Combustíveis

Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o maior patamar desde 2022, aponta Veloe/Fipe

A média no valor do combustível chegou a R$ 7,065 por litro.

Redação TN Petróleo/Assessoria Veloe
31/03/2026 16:07
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o maior patamar desde 2022, aponta Veloe/Fipe Imagem: Divulgação Visualizações: 4148

Os preços dos combustíveis encerraram março em forte alta no Brasil, com o diesel no epicentro das pressões e atingindo os maiores níveis médios nacionais desde agosto de 2022. o diesel S-10 subiu 14,0% e o diesel comum, 12,9%, refletindo o reajuste de R$ 0,38 por litro promovido pela Petrobras em meados de março e o repasse ao consumidor final. As gasolinas tiveram alta mais moderada — 3,5% na comum e 3,1% na aditivada —, enquanto etanol (+0,8%) e GNV (+1,2%) registraram variações mais contidas.

Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e apontam que o diesel S-10 chegou a R$ 7,065 por litro e o diesel comum a R$ 6,923, enquanto a gasolina comum foi a R$ 6,609 e a aditivada a R$ 6,734. O etanol hidratado fechou a R$ 4,743 e o GNV a R$ 4,527.

O avanço foi disseminado, mas liderado pelos derivados de petróleo mais expostos ao mercado internacional. No acumulado do trimestre, cinco combustíveis acumulam alta, com destaque novamente para o diesel S-10 (+14,3%) e o diesel comum (+13,1%). Em 12 meses, o quadro permanece pressionado, com aumentos generalizados e apenas o GNV em queda (-5,7%).

O pano de fundo é a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o risco de interrupções no Estreito de Ormuz e levou o Brent para acima de US$ 100 ao longo de março. No Brasil, o impacto foi amplificado pelo reajuste nas refinarias e pelos custos de importação. Medidas do governo como a zeragem de PIS/Cofins e a subvenção ao diesel, que ajudaram a amortecer, mas não impediram o avanço nas bombas. A ampliação da oferta pela Petrobras no fim do mês buscou evitar desabastecimento.

No etanol, a entressafra da cana limitou a oferta e sustentou os preços, ainda que com menor intensidade. Já o GNV seguiu como exceção relativa, com leve alta mensal, mas queda no acumulado.

Top 5 – Gasolina comum mais cara por estado (março/2026):

  1. Acre — R$ 7,550
  2. Roraima — R$ 7,438
  3. Amazonas — R$ 7,256
  4. Rondônia — R$ 7,195
  5. Bahia — R$ 7,086

Top 5 – Etanol hidratado mais caro por estado (março/2026):

  1. Rio Grande do Norte — R$ 5,798
  2. Rondônia — R$ 5,567
  3. Amazonas — R$ 5,547
  4. Roraima — R$ 5,537
  5. Pernambuco — R$ 5,513

Top 5 – Diesel S-10 mais caro por estado (março/2026):

  1. Acre — R$ 7,980
  2. Tocantins — R$ 7,537
  3. Roraima — R$ 7,428
  4. Mato Grosso — R$ 7,421
  5. Goiás — R$ 7,376

O recorte regional evidencia a concentração das maiores pressões no Norte e no Centro-Oeste, onde fatores logísticos e a maior dependência de abastecimento elevam os preços finais ao consumidor.
 

Sobre a Veloe - Veloe é uma empresa de mobilidade e gestão de frota, que nasceu para tornar a mobilidade mais fluida e simples e a gestão de frotas leves e pesadas mais eficiente. Veloe é aceita em todas as rodovias pedagiadas e mais de 2.600 estabelecimentos comerciais no país. Foi criada por Banco do Brasil e Bradesco em 2018 e entre seus principais parceiros estão C6 Bank, BV, Banrisul, Cartões Elo e Banestes. Mensalmente, divulga o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), uma cesta de indicadores sobre mobilidade que força a vocação do negócio em gerar informação relevante e de qualidade para a tomada de decisões. Em 2023, lança a Veloe Go, marca que reúne serviços para pessoas jurídicas. Para ter Veloe e Veloe Go basta solicitar pelo nosso site.

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