Empresas multinacionais dos dois países poderão viabilizar não só o comércio bilateral, mas uma produção conjunta para exportar para outros países do mundo.
Redação/Assessoria Portal PlanaltoUma das prioridades do encontro entre os presidentes do Brasil, Michel Temer, e da Argentina, Mauricio Macri, nesta segunda-feira (3), em Buenos Aires, é promover a retomada dos investimentos entre os dois países.
As mais de 130 empresas brasileiras instaladas no país vizinho representam estoque de investimento de cerca de US$ 12 bilhões, em setores como mineração, siderúrgico, alimentício, bancário, automotivo e têxtil.
Em entrevista concedida ao Portal Planalto, o presidente do Grupo Brasil, João Carlos Pecego, disse que o cenário é favorável para investimentos e que o próximo passo é criar empresas multinacionais argentinas e brasileiras que poderão viabilizar não só o comércio bilateral, mas uma produção conjunta para exportar para outros países do mundo.
“Se os empresários brasileiros vierem para a Argentina propondo parcerias comerciais, ou seja, não só exportando produtos acabados, mas fazendo parte da produção na Argentina, eu não tenho dúvida que esse novo governo do presidente Macri vai apoiar muito as empresas brasileiras”, disse Pecego, que também é presidente do Banco da Patagônia, cujo 60% do capital é pertencente ao Banco do Brasil.
O Grupo Brasil é uma entidade que representa as 60 maiores empresas brasileiras com negócios na Argentina, e também algumas empresas argentinas com negócios no Brasil. Segundo Pecego, a instituição responde diretamente por cerca de 40 mil empregos no país vizinho.
O embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio França Dasene, concorda com a visão de Pecego sobre o cenário favorável para investimentos. Danese citou a empresa brasileira de alimentos BRF Brasil, que investiu US$ 300 milhões na Argentina apenas neste ano.
“Isso mostra uma confiança grande no que está acontecendo na Argentina e essa é uma tendência que vai se acentuar nos investimentos de ambos os lados”, disse o embaixador.
“As perspectivas muito boas de retomada do crescimento dos dois países, de confiança, vão ter um efeito muito positivo sobre o desenvolvimento das relações bilaterais, então nós vamos poder aí retomar vários projetos conjuntos, e o próprio ímpeto do relacionamento que tem, como já ficou provado no passado, um potencial enorme”, concluiu.
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