Evento

Cogeração de energia é necessidade

Evento realizado em Sorocaba debateu crescimento da demanda.

Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
24/07/2013 10:57
Cogeração de energia é necessidade Imagem: Divulgação. Evento Mais Energia para o Mercado Industrial Visualizações: 830

 

Pautada pela expectativa de aumento da demanda por carga de energia, que nos próximos cinco anos deve apresentar um crescimento médio de 4,4% ao ano, a concessionária distribuidora de gás natural canalizado Gas Natural Fenosa, em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), regional Sorocaba, realizou um debate na terça-feira (23). O evento reuniu empresários e especialistas do setor.
“A demanda por carga de energia deve apresentar um crescimento médio de 4,4%, ao ano, enquanto o PIB deve cresce cerca de 4,5%. Os números indicam que hoje a cogeração de energia não é mais opcional, ela é necessária”, afirmou o vice-presidente executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN), Carlos Roberto Silvestrin.
Silvestrin, que é graduado em Engenharia Industrial pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), destacou, em sua apresentação, as diversas opções de geração de energia: biomassa da cana, energia solar e gás natural. Este último, segundo o Plano Paulista de Energia para 2020, será o segmento de fornecimento que mais crescerá nos próximos anos, saltando de 890 mil m³, por dia, em 2011, para mais de 5 milhões de m³ diários, em 2020.
"Grandes indústrias estão optando pela cogeração de energia, seja pela redução da emissão de CO2 (chamada economia verde), que pela eficiência energética e redução de custos. Esse sistema pode ser implantado em indústrias, condomínios residenciais ou comerciais e grande empreendimentos. Temos as soluções técnicas, estruturais e econômicas”, disse Silvestrin.
O evento teve a abertura do diretor-geral da Gas Natural Fenosa em São Paulo, Armando Laudorio, que apresentou a estrutura mundial do Grupo - maior distribuidor de gás natural canalizado do país - e, também, a divisão de Serviços da companhia. Na região de Sorocaba, a empresa opera por volta de 1,3 mil km de redes, que distribuem gás natural canalizado para mais de 38 mil pontos de consumo em 16 cidades, sendo 200 indústrias.
Na sequência, o gerente de Soluções Energéticas da Gas Natural Serviços, Hugo Aguiar, apresentou os formatos de parceria disponíveis para as indústrias. “A cogeração de energia permite uma melhor eficiência energética. A Gas Natural Serviços tem uma vasta experiência em gestão energética e baseia sua estratégia de crescimento na incorporação de novas tecnologias ao seu portfólio de produtos e serviços atuais”, destacou o especialista.
Segundo o primeiro vice-diretor do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, além de trazer mais competitividade para as indústrias locais, o desenvolvimento de novas alternativas de energia também proporciona a atração de novas empresas para a região. “Esse sistema garante maior confiabilidade e qualidade de fornecimento de energia, com atrativa redução de custo", disse Syllos, que também propôs a criação de um grupo de trabalho voltado para o tema.
Vantagens da cogeração
A cogeração é uma forma de gerar calor e eletricidade, que pode ser feita por meio da queima de gás natural, proporcionando o aproveitamento de mais de 70% da energia térmica proveniente dos combustíveis utilizados nesse processo. Ela permite a produção simultânea de energia elétrica, térmica e de vapor, a partir do mesmo combustível: o gás natural. O calor que seria dissipado é recuperado dos gases de escape e produz vapor, ar quente e refrigeração, que podem ser utilizados nos processos industriais, gerando mais energia elétrica.
As vantagens desse sistema é que ele proporciona a produção de energia elétrica confiável, com baixo custo, favorecendo usuários que necessitam de um abastecimento contínuo e ininterrupto, como indústrias, hospitais, hotéis, shopping centers e grandes empreendimentos.
Além do alto desempenho, praticamente sem desperdício, a cogeração tem um caráter descentralizador, porque precisa estar próxima da unidade consumidora, reduzindo, assim, o impacto ambiental, uma vez que não há necessidade de linhas de transmissão extensas e suas consequentes infraestruturas.

