planos de expandir suas operações para outros segmentos, como mineração, siderurgia e petroquímica.

Renata disse que este ano serão desenvolvidos alguns projetos-piloto com base em práticas consideradas "prioritárias". A ideia é apresentar os resultados dos primeiros projetos-piloto em setembro, no Rio, em um evento promovido pelo CE-EPC em parceria com o Instituto da Indústria da Construção (CII), entidade com sede na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, formado por empresas líderes no setor de engenharia, construção e montagem industrial. Em 2013, o CE-EPC fez um acordo para representar o CII no Brasil.

Renata, que é gerente-executiva da área de engenharia da Petrobras, disse que o CII tem um conjunto de 15 melhores práticas, cuja adoção é recomendada pela entidade americana. Já há dois projetos-piloto com cronograma de trabalho definido, que vão adotar algumas dessas práticas.

Um dos projetos será desenvolvido por Petrobras, Toyo-Setal e OAS e tem como foco a adoção de metodologias de construção e logística. São avaliadas as melhores formas de construir. "Às vezes, com pequenas mudanças, é possível conseguir melhorias nos resultados", disse Renata.

Outro projeto-piloto com cronograma definido refere-se à gestão de mudança em contratos. E será desenvolvido pelas empresas Potencial, Iesa e Camargo Corrêa, disse Renata. Esse é um tema que busca reduzir o impacto negativo, como o aumento de custos, causado por mudanças nos projetos. Há ainda um terceiro projeto-piloto, ainda sem cronograma definido, que vai buscar estabelecer referências de mercado na gestão de projetos. É um tema que deverá ser desenvolvido por Petrobras e DM Construtora.

Renata disse que, a partir dos pilotos, o CE-EPC espera mostrar ao mercado a importância da adoção de melhores práticas para a obtenção de ganhos em projetos de construção e montagem.

 

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