Opinião

BNDES: Brasil precisa avançar muito em inovação

Redação TN/ Ascom Anpei
29/04/2014 18:07
BNDES: Brasil precisa avançar muito em inovação Imagem: Divulgação Visualizações: 706

 

Apesar do amadurecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, o Brasil precisa avançar muito ainda se quiser se tornar um ator de peso em inovação no mercado internacional. O País ainda tem debilidades, mas pode aproveitar seus pontos fortes para explorar as várias oportunidades que o desenvolvimento tecnológico vem gerando em termos de novos negócios, de forma a exercer um papel de protagonismo no mundo global.
Essas foram as posições apresentadas por Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante a 14ª Conferência Anpei, evento realizado nesta segunda e terça-feira, em São Paulo.
Coutinho fez um breve histórico sobre a evolução da economia brasileira dos anos 1980, marcados pela crise da dívida externa, alta inflação e instabilidade, para o período atual. Após a conquista da estabilidade da moeda com o Plano Real, em 1994, o Brasil ainda passou por um período crítico até, pelo menos, o começo dos anos 2000. Em seu relato, o presidente do BNDES destacou que, nesse período, o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação foi amadurecendo, com os empresários se engajando cada vez mais nas atividades de inovação, até chegar ao atual estágio de atração de centros de pesquisa de grandes empresas para o País.
"Uma das nossas debilidades é que não pudemos desenvolver no Brasil uma base de indústrias de tecnologia de informação e comunicação, especialmente software e serviços, que são o principal motor de inovação no complexo empresarial", apontou. Além disso, segundo ele é possível identificar, no mercado global, um grupo de seis ou sete setores em que o ciclo de inovação é rápido. "Esses setores são relativamente pequenos no Brasil, onde há um peso maior dos segmentos mais intensivo em escala [de produção] e onde peso relativo da inovação é menor", disse. "Há um problema de configuração das indústrias que se somou ao cenário da crise. Isso explica o Brasil ter 0,5% do gasto privado em inovação em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB)", prosseguiu.
Para o economista, o Brasil vive um momento privilegiado, já que a economia tem seus fundamentos preservados, o que permite o desenho de estratégias de longo prazo. "Isso está em nossas mãos e precisamos fazê-lo em um momento no qual a crise acirrou a concorrência e também porque, não obstante a crise, muitas das principais economias emergentes e desenvolvidas tiveram uma compreensão estratégica do papel da inovação. Os países que assim o fizeram, ao invés de recuar, avançam no engajamento", analisou.
Para ele, diversas oportunidades estão se abrindo. Ele citou a forte aceleração tecnológica em vários campos, como a explosão da telefonia móvel, dos sistemas wireless, dos aparelhos de processamento baratos e diversificados, o potencial da microeletrônica, a nova sociabilidade promovida pela internet e a internet das coisas (em que pequenos artefatos, sensores e chips emissores de radiofrequência permitirão a automação de objetos diversos), sistemas de smart grids, gerenciamento de grandes bancos de dados, além das transformações no campo das ciências da vida, da saúde, com novas aplicações.
"Os sistemas de infraestrutura e de informação vão mudar o paradigma, e nesses momentos surgem janelas de oportunidade. Precisamos pensar em como o Brasil pode capturar alguns desses processos", destacou. Para isso, Coutinho defendeu que o Brasil utilize seus vetores competitivos, como a capacidade de explorar petróleo em águas profundas e inovações para o agronegócio. "Vejo mais oportunidades do que riscos. O risco que corremos é o da inação, da 04:19 28/04/2014apontou.
"Temos capacidade de avançar, de coordenar políticas", prosseguiu. Ele citou como exemplo positivo o Plano Inova Empresa. Dos R$ 32 bilhões para investimento até final de 2014, R$ 16 bilhões já foram contratados. "Ainda que os instrumentos tenham de ser aperfeiçoados, o setor privado está respondendo de maneira ativa, o que, tenho certeza, vai gerar uma mudança de quadro nas próximas edições da Pintec", destacou. "Tenho convicção e confiança de que não há nada no Brasil e em seu sistema empresarial e de ciência e tecnologia que nos impeça de galgar um lugar competitivo no mundo", encerrou.

Apesar do amadurecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, o Brasil precisa avançar muito ainda se quiser se tornar um ator de peso em inovação no mercado internacional. O País ainda tem debilidades, mas pode aproveitar seus pontos fortes para explorar as várias oportunidades que o desenvolvimento tecnológico vem gerando em termos de novos negócios, de forma a exercer um papel de protagonismo no mundo global.

Essas foram as posições apresentadas por Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), durante a 14ª Conferência Anpei, evento realizado nesta segunda e terça-feira, em São Paulo.

