Energia
Valor Econômico
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recuou parcialmente no plano de racionamento de energia que começou na quarta-feira e disse que o governo cometeu erros na implementação do esquema. O ministro da Eletricidade, Angél Rodríguez, foi demitido.
Chávez anunciou que a capital, Caracas, ficará de fora do esquema de cortes escalonados que atingirá todo o país por cinco meses. Analistas e opositores disseram que o recuo tem caráter eleitoreiro e visa evitar que o apoio ao governo caia na capital. O país terá eleições parlamentares em setembro.
No primeiro dia do apagão - programado para durar quatro horas em regiões alternadas pelo país - houve confusão em Caracas. Semáforos ficaram apagados e em uma área a energia foi cortada duas vezes. Setores que deveriam ser poupados, ficaram se luz.
O governo recorreu ao racionamento depois que o reservatório da maior hidrelétrica do país chegou a níveis críticos por causa de uma severa seca. A petroquímica estatal Pequiven disse que algumas linhas de produção poderão ser interrompidas por causa da escassez de energia.
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