Energia
Desde julho de 2011 foram negociados 5 milhões MWh, totalizando R$ 500 milhões.
Redação
A Brix, plataforma eletrônica de negociação de energia elétrica, completa um ano de operações visando lançar contratos com liquidação financeira e ampliar o volume de negócios de longo prazo, que hoje representa 25% do total transacionado. Desde julho de 2011, foram negociados por meio da plataforma 5 milhões MWh (megawatts-hora), em mais de 4.500 transações, totalizando R$ 500 milhões. A plataforma já movimenta mensalmente energia suficiente para abastecer a cidade do Rio de Janeiro por um mês.
“Esses resultados são excelentes, confirmam a consolidação da plataforma e nos deixam confiantes para avançar rumo à próxima fase da Brix”, destaca Marcelo Mello, CEO da empresa. Para o executivo, o sucesso é resultado da forte adesão dos agentes do Ambiente de Contratação Livre (ACL) e da confiança no modelo inovador de negociação introduzido no mercado.
“Quando começamos a operar o nosso primeiro desafio foi a mudança de cultura. Antes da Brix, as negociações eram feitas essencialmente por telefone, contudo, os agentes claramente demandavam transparência e ferramentas mais sofisticadas para gerenciar com maior eficiência o portfólio de energia”, lembra Mello.
Atualmente, a plataforma conta com 120 participantes, que equivalem a cerca de 250 agentes do ACL, entre consumidores, geradores e comercializadores.
Durante este primeiro ano de operações, os índices de preços e a Curva de Preços Futuros, publicados diariamente, se tornaram importantes referências de negociação, gerenciamento de riscos, marcação a mercado e avaliação de investimentos para as empresas do segmento.
Agora, para aumentar sua participação no mercado de longo prazo, a Brix aposta nas ferramentas já disponíveis e no lançamento de novos produtos. “Temos uma base sólida e isso nos permite prosseguir com os desenvolvimentos de mercado, como a incorporação de instrumentos financeiros de gerenciamento de riscos, que já são comumente utilizados pelo segmento de energia elétrica no exterior”, ressalta Mello. Entre os novos produtos estão os primeiros contratos financeiros de compra e venda de energia a serem lançados no mercado brasileiro.
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