Coutinho fez um breve histórico sobre a evolução da economia brasileira dos anos 1980, marcados pela crise da dívida externa, alta inflação e instabilidade, para o período atual. Após a conquista da estabilidade da moeda com o Plano Real, em 1994, o Brasil ainda passou por um período crítico até, pelo menos, o começo dos anos 2000. Em seu relato, o presidente do BNDES destacou que, nesse período, o sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação foi amadurecendo, com os empresários se engajando cada vez mais nas atividades de inovação, até chegar ao atual estágio de atração de centros de pesquisa de grandes empresas para o País.

"Uma das nossas debilidades é que não pudemos desenvolver no Brasil uma base de indústrias de tecnologia de informação e comunicação, especialmente software e serviços, que são o principal motor de inovação no complexo empresarial", apontou. Além disso, segundo ele é possível identificar, no mercado global, um grupo de seis ou sete setores em que o ciclo de inovação é rápido. "Esses setores são relativamente pequenos no Brasil, onde há um peso maior dos segmentos mais intensivo em escala [de produção] e onde peso relativo da inovação é menor", disse. "Há um problema de configuração das indústrias que se somou ao cenário da crise. Isso explica o Brasil ter 0,5% do gasto privado em inovação em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB)", prosseguiu.

Para o economista, o Brasil vive um momento privilegiado, já que a economia tem seus fundamentos preservados, o que permite o desenho de estratégias de longo prazo. "Isso está em nossas mãos e precisamos fazê-lo em um momento no qual a crise acirrou a concorrência e também porque, não obstante a crise, muitas das principais economias emergentes e desenvolvidas tiveram uma compreensão estratégica do papel da inovação. Os países que assim o fizeram, ao invés de recuar, avançam no engajamento", analisou.

Para ele, diversas oportunidades estão se abrindo. Ele citou a forte aceleração tecnológica em vários campos, como a explosão da telefonia móvel, dos sistemas wireless, dos aparelhos de processamento baratos e diversificados, o potencial da microeletrônica, a nova sociabilidade promovida pela internet e a internet das coisas (em que pequenos artefatos, sensores e chips emissores de radiofrequência permitirão a automação de objetos diversos), sistemas de smart grids, gerenciamento de grandes bancos de dados, além das transformações no campo das ciências da vida, da saúde, com novas aplicações.

"Os sistemas de infraestrutura e de informação vão mudar o paradigma, e nesses momentos surgem janelas de oportunidade. Precisamos pensar em como o Brasil pode capturar alguns desses processos", destacou. Para isso, Coutinho defendeu que o Brasil utilize seus vetores competitivos, como a capacidade de explorar petróleo em águas profundas e inovações para o agronegócio. "Vejo mais oportunidades do que riscos. O risco que corremos é o da inação, da 04:19 28/04/2014apontou.

"Temos capacidade de avançar, de coordenar políticas", prosseguiu. Ele citou como exemplo positivo o Plano Inova Empresa. Dos R$ 32 bilhões para investimento até final de 2014, R$ 16 bilhões já foram contratados. "Ainda que os instrumentos tenham de ser aperfeiçoados, o setor privado está respondendo de maneira ativa, o que, tenho certeza, vai gerar uma mudança de quadro nas próximas edições da Pintec", destacou. "Tenho convicção e confiança de que não há nada no Brasil e em seu sistema empresarial e de ciência e tecnologia que nos impeça de galgar um lugar competitivo no mundo", encerrou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Negócios
Vallourec conquista importante contrato com a Subsea7 pa...
16/09/26
KPMG
Fusões e aquisições no setor de Óleo e Gás recuam 48.6% ...
15/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 deve movimentar R$ 593 milhões na economia do...
14/09/26
KPMG
Fusões e aquisições no setor de Óleo e Gás recuam 48.6% ...
14/09/26
ROG.e 2026
PPSA realiza 12 palestras na ROG.e sobre seus próximos l...
12/09/26
Qualificação Profissional
Camorim forma nova turma de moço de máquinas para impuls...
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
10/09/26
ROG.e 2026
Merax confirma participação na ROG.e 2026 com soluções p...
10/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
Produtos e Serviços
Mancais e Vedações RiverTough
05/09/26
Apoio Offshore
OceanPact conclui a aquisição do Estaleiro Dock Brasil
04/09/26
Margem Equatorial
Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na ...
04/09/26
Rio de Janeiro
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petr...
04/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
Bacia de Santos
Shell Brasil adquire participação no bloco exploratório ...
02/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Royalties
ANP publica resolução sobre distribuição a municípios af...
28/08/26
Pré-Sal
P-80 e P-82, que vão operar em Búzios, são batizadas em ...
28/08/26
Royalties
Valores referentes à produção de junho foram distribuído...
27/08/26
Pré-Sal
Campo de Búzios bate recordes mensal e diário de exporta...
26/08/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reúne líderes globais para discutir o futuro ...
26/08/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25