Gás Natural

Bolívia eleva envio de gás ao Brasil

O ministro de Energia da Bolívia anunciou que vai aumentar o fornecimento de gás natural exportado para o Brasil, no limite de 30 milhões de metros cúbicos diários, conforme foi solicitado pela Petrobras.

Reuters
03/09/2007 00:00
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O ministro de Energia da Bolívia anunciou que vai aumentar o fornecimento de gás natural exportado para o Brasil, no limite de 30 milhões de metros cúbicos diários, conforme foi solicitado pela Petrobras.

O pedido teria o objetivo de compensar uma queda na geração hidrelétrica do Brasil durante o período de seca, disse o ministro.

O gás importado da Bolívia chega por São Paulo, mas depois é distribuído para os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O ministro Carlos Villegas disse a jornalistas que o incremento irá até 14 de setembro, período no qual o país terá que suspender o fornecimento de gás natural para a usina termelétrica Mário Covas, em Cuiabá (MT).

"A Bolívia garantirá a provisão de 30 milhões pedida pelo Brasil pelo contrato GSA (para o mercado de São Paulo)", disse Villegas, ressaltando que o volume máximo contratado começou a ser enviado nesta sexta-feira e será mantido até 14 de setembro.

Ele informou que a Bolívia programou volumes extraordinários de produção de gás para compensar as dificuldades de produção e transporte a fim de atender o pedido brasileiro.

"Por que a Petrobras pede intempestivamente o volume maior? A explicação que nos deram é que a produção das hidrelétricas foi reduzida e portanto precisam de termoeletricidade com urgência", disse o ministro.

No Brasil, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) negou problemas de geração hidrelétrica.

"Está tudo normal, o nível dos reservatórios está excelente", informou o órgão que é responsável pelo despacho das unidades de geração de energia do país.

Na Petrobras, a assessoria da maior investidora em energia na Bolívia não soube informar imediatamente se a empresa solicitou aumento do fornecimento de gás.

O ministro boliviano disse que os dois países acordaram preliminarmente que o corte do fornecimento a Cuiabá irá durar um mês, e que já está programada uma reunião em meados de setembro para definir o futuro dessa operação.

Fonte: Agência Reuters
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