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Copel dá os primeiros passos no setor de gás

Em consórcio, empresa arrematou quatro blocos na Bacia do Paraná.

Valor Econômico
02/12/2013 11:24
Visualizações: 1576

 

Os quatro blocos na Bacia do Paraná arrematados pela Copel, por meio de um consórcio formado pela Petra (30%), Bayar (30%) e a construtora Tucumann (10%), eram a "cereja do bolo" do leilão de áreas de exploração de gás natural, promovido na quinta-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), afirmou o presidente da estatal paranaense, Lindolfo Zimmer. "Nossa participação foi muito bem planejada", disse o executivo da Copel, que estreia nesse segmento.
Segundo ele, o consórcio foi assessorado pela multinacional Schlumberger, maior prestadora de serviços para campos de petróleo do mundo, e apostou suas fichas nesses quatro blocos.
As elétricas passaram a investir na exploração de gás natural para garantir acesso ao combustível, utilizado nas usinas termelétricas. A geração de energia térmica será cada vez mais relevante para a matriz energética brasileira, em detrimento das hidrelétricas, mas a Petrobras não vem conseguindo atender à demanda das usinas.
Segundo Zimmer, o consórcio vai investir R$ 100 milhões nos próximos quatro anos nos blocos de exploração de gás. Como a Copel possui 30% de participação, a empresa vai investir entre R$ 35 milhões e R$ 30 milhões. O valor poderá ser assimilado sem maiores problemas pela Copel, diz Zimmer, ao lembrar que estatal acumula nos nove meses deste ano um lucro de R$ 923 milhões.
Dois blocos contêm gás convencional e as perfurações devem ser iniciadas em breve, alcançando uma profundidade de até 2 mil metros aproximadamente. A expectativa do consórcio é que, até o ano que vem, já seja possível ter uma ideia sobre a viabilidade econômica desses campos, disse o executivo.
Os dois outros blocos apresentam indícios de gás não convencional, cuja extração é feita por meio do fraturamento das rochas ("fracking"). Além de não haver ainda uma regulamentação para a adoção dessa tecnologia, o fraturamento gera questionamentos em todo o mundo devido aos riscos ambientais. No Brasil, não será diferente, já que o gás na Bacia do Paraná está sob o aquífero do Guarani, considerado uma das maiores reservas subterrâneas de água do mundo. Ainda levará tempo para que as perfurações nesses dois blocos de gás sejam iniciadas, o que pode demorar quatro anos, disse Zimmer.
Na avaliação do consultor Marco Tavares, da Gas Energy, o gás não convencional é uma novidade e o país poderia ter atraído mais interesse de grupos estrangeiros especializados em exploração terrestre ("onshore") caso tivesse espaçado mais as rodadas, o que daria mais tempo para que as empresas se preparassem.
Zimmer negou haver um atrito entre a Copel e a Petrobras em torno do abastecimento de gás. Segundo fontes do setor, a recusa da petrolífera em aumentar o fornecimento de matéria-prima para o Paraná teria sido um dos fatores que levaram a estatal a buscar sua própria fonte de abastecimento. "Essa rivalidade não existe".
A Copel, disse Zimmer, não poderia ficar de fora de um investimento tão estratégico para o Estado do Paraná.
A Cemig, estatal de Minas Gerais, já participa de blocos de exploração de gás na Bacia do Rio São Francisco, na Bacia Potiguar e no Recôncavo.

Os quatro blocos na Bacia do Paraná arrematados pela Copel, por meio de um consórcio formado pela Petra (30%), Bayar (30%) e a construtora Tucumann (10%), eram a "cereja do bolo" do leilão de áreas de exploração de gás natural, promovido na quinta-feira (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), afirmou o presidente da estatal paranaense, Lindolfo Zimmer. "Nossa participação foi muito bem planejada", disse o executivo da Copel, que estreia nesse segmento.

Segundo ele, o consórcio foi assessorado pela multinacional Schlumberger, maior prestadora de serviços para campos de petróleo do mundo, e apostou suas fichas nesses quatro blocos.

As elétricas passaram a investir na exploração de gás natural para garantir acesso ao combustível, utilizado nas usinas termelétricas. A geração de energia térmica será cada vez mais relevante para a matriz energética brasileira, em detrimento das hidrelétricas, mas a Petrobras não vem conseguindo atender à demanda das usinas.

Segundo Zimmer, o consórcio vai investir R$ 100 milhões nos próximos quatro anos nos blocos de exploração de gás. Como a Copel possui 30% de participação, a empresa vai investir entre R$ 35 milhões e R$ 30 milhões. O valor poderá ser assimilado sem maiores problemas pela Copel, diz Zimmer, ao lembrar que estatal acumula nos nove meses deste ano um lucro de R$ 923 milhões.

Dois blocos contêm gás convencional e as perfurações devem ser iniciadas em breve, alcançando uma profundidade de até 2 mil metros aproximadamente. A expectativa do consórcio é que, até o ano que vem, já seja possível ter uma ideia sobre a viabilidade econômica desses campos, disse o executivo.

Os dois outros blocos apresentam indícios de gás não convencional, cuja extração é feita por meio do fraturamento das rochas ("fracking"). Além de não haver ainda uma regulamentação para a adoção dessa tecnologia, o fraturamento gera questionamentos em todo o mundo devido aos riscos ambientais. No Brasil, não será diferente, já que o gás na Bacia do Paraná está sob o aquífero do Guarani, considerado uma das maiores reservas subterrâneas de água do mundo. Ainda levará tempo para que as perfurações nesses dois blocos de gás sejam iniciadas, o que pode demorar quatro anos, disse Zimmer.

Na avaliação do consultor Marco Tavares, da Gas Energy, o gás não convencional é uma novidade e o país poderia ter atraído mais interesse de grupos estrangeiros especializados em exploração terrestre ("onshore") caso tivesse espaçado mais as rodadas, o que daria mais tempo para que as empresas se preparassem.

Zimmer negou haver um atrito entre a Copel e a Petrobras em torno do abastecimento de gás. Segundo fontes do setor, a recusa da petrolífera em aumentar o fornecimento de matéria-prima para o Paraná teria sido um dos fatores que levaram a estatal a buscar sua própria fonte de abastecimento. "Essa rivalidade não existe".

A Copel, disse Zimmer, não poderia ficar de fora de um investimento tão estratégico para o Estado do Paraná.

A Cemig, estatal de Minas Gerais, já participa de blocos de exploração de gás na Bacia do Rio São Francisco, na Bacia Potiguar e no Recôncavo.

 

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