Indústria

Construção naval cresce para atender ao mercado

<p>Todos os dias, h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es de empresas que n&atilde;o teriam conseguido espa&ccedil;o nos estaleiros brasileiros , como a Vale, e, por isso, deixaram de encomendar navios ou fizeram importa&ccedil;&otilde;es. Em alguns casos, os armadores efetivamente n&atilde;o desejavam

Monitor Mercantil
18/09/2009 06:48
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Todos os dias, há informações de empresas que não teriam conseguido espaço nos estaleiros brasileiros , como a Vale, e, por isso, deixaram de encomendar navios ou fizeram importações. Em alguns casos, os armadores efetivamente não desejavam comprar navios e faziam contatos com estaleiros apenas para mostrar às autoridades que não iriam continuar a usar a política de afretamento - aluguel de unidades estrangeiras. Em outros casos, foi feita importação com pagamento de impostos, para os navios terem direitos de bandeira brasileira - caso da Mercosul Line; e, quanto à Vale, a empresa importará dez meganavios, de 400 mil toneladas cada um, mas não pagará impostos e, portanto, manterá os navios sob bandeira estrangeira. O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirma que a capacidade de processamento de aço dos estaleiros já é expressiva: 600 mil toneladas por ano.

O Atlântico Sul, de Suape (PE), que será o maior estaleiro do país, lança seu primeiro navio em janeiro próximo. Além disso, estão sendo anunciados diversos estaleiros de grande porte, por sólidos grupos empresariais: um de Eike Batista (EBX) e Hyundai, em Santa Catarina; dois estaleiros de grande porte na Bahia, sendo um da Setal (Ebasa) e outro de Odebrecht, OAS e UTC, o Paraguassu; o grupo coreano STX vai fazer unidade no Norte fluminense; o grupo Jurong - dono de Eisa e Mauá - anuncia estaleiro em Alagoas; e a Odebrecht projeta estaleiro em Itaguaí (RJ), embora, de início, apenas para produção de unidades militares.

- Diante de tudo isso, terá de haver muita demanda para atingir a oferta de espaço nos estaleiros - ironiza Rocha.

Lembra ainda que o maior dique do país, no momento, o da Sermetal - antiga Ishibrás, no Rio - está sem uso e há negociações para arrendamento à Petrobras, que faria licitação para um privado explorá-lo. Lá foram construídos navios de 300 mil toneladas. Destaca Rocha que, após a crise dos anos 80 e 90, a construção naval hoje propicia 45 mil empregos diretos e tudo indica que, dentro de um ano, estará gerando mais 5 mil empregos diretos. O faturamento do setor, em 2009, deverá ser pouco superior aos US$ 3,2 bilhões do ano passado, uma vez que, no início do ano, a Petrobras reenquadrou projetos e reestruturou sua política de encomendas.

Este ano, o Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante não se reuniu e, portanto, não foram aprovadas novas prioridades. A Secretaria do Tesouro Nacional estava resistindo a financiar a parte importada dos navios, o que, se não fosse feito, elevaria o preço final. Rocha espera que o assunto tenha sido resolvido e cita que foi prometido ao governo elevar o índice de nacionalização de 65% para 75%.

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