Política

CNI quer reativar proposta sobre câmbio na OMC

Propostas serão apresentadas até o fim do mês.

Valor Econômico
17/02/2014 14:03
Visualizações: 625

 

A Confederação Nacional da Industria (CNI) vai pedir para o governo reativar a proposta sobre câmbio na Organização Mundial do Comércio (OMC), praticamente engavetada por falta de impulso do próprio Brasil e de outros grandes países. Para a CNI, o Brasil não pode ficar amarrado na "armadilha conjuntural" porque o real está desvalorizado agora. A entidade sugere uma perspectiva de longo prazo que leve em conta a estratégia de aumentar competitividade, inovação e produtividade.
Diego Bonomo, gerente-executivo de Comércio Exterior da CNI, disse que a entidade apresentará propostas até o fim do mês ao governo para a busca de "remédios multilaterais" para câmbio manipulado. E com o cuidado de evitar o risco de o feitiço voltar contra o feiticeiro, ou seja, contra exportações brasileiras quando o câmbio estiver desvalorizado.
"O objetivo é distinguir o que é politica cambial legítima e o que é câmbio manipulado para ganhar vantagem no comércio", disse Bonomo. Mesmo com a desvalorização do real nos últimos meses, a CNI diz que a indústria tem "grande preocupação" com a China, outros países do sudeste asiático e também com os europeus.
Para a CNI, o que mudou desde 2011, quando o Brasil levou o tema cambial para a OMC, é que desta vez os Estados Unidos, que antes resistiam, estão mudando sua posição. No Congresso, boa parte dos parlamentares, tanto republicanos quanto democratas, pressionam para a Casa Branca incluir um mecanismo contra "manipulação cambial" na Parceria Trans-Pacífico (TPP), o acordo com 12 nações, incluindo Canadá, México, Austrália e Japão, e também em todos os futuros acordos de livre comércio.
Aluisio Campos, professor da American University, em Washington, tem insistido que o Brasil deveria manter o controle do debate sobre desalinhamento cambial predatório, porque ele vai aparecer de todo jeito por acordos comerciais ou por disputas diante da OMC. A especialista Vera Thorstensen, coordenadora do Centro do Comércio Global da Fundação Getulio Vargas (FGV), defende a negociação já agora de uma cláusula de salvaguarda cambial no acordo Mercosul-UE.
Em sua proposta, a CNI vai sugerir que o governo defenda a criação de um mecanismo multilateral a partir de pedaços de acordos já existentes na OMC. De um lado, o artigo XV do velho Gatt de "disposições sobre câmbio" interdita aos países-membros utilizar medidas cambiais para influenciar no comércio. Mas esse artigo nunca foi utilizado nos 62 anos do sistema multilateral de comércio. Além disso, sempre que um país quer renegociar suas tarifas de importação para aumentá-las é obrigado a negociar compensações com parceiros que se sentem atingidos. Isso poderia ocorrer então também no câmbio.
Bonomo reconhece que no fim das contas caberá ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ter o papel de dizer qual país tem câmbio manipulado. Nos meios comerciais, em Genebra, a avaliação é de que o Brasil de fato deveria continuar dando ênfase na busca de um mecanismo sobre câmbio e comércio, dando gradualmente os passos porque, em certo momento, o tema estará maduro para aprovação entre os países.

A Confederação Nacional da Industria (CNI) vai pedir para o governo reativar a proposta sobre câmbio na Organização Mundial do Comércio (OMC), praticamente engavetada por falta de impulso do próprio Brasil e de outros grandes países. Para a CNI, o Brasil não pode ficar amarrado na "armadilha conjuntural" porque o real está desvalorizado agora. A entidade sugere uma perspectiva de longo prazo que leve em conta a estratégia de aumentar competitividade, inovação e produtividade.

Diego Bonomo, gerente-executivo de Comércio Exterior da CNI, disse que a entidade apresentará propostas até o fim do mês ao governo para a busca de "remédios multilaterais" para câmbio manipulado. E com o cuidado de evitar o risco de o feitiço voltar contra o feiticeiro, ou seja, contra exportações brasileiras quando o câmbio estiver desvalorizado.

"O objetivo é distinguir o que é politica cambial legítima e o que é câmbio manipulado para ganhar vantagem no comércio", disse Bonomo. Mesmo com a desvalorização do real nos últimos meses, a CNI diz que a indústria tem "grande preocupação" com a China, outros países do sudeste asiático e também com os europeus.

Para a CNI, o que mudou desde 2011, quando o Brasil levou o tema cambial para a OMC, é que desta vez os Estados Unidos, que antes resistiam, estão mudando sua posição. No Congresso, boa parte dos parlamentares, tanto republicanos quanto democratas, pressionam para a Casa Branca incluir um mecanismo contra "manipulação cambial" na Parceria Trans-Pacífico (TPP), o acordo com 12 nações, incluindo Canadá, México, Austrália e Japão, e também em todos os futuros acordos de livre comércio.

Aluisio Campos, professor da American University, em Washington, tem insistido que o Brasil deveria manter o controle do debate sobre desalinhamento cambial predatório, porque ele vai aparecer de todo jeito por acordos comerciais ou por disputas diante da OMC. A especialista Vera Thorstensen, coordenadora do Centro do Comércio Global da Fundação Getulio Vargas (FGV), defende a negociação já agora de uma cláusula de salvaguarda cambial no acordo Mercosul-UE.

Em sua proposta, a CNI vai sugerir que o governo defenda a criação de um mecanismo multilateral a partir de pedaços de acordos já existentes na OMC. De um lado, o artigo XV do velho Gatt de "disposições sobre câmbio" interdita aos países-membros utilizar medidas cambiais para influenciar no comércio. Mas esse artigo nunca foi utilizado nos 62 anos do sistema multilateral de comércio. Além disso, sempre que um país quer renegociar suas tarifas de importação para aumentá-las é obrigado a negociar compensações com parceiros que se sentem atingidos. Isso poderia ocorrer então também no câmbio.

Bonomo reconhece que no fim das contas caberá ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ter o papel de dizer qual país tem câmbio manipulado. Nos meios comerciais, em Genebra, a avaliação é de que o Brasil de fato deveria continuar dando ênfase na busca de um mecanismo sobre câmbio e comércio, dando gradualmente os passos porque, em certo momento, o tema estará maduro para aprovação entre os países.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
BOGE 2027
Bahia Oil & Gas Energy 2027 conecta negócios, inovação e...
21/09/26
Brandend Content
Descoberta e confiança: os dois tempos da venda industrial
21/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25