Indústria naval

Capacidade do dique-seco da Petrobras poderá ser mais que duplicada

O dique-seco que está sendo construído pelo Estaleiro Rio Grande para uso da Petrobras poderá ter sua capacidade aumentada em 2,5 vezes, informou o executivo do estaleiro Roberto Dieckmann. A idéia, ainda em discussão, visa a construção de FPSOs na instalação.


13/04/2007 00:00
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O dique-seco que está sendo construído pelo Estaleiro Rio Grande para ser usado pela Petrobras poderá ter sua capacidade aumentada em duas vezes e meia, anfirma o executivo do Estaleiro Rio Grande, Roberto Dieckmann, que esteve presente ao almoço comemorativo de 45 anos da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), nesta sexta-feira (13/04), no Rio de Janeiro.

O aumento da capacidade do dique-seco tem o objetivo de permitir também a construção de cascos para FPSOs, uma vez que os cascos de petroleiros para reaproveitamento estão se esgotando. Com a conformação atual, o dique-seco só tem capacidade para a construção de palataforma semi-submersíveis.

Dieckman destaca, no entanto, que a ampliação ainda está em discussão e prevê conversas durante os próximos 60 dias até que o Estaleiro e a Petrobras cheguem a uma visão mais ampla do panorama e possam definir pela ampliação ou manutenção do dique com a capacidade atual.

O executivo também atualizou sobre a andamento das obras do dique. Segundo ele já foram investidos R$ 70 milhões dos R$ 220 milhões que fazem parte do orçamento do projeto total. Ele ressalta, no entanto, que nem todos os recursos já estão aplicados na obra. "Há compras de materiais, sinais para a aquisição de equipamentos e também gastos na obra propriamente dita", discrimina.

O cronograma do dique-seco prevê a entrega em março de 2008. As obras foram iniciadas em novembro de 2006 e estão em desenvolvimento.

Segundo a negociação, o Estaleiro Rio Grande vai construir o dique-seco e a Petrobras deverá alugar a instalação durante 10 anos. Este contrato de aluguel é a garantia para o financiamento tomado à Rio Bravo, empresa responsável pelos desembolsos necessários para o andamento da obra.

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