Mercado

Bolívia não é o motivo dos reajustes

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse na segunda-feira à noite que o gás natural será reajustado como forma de tornar o produto competitivo em relação a seu concorrente, o óleo combustível, mas que a medida nada tem a ver com os contratos que estão sendo negociados pela e

Gazeta Mercantil
08/11/2006 00:00
Visualizações: 669

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse na segunda-feira à noite que o gás natural será reajustado como forma de tornar o produto competitivo em relação a seu concorrente, o óleo combustível, mas que a medida nada tem a ver com os contratos que estão sendo negociados pela estatal com a Bolívia, fornecedora do gás e sobre o qual é aplicado um aumento trimestral.

Gabrielli explicou que a política de correção do preço do produto teve início em setembro de 2005. "Vai se fazer um processo de convergência (do gás) para os preços do óleo combustível, que é o óleo alternativo", afirmou Gabrielli a jornalistas após participar de solenidade na capital paulista. "Não pode ser feito de uma vez", ponderou.

Segundo o executivo, se o preço do óleo combustível é muito distante do valor do gás, existe um estímulo artificial ao uso do gás. "É preciso ter uma aproximação para ter equilíbrio." Mais cedo, a estatal divulgou nota em que justifica o reajuste em função do aumento da demanda pelo gás.

O presidente da Petrobras ainda que o preço do gás ficou congelado no mercado interno entre 2003, início do governo Lula, e setembro de 2005, quando se iniciou a correção. Gabrielli não indicou o nível de reajuste que será necessário agora e disse que o preço final caberá às distribuidoras.

O produto é utilizado em residências, veículos, indústrias e em termelétricas.

Segurança é prioridade - A segurança é a prioridade máxima para garantir a competitividade do setor de petróleo e gás no Mar do Norte, informou um executivo sênior da Royal Dutch Shell ontem em uma conferencia da área.

Tom Botts, vice-presidente executivo de Exploração e Produção para a Europa, disse que o setor de petróleo e gás da Grã-Bretanha precisa "se comprometer realmente a melhorar a segurança e integridade dos ativos." Botts falou em uma conferência da Offshore Operators Association (Ukooa) da Grã-Bretanha.

A Shell realiza uma atualização na engenharia offshore, avaliada em £1 bilhão, e recentemente levou a cabo uma análise sobre segurança em 45 de suas plataformas na Europa.

O setor precisa de "um nível de liderança extremamente alto" a respeito de segurança, em particular à medida que a maturação dos campos petrolíferos do Mar do Norte entra em declínio, disse Botts. A Grã-Bretanha também precisa desenvolver suas fontes existentes e "tirar o maior proveito possível dos ativos que possuímos", disse Botts, no contexto de um grande declínio na produção do Mar do Norte, que recuou 11% entre 2005 e 2006.
A estrutura de custos do setor de petróleo e gás da Grã-Bretanha também dá pouca importância à competitividade, explicou Botts. Os projetos na Grã-Bretanha foram bombardeados por normas, despesas trabalhistas e taxas mais altas.

Embora os lucros das empresas petrolíferas tenham permanecido altos, Botts disse que as despesas com a cadeia de fornecimento também aumentaram, e a incerteza sobre os preços futuros do petróleo afeta o investimento.

Fonte: Gazeta Mercantil

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gasodutos
ANP fará consulta pública sobre valoração da Base Regula...
27/02/26
ANP
Combustível do Futuro: ANP aprova duas resoluções para r...
27/02/26
Evento
ONIP formaliza Comitê de Empresas em evento na Casa Firjan
27/02/26
Pessoas
Abegás elege nova composição do Conselho de Administraçã...
27/02/26
Firjan
Mesmo com tarifaço, petróleo faz corrente de comércio do...
26/02/26
Exportações
Vast bate recorde de embarques de óleo cru para exportaç...
26/02/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia cresce 14,6% em receita e investe R...
26/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Premiação
BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo p...
25/02/26
Documento
ABPIP apresenta Agenda Estratégica 2026 ao presidente da...
25/02/26
Câmara dos Deputados
Comissão especial debate papel dos biocombustíveis na tr...
25/02/26
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
20/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.