Novo contrato

Comgás negocia com Petrobras gás para 2010

Agência Estado
16/10/2008 04:36
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O vice-presidente e de Mercado de Grandes Consumidores, GNV e Suprimento de Gás da Comgás, Sérgio Luiz da Silva, revelou que a companhia já negocia com a Petrobras a assinatura de novo contrato de fornecimento firme de gás natural com a Petrobras a partir de 2010.

 

“Estamos otimistas em firmar até o final deste ano um pré-contrato com a Petrobras para o fornecimento de novo volume de gás natural para atender as necessidades do mercado a partir de 2010″, explicou o executivo, que participou hoje do 9º Encontro de Negócios de Energia, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

 

Estabelecida as condições de fornecimento, o executivo comentou que a Comgás voltará a abrir a mesa de negociações com os seus clientes para a assinatura de novos contratos de suprimento.

 

Por conta da restrição da oferta no insumo, a concessionária paulista tem ofertado aos seus consumidores contratos flexíveis, que prevêem a interrupção do fornecimento caso seja necessário o despacho das termelétricas a gás.

“Temos pedidos em carteira da ordem de 3 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) para 2010″, comentou.Desses 3 milhões de m3/d mapeados para 2010, cerca de 1,5 milhão de m3/d representa a demanda da área de co-geração.

Segundo o executivo, esse volume é suficiente para gerar 200 MW de eletricidade.

Os outros 1,5 milhão de m3/d se referem a projetos de expansão nos segmentos industriais, como petroquímico, siderúrgico, têxtil, entre outros. Silva mostrou que esse volume de gás permitirá, por exemplo, a expansão de 10% a 12% da capacidade instalada da indústria petroquímica em São Paulo ou ampliar em 3 milhões de toneladas a produção de aço da Cosipa.

 

“Isso representa 10% da produção de aço nacional”, afirmou.Nesse sentido, o executivo disse que a companhia precisa, no mínimo, de 3 milhões de m3/d a partir de 2010 para atender os novos projetos, além de um volume extra para suportar crescimento orgânico do mercado atual da concessionária.

 

Para 2009, a expansão orgânica da demanda projetada é da ordem de 500 mil m3/d, valor que se repetirá em 2010.

 

“A nossa previsão mostra que, em 2009, nós teríamos alguns meses com um pico de demanda que pode atingir 500 mil m3/d adicionais que temos hoje. O que estamos negociando também com a Petrobras é um contrato de curto prazo que cubra esse período”, explicou o executivo.

 

De acordo com Sérgio, as negociações já estão adiantadas, envolvendo também o governo do Estado de São Paulo, e devem ser concluído até o final do ano.

O executivo lembrou que a ampliação da oferta em 2010 depende da conclusão das obras de infra-estrutura de gasodutos, entre eles o Gastau (SP), que permitirá escoar o gás da Bacia de Santos, e o Japeri - Reduc (RJ) e o Cabiúnas - Reduc (RJ), que ampliarão o intercâmbio na movimentação do insumo entre o Estado de São Paulo e o Rio de Janeiro.

 

Adicionalmente, Sérgio comentou que a Petrobras também precisará colocar em operação a plataforma de Mexilhão, da Bacia de Santos, que ofertará algo em torno de 7 a 8 milhões de m3/d em 2010.

 

Para o volume de 500 mil m3/d referente à 2009, o executivo cita que o insumo deverá ser deslocado do consumo interno da Petrobras, provavelmente da geração térmica, para a concessionária.

 

Por conta disso e por se tratar de um contrato de curto prazo (provavelmente de um ano), o executivo admitiu que o valor desse gás será mais elevado que os contratos atuais. Hoje, o mercado da Comgás consome algo em torno de 13 milhões de m3/d, sem contar a demanda térmica.

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