Política

CNI: plano do governo elevará competitividade do país

Serão investidos R$ 133 bilhões em 25 anos.

Redação
15/08/2012 16:43
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O Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias está no caminho certo e vai garantir mais competitividade para as empresas brasileiras. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (15) de agosto, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, depois do anúncio do plano do governo que prevê investimentos de R$ 133 bilhões em 25 anos e a concessão de rodovias e ferrovias brasileiras. Para a CNI, o aumento da participação da iniciativa privada na economia é essencial para ajudar o país a superar as deficiências da infraestrutura brasileira.
“O país precisa de investimentos em infraestrutura que certamente vão dar mais competitividade à economia brasileira. Hoje temos estudos mostrando que, enquanto o custo da logística nos Estados Unidos, equivale de 6% a 8% do valor do produto, no Brasil chega a 18%. Estamos indo no caminho correto para dar  mais competitividade à empresa brasileira”, afirmou Andrade, depois de participar da cerimônia no Palácio do Planalto, em que o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e a presidente Dilma Rousseff apresentaram o plano a um grupo de líderes empresariais e governadores.
Segundo Andrade, o novo plano contém muita coisa que estava prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Mas a grande novidade é a entrega para a iniciativa privada. O governo vai deixar que a iniciativa privada  faça os investimentos necessários. Não é uma privatização, é uma concessão”, afirmou o presidente da CNI. O programa prevê que R$ 79,5 bilhões sejam investidos nos próximos cinco anos, e o restante, R$ 53,5 bilhões, sejam aplicados em até 25 anos. Do total, R$ 42 bilhões serão investidos para duplicar 7,5 mil quilômetros de rodovias por meio de concessões, e R$ 91 bilhões serão utilizados para construir 10 mil quilômetros de ferrovias por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).
A má qualidade do transporte brasileiro é um gargalo ao aumento da competitividade da indústria brasileira. O estudo Competitividade Brasil 2010, feito pela CNI, aponta que o Brasil ocupa a pior posição em relação à qualidade do transporte em um grupo de 14 países, entre os quais estão Chile, Argentina, Colômbia e México. Na infraestrutura de transporte, o Brasil também perde para as principais potências emergentes: China, Índia, Rússia e África do Sul.
A malha de transporte ruim eleva em 24,8% o custo operacional do frete brasileiro, segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Os dados da CNT mostram que esse custo é menor nas rodovias administradas pela iniciativa privada, pois 87% delas estão em estado considerado bom ou ótimo. O mesmo não ocorre nas estradas administradas pelo governo, das quais apenas 34% estão em estado bom ou ótimo.
Ao defender a extensão das concessões para portos e aeroportos, a CNI também sugere a definição de metas e uma política de integração com outros meios de transporte para facilitar o funcionamento do sistema portuário. No caso dos aeroportos, a CNI propõe a ampliação do número de terminais administrados por empresas privadas. Outra medida importante para a competitividade brasileira, lembra a CNI, é a redução do custo da energia. A expectativa da indústria é que o governo federal apresente um projeto ousado que reduza de 10% a 20% o custo da energia.

O Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias está no caminho certo e vai garantir mais competitividade para as empresas brasileiras. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (15) de agosto, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, depois do anúncio do plano do governo que prevê investimentos de R$ 133 bilhões em 25 anos e a concessão de rodovias e ferrovias brasileiras. Para a CNI, o aumento da participação da iniciativa privada na economia é essencial para ajudar o país a superar as deficiências da infraestrutura brasileira.

 

“O país precisa de investimentos em infraestrutura que certamente vão dar mais competitividade à economia brasileira. Hoje temos estudos mostrando que, enquanto o custo da logística nos Estados Unidos, equivale de 6% a 8% do valor do produto, no Brasil chega a 18%. Estamos indo no caminho correto para dar  mais competitividade à empresa brasileira”, afirmou Andrade, depois de participar da cerimônia no Palácio do Planalto, em que o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e a presidente Dilma Rousseff apresentaram o plano a um grupo de líderes empresariais e governadores.

 

Segundo Andrade, o novo plano contém muita coisa que estava prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Mas a grande novidade é a entrega para a iniciativa privada. O governo vai deixar que a iniciativa privada  faça os investimentos necessários. Não é uma privatização, é uma concessão”, afirmou o presidente da CNI. O programa prevê que R$ 79,5 bilhões sejam investidos nos próximos cinco anos, e o restante, R$ 53,5 bilhões, sejam aplicados em até 25 anos. Do total, R$ 42 bilhões serão investidos para duplicar 7,5 mil quilômetros de rodovias por meio de concessões, e R$ 91 bilhões serão utilizados para construir 10 mil quilômetros de ferrovias por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

 

A má qualidade do transporte brasileiro é um gargalo ao aumento da competitividade da indústria brasileira. O estudo Competitividade Brasil 2010, feito pela CNI, aponta que o Brasil ocupa a pior posição em relação à qualidade do transporte em um grupo de 14 países, entre os quais estão Chile, Argentina, Colômbia e México. Na infraestrutura de transporte, o Brasil também perde para as principais potências emergentes: China, Índia, Rússia e África do Sul.

 

A malha de transporte ruim eleva em 24,8% o custo operacional do frete brasileiro, segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Os dados da CNT mostram que esse custo é menor nas rodovias administradas pela iniciativa privada, pois 87% delas estão em estado considerado bom ou ótimo. O mesmo não ocorre nas estradas administradas pelo governo, das quais apenas 34% estão em estado bom ou ótimo.

 

Ao defender a extensão das concessões para portos e aeroportos, a CNI também sugere a definição de metas e uma política de integração com outros meios de transporte para facilitar o funcionamento do sistema portuário. No caso dos aeroportos, a CNI propõe a ampliação do número de terminais administrados por empresas privadas. Outra medida importante para a competitividade brasileira, lembra a CNI, é a redução do custo da energia. A expectativa da indústria é que o governo federal apresente um projeto ousado que reduza de 10% a 20% o custo da energia.

 

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