Indústria

CSN reajusta preço do aço entre 4% e 7% a partir de 1º de setembro

Companhia é a última a aumentar valor no atacado.

Valor Online
24/08/2012 17:17
Visualizações: 941

 

A CSN comunicou à rede de distribuição de aço do país que vai reajustar os preços dos seus produtos siderúrgicos a partir do dia 1º de setembro. Os aumentos vão variar entre 4% a 7%, dependendo do produto. As bobinas a frio zincadas devem ter um reajuste de 4%, a bobina fina a frio, de 4,5%, e fina a quente, de 7%. A empresa já reajustou sua linha de folha de flandres, há dois meses, ao redor de 8%.
A companhia controlada por Benjamin Steinbruch é a última das grandes usinas de aços planos do país a dar aumento para o aço no atacado. Usiminas e ArcelorMittal o fizeram entre julho e agosto, nas faixas percentuais de 6% a 7%. Os novos preços dos produtos da Usiminas passaram a vigorar em 1º de julho, com a chapa grossa, carro-chefe da empresa, aumentando 6%. Os reajustes da ArcelorMittal estão em vigor desde o dia 6 de julho.
A rede de distribuidoras de aço responde, atualmente, por 40% dos 26 milhões de toneladas do produto negociadas por ano no mercado doméstico.
Fontes do atacado do aço informaram que estão tendo alguma dificuldade de repassar os aumentos das siderúrgicas para a clientela do varejo. Com o objetivo de facilitar a vida dos varejistas, os distribuidores estão parcelando as vendas em duas ou três vezes para concorrer com a importação, que vem declinando nos últimos três meses. Hoje, 85% do aço comercializado no atacado é nacional e 15% vêm de fora. Os maiores clientes são as empresas de bens de capital, autopeças e construção civil.
Os atacadistas de aço reconhecem a necessidade das usinas de reajustarem seus preços, apesar da sobreoferta do produto lá fora, para recuperar margem e, consequentemente, tentar melhorar seus balanços.
No caso específico da CSN, que teve prejuízo superior a R$ 1 bilhão no segundo trimestre, a empresa pode fechar o ano com uma relação dívida/Ebitda de 4 vezes, muito ruim.
Na avaliação dos especialistas do setor, a empresa - que  encerrou o segundo trimestre com um Ebitda de R$ 1,1 bilhão - corre o risco, com a queda do preço do minério, de registrar no terceiro trimestre um Ebitda na faixa de R$ 900 milhões. Com a alta de 4% dos preços, a CSN pode tentar melhorar a performance operacional pelo menos no último trimestre do ano.

A CSN comunicou à rede de distribuição de aço do país que vai reajustar os preços dos seus produtos siderúrgicos a partir do dia 1º de setembro. Os aumentos vão variar entre 4% a 7%, dependendo do produto. As bobinas a frio zincadas devem ter um reajuste de 4%, a bobina fina a frio, de 4,5%, e fina a quente, de 7%. A empresa já reajustou sua linha de folha de flandres, há dois meses, ao redor de 8%.


A companhia controlada por Benjamin Steinbruch é a última das grandes usinas de aços planos do país a dar aumento para o aço no atacado. Usiminas e ArcelorMittal o fizeram entre julho e agosto, nas faixas percentuais de 6% a 7%. Os novos preços dos produtos da Usiminas passaram a vigorar em 1º de julho, com a chapa grossa, carro-chefe da empresa, aumentando 6%. Os reajustes da ArcelorMittal estão em vigor desde o dia 6 de julho.


A rede de distribuidoras de aço responde, atualmente, por 40% dos 26 milhões de toneladas do produto negociadas por ano no mercado doméstico.


Fontes do atacado do aço informaram que estão tendo alguma dificuldade de repassar os aumentos das siderúrgicas para a clientela do varejo. Com o objetivo de facilitar a vida dos varejistas, os distribuidores estão parcelando as vendas em duas ou três vezes para concorrer com a importação, que vem declinando nos últimos três meses. Hoje, 85% do aço comercializado no atacado é nacional e 15% vêm de fora. Os maiores clientes são as empresas de bens de capital, autopeças e construção civil.


Os atacadistas de aço reconhecem a necessidade das usinas de reajustarem seus preços, apesar da sobreoferta do produto lá fora, para recuperar margem e, consequentemente, tentar melhorar seus balanços.
No caso específico da CSN, que teve prejuízo superior a R$ 1 bilhão no segundo trimestre, a empresa pode fechar o ano com uma relação dívida/Ebitda de 4 vezes, muito ruim.


Na avaliação dos especialistas do setor, a empresa - que  encerrou o segundo trimestre com um Ebitda de R$ 1,1 bilhão - corre o risco, com a queda do preço do minério, de registrar no terceiro trimestre um Ebitda na faixa de R$ 900 milhões. Com a alta de 4% dos preços, a CSN pode tentar melhorar a performance operacional pelo menos no último trimestre do ano.

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