Alerta
Jornal do Commercio
A Braskem está olhando para a América do Norte como oportunidade de expansão internacional. Este ano e o próximo são avaliados como "bons" para aquisição de empresa nos Estados Unidos, disse o diretor Financeiro e de Relação com Investidores, Carlos Fadigas.
A Braskem também está analisando uma oportunidade no México, acrescentou, em entrevista em Nova York. "Os anos de 2009 e 2010 serão bons para movimentos de aquisição, aproveitando que o setor petroquímico (dos EUA) está mais fragilizado", avalia.
Fadigas considera que "seria natural o crescimento da Braskem na América do Norte", por questão de "lógica geográfica". "Crescemos no Brasil, consolidamos (o setor no) Brasil, estamos fazendo projetos na América Latina, na América do Sul e, a partir da América do Sul, poderemos entrar na do Norte". Nos EUA, o foco seria aquisição de empresa, e não construção de fábrica, observa. "Não tem tanta disponibilidade de matéria-prima", citou o executivo.
petroquímica. "Não só a economia brasileira está melhor do que a dos EUA, mas o setor petroquímico brasileiro está melhor do que o norte-americano". Como vantagem para a empresa, Fadigas acrescenta que o Brasil tem o benefício de ter o mercado doméstico consumidor crescendo.
No México, Fadigas contou que há uma empresa com gás disponível para venda e que está buscando clientes que comprem o produto e construam uma fábrica petroquímica no país. O diretor da Braskem diz que ainda "não há nada concreto", mas pondera que "existe disponibilidade de gás, a empresa tem interesse de vender e está buscando compradores interessados no gás dela para fazer uma planta petroquímica". O executivo está em Manhattan participando da quarta edição da conferência para investidores internacionais organizada pela Itaú Securities.
A Braskem diz que não pretende emitir bônus este ano, mas pretende captar recursos. De acordo com o diretor financeiro, a empresa tem necessidade de um montante entre US$ 700 milhões e US$ 800 milhões para o financiamento do projeto que possui na Venezuela. "Daqui para frente, a única prioridade que a gente tem de captação é a conclusão do pacote financeiro do projeto da Venezuela", afirmou.
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