Pautada pelo aumento da demanda por carga de energia, que na próxima década deve apresentar um crescimento médio de 4,5% ao ano (dados da Empresa de Pesquisa Energética - EPE), a concessionária distribuidora de gás natural canalizado Gas Natural Fenosa, em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), regional Sorocaba, realizou um debate na terça-feira (23) que reuniu empresários e especialistas do setor.


“Além da demanda por carga de energia apresentar crescimento, o PIB deve cresce cerca de 4,5%. Os números indicam que hoje a cogeração de energia não é mais opcional, ela é necessária”, afirmou o vice-presidente executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN), Carlos Roberto Silvestrin.


Silvestrin, que é graduado em Engenharia Industrial pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), destacou, em sua apresentação, as diversas opções de geração de energia: biomassa da cana, energia solar e gás natural. Este último, segundo o Plano Paulista de Energia para 2020, será o segmento de fornecimento que mais crescerá nos próximos anos, saltando de 890 mil m³, por dia, em 2011, para mais de 5 milhões de m³ diários, em 2020.


"Grandes indústrias estão optando pela cogeração de energia, seja pela redução da emissão de CO2 (chamada economia verde), que pela eficiência energética e redução de custos. Esse sistema pode ser implantado em indústrias, condomínios residenciais ou comerciais e grande empreendimentos. Temos as soluções técnicas, estruturais e econômicas”, disse Silvestrin.


O evento teve a abertura do diretor-geral da Gas Natural Fenosa em São Paulo, Armando Laudorio, que apresentou a estrutura mundial do Grupo - maior distribuidor de gás natural canalizado do país - e, também, a divisão de Serviços da companhia. Na região de Sorocaba, a empresa opera por volta de 1,3 mil km de redes, que distribuem gás natural canalizado para mais de 38 mil pontos de consumo em 16 cidades, sendo 200 indústrias.


Na sequência, o gerente de Soluções Energéticas da Gas Natural Serviços, Hugo Aguiar, apresentou os formatos de parceria disponíveis para as indústrias. “A cogeração de energia permite uma melhor eficiência energética. A Gas Natural Serviços tem uma vasta experiência em gestão energética e baseia sua estratégia de crescimento na incorporação de novas tecnologias ao seu portfólio de produtos e serviços atuais”, destacou o especialista.


Segundo o primeiro vice-diretor do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, além de trazer mais competitividade para as indústrias locais, o desenvolvimento de novas alternativas de energia também proporciona a atração de novas empresas para a região. “Esse sistema garante maior confiabilidade e qualidade de fornecimento de energia, com atrativa redução de custo", disse Syllos, que também propôs a criação de um grupo de trabalho voltado para o tema.



Vantagens da cogeração


A cogeração é uma forma de gerar calor e eletricidade, que pode ser feita por meio da queima de gás natural, proporcionando o aproveitamento de mais de 70% da energia térmica proveniente dos combustíveis utilizados nesse processo. Ela permite a produção simultânea de energia elétrica, térmica e de vapor, a partir do mesmo combustível: o gás natural. O calor que seria dissipado é recuperado dos gases de escape e produz vapor, ar quente e refrigeração, que podem ser utilizados nos processos industriais, gerando mais energia elétrica.


As vantagens desse sistema é que ele proporciona a produção de energia elétrica confiável, com baixo custo, favorecendo usuários que necessitam de um abastecimento contínuo e ininterrupto, como indústrias, hospitais, hotéis, shopping centers e grandes empreendimentos.


Além do alto desempenho, praticamente sem desperdício, a cogeração tem um caráter descentralizador, porque precisa estar próxima da unidade consumidora, reduzindo, assim, o impacto ambiental, uma vez que não há necessidade de linhas de transmissão extensas e suas consequentes infraestruturas.

 

*Foto: Armando Laudorio, diretor geral da Gas Natural Fenosa.

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