Estudo

Cai a participação da indústria de transformação na economia

E atinge patamar de 1956.

Agência Brasil
29/08/2013 10:14
Visualizações: 1612

 

A participação da indústria de transformação na economia brasileira atingiu em 2012 o mesmo nível de 1956, primeiro ano do governo de Juscelino Kubitschek. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no ano passado o setor representou 13,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual indica uma queda de 14 pontos percentuais em relação ao patamar de 1985, quando a indústria de transformação era responsável por 27,2% do PIB.
A indústria de transformação compreende atividades que envolvem transformação física, química e biológica de materiais, substâncias e componentes para obter produtos novos.
Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fiesp aponta que de 1985 a 2011, a participação da indústria de transformação no número de empregos formais caiu de 27,1% para 17,5%.
De acordo com a pesquisa Panorama da Indústria de Transformação Brasileira, o processo de desindustrialização é causado pelo cenário macroeconômico adverso, que reduziu ao longo dos últimos anos a competitividade das empresas nacionais. “A economia mundial passou por vários eventos adversos que influenciaram negativamente o ambiente macroeconômico, a demanda agregada e, por consequência, o crescimento da indústria”, diz o estudo ao se referir à aceleração da inflação nos anos 1980 e às crises financeiras da década de 1990.
Por isso, segundo a pesquisa, o processo de redução da participação da indústria na economia brasileira é um fenômeno negativo, ao contrário do que ocorreu em países mais desenvolvidos economicamente. “Nos países desenvolvidos, o processo de desindustrialização foi resultado do crescimento da produtividade na indústria de transformação, ou seja, esteve associado ao aumento do emprego de alta produtividade e elevada qualificação da mão de obra no setor, o que transferiu trabalhadores para os outros setores da economia”, informa o texto.
No caso do Brasil, segundo o estudo, o processo de desindustrialização é precoce e nocivo à economia nacional, pois “se associa a fenômenos negativos, como a perda de competitividade das exportações industriais, que se manifesta por meio da reprimarização da pauta exportadora; e o aumento das importações não somente de bens de capital e de consumo”.
Para inverter esse processo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu adoção de medidas que criem um melhor ambiente para as indústrias brasileiras. “Não adianta ter todo tipo de inovação, tecnologia, marca, imagem, mercado, pessoal treinado e um câmbio distorcido em 30%, 40%, que rouba todo tipo de competitividade”, disse. “O Brasil tem muito imposto, carga tributária alta, uma burocracia tremenda. E isso tem que mudar. Precisamos de uma reforma que simplifique isso e acabe com a guerra fiscal”. Skaf criticou também as altas taxas de juros cobradas no país.

A participação da indústria de transformação na economia brasileira atingiu em 2012 o mesmo nível de 1956, primeiro ano do governo de Juscelino Kubitschek. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no ano passado o setor representou 13,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual indica uma queda de 14 pontos percentuais em relação ao patamar de 1985, quando a indústria de transformação era responsável por 27,2% do PIB.


A indústria de transformação compreende atividades que envolvem transformação física, química e biológica de materiais, substâncias e componentes para obter produtos novos.


Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fiesp aponta que de 1985 a 2011, a participação da indústria de transformação no número de empregos formais caiu de 27,1% para 17,5%.


De acordo com a pesquisa Panorama da Indústria de Transformação Brasileira, o processo de desindustrialização é causado pelo cenário macroeconômico adverso, que reduziu ao longo dos últimos anos a competitividade das empresas nacionais. “A economia mundial passou por vários eventos adversos que influenciaram negativamente o ambiente macroeconômico, a demanda agregada e, por consequência, o crescimento da indústria”, diz o estudo ao se referir à aceleração da inflação nos anos 1980 e às crises financeiras da década de 1990.


Por isso, segundo a pesquisa, o processo de redução da participação da indústria na economia brasileira é um fenômeno negativo, ao contrário do que ocorreu em países mais desenvolvidos economicamente. “Nos países desenvolvidos, o processo de desindustrialização foi resultado do crescimento da produtividade na indústria de transformação, ou seja, esteve associado ao aumento do emprego de alta produtividade e elevada qualificação da mão de obra no setor, o que transferiu trabalhadores para os outros setores da economia”, informa o texto.


No caso do Brasil, segundo o estudo, o processo de desindustrialização é precoce e nocivo à economia nacional, pois “se associa a fenômenos negativos, como a perda de competitividade das exportações industriais, que se manifesta por meio da reprimarização da pauta exportadora; e o aumento das importações não somente de bens de capital e de consumo”.


Para inverter esse processo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu adoção de medidas que criem um melhor ambiente para as indústrias brasileiras. “Não adianta ter todo tipo de inovação, tecnologia, marca, imagem, mercado, pessoal treinado e um câmbio distorcido em 30%, 40%, que rouba todo tipo de competitividade”, disse. “O Brasil tem muito imposto, carga tributária alta, uma burocracia tremenda. E isso tem que mudar. Precisamos de uma reforma que simplifique isso e acabe com a guerra fiscal”. Skaf criticou também as altas taxas de juros cobradas no país.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
Etanol
Produtor de cana avança com novas estratégias para reduz...
31/03/26
Firjan
Estado do Rio pode receber mais de R$ 526 bilhões em inv...
31/03/26
Combustíveis
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o ...
31/03/26
iBEM26
No iBEM 2026, Pason destaca apostas da empresa em digita...
31/03/26
Pessoas
Bow-e anuncia Ciro Neto como CEO
31/03/26
Apoio Offshore
SISTAC amplia contrato com Petrobras para manutenção de ...
31/03/26
IBEM26
Encontro internacional de energia vai abrir calendário m...
30/03/26
Biodiversidade
Maior projeto de biodiversidade marinha inicia na região...
30/03/26
Drilling
BRAVA Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terr...
30/03/26
Combustíveis
Etanol recua no indicador semanal e fecha a sexta-feira ...
30/03/26
Diesel
ANP aprova medidas relativas à subvenção ao óleo diesel
29/03/26
Pessoas
Ocyan anuncia seu novo diretor Jurídico e de Governança
29/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
Biocombustíveis
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da maca...
29/03/26
iBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
iBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de janeiro para...
26/03/26
IBEM26
Práticas ESG do setor de energias renováveis são destaqu...
26/03/26
IBEM26
Jerônimo Rodrigues destaca potencial da Bahia na transiç...
26/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23