Gás Natural

Consumo no Brasil cai 25,1% em julho

Agência Estado
08/09/2009 09:09
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O consumo de gás natural no Brasil segue em queda, impactado pela baixa demanda do setor termoelétrico. Dados do Ministério de Minas e Energia (MME) mostram que a demanda total do insumo (incluindo o consumo térmico e industrial da Petrobras) recuou 25,1% em julho deste ano, em relação ao mesmo período de 2008, de 59,91 milhões de metros cúbicos por dia (m²/d) para 44,85 milhões de m²/d. Considerando apenas as vendas das distribuidoras de gás, ocorreu uma queda de 26,1% no período, de 50,42 milhões de m²/d para 37,21 milhões de m²/d. As informações constam do Boletim de Gás Natural de agosto.


De acordo com o MME, o consumo industrial de gás recuou 16,3% na comparação entre julho de 2009 e igual mês de 2008, de 35,68 milhões de m²/d para 29,86 milhões de m²/d. O número, no entanto, é 5,2% superior aos 28,36 milhões de m²/d apurados pelo MME em junho de 2009. Os volumes divulgados pelo ministério para a demanda industrial diferem dos publicados pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), porque incluem o consumo das instalações da Petrobras, como refinarias e unidades de fertilizantes.


Segundo o ministério, o desempenho do mercado industrial de junho a julho deste ano reflete o "crescimento do consumo em cerca de 400 mil m²/d em São Paulo e 200 mil m²/d no Espírito Santo, em Minas Gerais e na Bahia". O MME também apurou recuo de 66,2% na demanda de gás para geração de energia elétrica entre julho de 2009 e igual intervalo de 2008, de 13,95 milhões de m²/d para 4,71 milhões de m²/d. A situação decorre do maior aproveitamento das hidrelétricas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em razão das fortes chuvas que estão caindo este ano no país.


Adicionalmente, o MME registrou queda de 14,87% no consumo de gás natural veicular (GNV) entre julho de 2009 e igual mês de 2008, para 5,55 milhões de m²/d. Nesse período, a demanda do setor comercial recuou 6,6%, para 560 mil m²/d. Porém, as vendas para as residências cresceram 2,4%, para 850 mil m²/d, e para a cogeração subiram 21%, alcançando 2,65 milhões de m²/d.
 
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