Preços

Banco Mundial diz que preços do petróleo seguirão em queda em 2016

Relatório da instituição financeira calcula que barril do petróleo deve cair para US$ 37 este ano; documento prevê queda também de outras matérias-primas como café e minério de ferro.

Banco Mundial, Mariana Ceratti
28/01/2016 12:21
Banco Mundial diz que preços do petróleo seguirão em queda em 2016 Imagem: Cortesia CNPC Visualizações: 986

O novo relatório Panorama dos Mercados de Matérias-Primas, ou Commodity Markets Outlook, do Banco Mundial, afirma que os preços do petróleo em todo o mundo continuarão caindo em 2016, mas a queda será menos acentuada do que no ano passado.

Segundo o documento, em 2016, o declínio deverá ser de 27%, em comparação com os 47% de 2015.

Recuperação Gradual - Neste ano, o barril deverá chegar a US$ 37, valor bem menor do que os US$ 51 previstos pelo Banco em suas projeções de outubro passado. Isso tem a ver com diversos fatores de oferta e demanda.

Entre eles, estão a retomada das exportações do Irã, os ganhos de eficiência e cortes de custos na produção dos Estados Unidos e a perspectiva de crescimento fraco nos países emergentes, como o Brasil.

Apesar das atuais tendências de baixa, o relatório fala de uma recuperação gradual nos preços do petróleo ao longo do ano. Mas, segundo o Banco Mundial, ela possivelmente será menor do que a ocorrida depois das quedas acentuadas em 2008, 1998 e 1986.

Matérias-Prima - Além dos mercados do petróleo, todos os principais índices de preços de matérias-primas devem cair em 2016, devido à oferta elevada.

No caso dos produtos industriais, a queda será por causa da menor demanda nas economias emergentes, como Brasil, China, Índia e Rússia. 37 dos 46 produtos monitorados pelo Banco Mundial ficarão mais baratos este ano.

Os valores de bens não energéticos vão baixar 3,7% em 2016, com destaque para os metais, cujos preços terão declínio de 10%, depois dos 21% de queda em 2015. Já os preços agrícolas devem cair 1,4%, com a redução em quase todos os principais grupos de matérias-primas.

O Brasil, em particular, puxará para baixo o preço de muitos desses insumos, como café, minério de ferro e fertilizantes.

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